O Banco de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), anunciou a criação de um fundo para a transferência de ativos comprados do Banco Master.
O anúncio foi feito por meio de um comunicado do BRB a acionistas, clientes e ao mercado financeiro, divulgado na segunda-feira (20 de abril de 2026), após aprovação do negócio pelo Conselho de Administração da companhia.
A operação busca vender ativos recebidos do Banco Master, após a liquidação da instituição então controlada por Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraude e crimes financeiros.
Para estruturar a criação do fundo de investimentos, o BRB assinou um memorando de entendimento com a Quadra Capital, com valor de referência de R$ 15 bilhões. A Quadra Capital é uma gestora de fundos de investimento especializada em ativos de baixa liquidez e com forte atuação em infraestrutura e logística. Nos últimos anos, investiu na aquisição de concessões portuárias no Espírito Santo e no Paraná.
Segundo o BRB, a operação será composta por uma parcela financeira à vista, de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Já a parcela remanescente, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será realizada por meio de cotas subordinadas do fundo de investimento a ser estruturado para a gestão e monetização dos ativos.
A conclusão do negócio ainda dependerá do cumprimento das condições previstas no memorando de entendimento.
Na semana anterior, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. Costa é suspeito de ter descumprido práticas de governança e de facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. Ele também é investigado pelo recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões, supostamente paga por Vorcaro para facilitar a compra do Master pelo BRB, transação que foi vetada pelo Banco Central (BC).
Ao estruturar um novo fundo, o BRB informou que espera fortalecer sua estrutura de capital e liquidez, além de aprimorar a gestão de seu portfólio. A instituição destacou que a transação representa etapa relevante no processo de readequação da companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre liquidez, gestão de ativos e racionalização patrimonial.
Fonte: Agência Brasil


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