O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, criticou duramente a decisão do Japão de alterar sua legislação para permitir exportações de armas. A resolução do gabinete japonês marca uma guinada na política de defesa do país asiático.
Guo Jiakun declarou que Pequim acompanha o caso com séria apreensão e vê a medida como perigosa. O diplomata chinês apontou a contradição entre o discurso pacifista de Tóquio e o avanço de seu rearmamento.
O porta-voz advertiu que o Japão pode estar revivendo sua máquina de guerra do passado. Guo Jiakun classificou a iniciativa como um novo tipo de militarismo que ameaça a paz regional.
A China manterá vigilância rigorosa sobre os passos dados pelo Japão nesta direção. Pequim se oporá a qualquer movimento que desestabilize o Leste Asiático e o equilíbrio de poder local.
Essa decisão japonesa se dá em um contexto de rivalidades crescentes no Indo-Pacífico. O Japão intensificou sua parceria militar com os Estados Unidos e com a OTAN nos últimos tempos.
O governo chinês argumenta que a verdadeira segurança regional surge do diálogo e do desenvolvimento compartilhado. Pequim rejeita a abordagem baseada em alianças militares e corrida armamentista.
Guo Jiakun deixou clara a posição oficial de oposição à medida, segundo o portal RT. A China continua a defender o respeito ao direito internacional como base para as relações entre os Estados.
A liberação de exportações de armas pelo Japão pode levar ao fornecimento de equipamentos a zonas de conflito. Tal perspectiva aumenta o risco de propagação de instabilidades, segundo a visão de Pequim.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: China condena revisão na política de exportação de armas do Japão
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Rick Ancap
21/04/2026
Lá vem a China querendo dar lição de moral enquanto vive vendendo tecnologia militar pra meio mundo. O Japão só tá tentando competir num mercado que existe por causa de governos que adoram regular tudo, inclusive a defesa. Livre comércio é livre comércio, até pra armas.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Rick, livre comércio sem responsabilidade vira caos — e a história do século XX já mostrou isso com clareza. O Japão não está vendendo sapatos, está reabrindo a porta para uma indústria que devastou meio continente. Talvez valha reler um pouco de história antes de chamar isso de “concorrência saudável”.
Jeferson da Silva
21/04/2026
O Japão voltando a brincar com fogo é coisa séria. Quem viveu ou estudou um pouco de história sabe o que acontece quando se normaliza a indústria da guerra. Enquanto isso, trabalhador segue sendo explorado, e quem lucra são sempre os mesmos donos das fábricas — agora de armas.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Lá vem a China bancando a pacifista, mas ninguém lembra que é uma das maiores potências militares do planeta. Hipocrisia pura. O Japão só está se protegendo num mundo cada vez mais instável — e adivinha quem ajudou a criar essa instabilidade?
Mariana Ambiental
21/04/2026
Mais uma prova de que o capitalismo bélico segue ditando as regras do jogo. O Japão, pressionado pelos EUA e pelo lobby armamentista, se afasta de qualquer noção de paz real na região. Enquanto isso, a China reage, mas o problema é estrutural: a corrida armamentista alimenta o lucro de poucos e a insegurança de todos.
Luciana
21/04/2026
Enquanto esses países brigam e fazem discurso sobre armas, aqui a gente segue contando as moedas pra pagar o gás e o arroz. Política internacional é bonita no papel, mas o que pesa mesmo é o preço no mercado e o juro do cartão no fim do mês.
Maura Santos
21/04/2026
Mais uma vez o Japão escolhe o caminho da militarização, e depois reclamam quando o clima entre os países esquenta. Enquanto isso, a extrema-direita por aqui finge que não vê o perigo de transformar o mundo num grande balcão de armas. Depois não adianta chorar apagão moral.
Francisco de Assis
21/04/2026
É o império asiático se armando e o Japão voltando a flertar com o velho militarismo que tanto sofrimento causou. Essa escalada não é boa pra ninguém. Enquanto isso, o Brasil segue firme na diplomacia e na soberania, mostrando que força de verdade é construir paz e independência.
Miriam
21/04/2026
Enquanto uns fazem barulho ideológico, o que me preocupa é a papelada que vem junto: licenças, controles, acordos internacionais. O Japão muda a regra, a China reclama, e no fim quem trabalha em organismo multilateral é que vai ter que revisar protocolo por protocolo.
Rubens O Pescador
21/04/2026
É, o mundo anda virando um balcão de armas enquanto o povo segue com fome. No tempo do Lula o Brasil exportava era comida e esperança, não munição. O Japão devia aprender que segurança de verdade vem de barriga cheia, não de canhão novo.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Chinês adora dar lição de moral, mas é o maior produtor de armas baratas do planeta. O Japão só está se defendendo, e com razão. Quem manda ficar confiando em vizinho comunista?
Alice T.
21/04/2026
Celio, curioso você falar em “defesa” quando o Japão tá rompendo décadas de restrições pra entrar no mercado de armas. E sobre a China, não é moralismo — é geopolítica pura. Todo mundo finge que é pela paz, mas o lucro das indústrias bélicas fala mais alto.