A quinta edição da NewSpace Africa Conference foi aberta em Libreville, capital do Gabão, reunindo mais de 200 empresas de 65 países.
O evento é organizado pela Space in Africa em parceria com a Agência Espacial Africana e a Agência Gabonesa de Estudos e Observações Espaciais. É a primeira vez que o encontro ocorre na África Central, conforme reportou a RFI.
Os participantes debatem inovações na fabricação, lançamento e comercialização de satélites. A agenda inclui estratégias para ampliar a presença africana no setor espacial.
O diretor do Bureau do Programa Conjunto SatNav Africa, Sémou Diouf, reconheceu que o continente ainda apresenta atraso significativo no domínio espacial. Ele afirmou que a África trabalha intensamente para superar essa lacuna e integrar todos os países africanos no desenvolvimento de sistemas espaciais próprios.
Atualmente, apenas cerca de dez países africanos possuem satélites em operação. Essa limitação reduz a capacidade regional de gerar e processar dados estratégicos de forma independente.
O setor aéreo utiliza amplamente informações via satélite por meio da Agência para a Segurança da Navegação Aérea na África e em Madagascar, sediada em Dakar, no Senegal. O diretor da instituição, Prosper Zo’o Minto’o, explicou que a tecnologia orbital garante cobertura suficiente para comunicações e transferência de dados essenciais à segurança da aviação.
A Agência Espacial Africana, com sede no Egito, projeta que a economia espacial do continente alcance 22 bilhões de dólares ainda em 2026. A estimativa aponta crescimento até 35 bilhões de dólares até 2030.
O evento busca estimular parcerias entre governos, universidades e empresas privadas. Essa iniciativa visa criar um ecossistema de inovação que permita reduzir custos e compartilhar conhecimento técnico.
O representante da Agência Espacial Africana, Tidiane Ouattara, declarou que o continente possui condições para se tornar polo relevante de negócios espaciais. Ele destacou os recursos humanos, as riquezas naturais e a posição geográfica privilegiada para lançamentos orbitais.
A conferência se estende até 22 de abril e pretende transformar esse potencial em políticas concretas de longo prazo. Os especialistas presentes defendem a cooperação regional como caminho para consolidar uma indústria espacial autônoma e sustentável.
O desenvolvimento de capacidade própria em satélites permite melhor gestão de recursos naturais e monitoramento ambiental. A autonomia também amplia o acesso à internet em áreas remotas e fortalece a integração do continente na economia digital.
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Zé Trovãozinho
21/04/2026
Enquanto o Ocidente finge ser dono do espaço, a África mostra que também pode desenvolver tecnologia e pensar no próprio futuro. É bom ver o continente buscando autonomia e não ficando refém das potências. Que sirva de exemplo para o Brasil acordar e investir de verdade em ciência e inovação.
Zizi
21/04/2026
Olha que beleza ver o continente africano tomando as rédeas da própria tecnologia! Esses meninos mal-educados do imperialismo sempre acharam que só eles podiam olhar pro céu. Que sirva de lição: quando o povo se une e investe em ciência, a autonomia floresce e o futuro fica mais bonito.
Silvia D.
21/04/2026
É inspirador ver o continente africano investindo em ciência e tecnologia de ponta. Esse tipo de conferência mostra que autonomia tecnológica também é questão de saúde pública — satélites e pesquisa espacial ajudam a monitorar epidemias, prever desastres e salvar vidas. Ciência é caminho para soberania e bem-estar coletivo.
Maura Santos
21/04/2026
Achei incrível ver o continente africano investindo pesado em tecnologia e ciência! Enquanto uns aqui ainda acham que “programa espacial” é gasto inútil, lá eles estão garantindo autonomia e futuro. É disso que o Brasil também precisa — visão e coragem, não apagão de ideias.
Vanessa Silva
21/04/2026
Adoro ver esse tipo de iniciativa no continente africano. Investir em tecnologia espacial é pensar no futuro das cidades e na autonomia dos países, sem depender de soluções importadas. É assim que se constrói desenvolvimento inteligente e sustentável.
Alice T.
21/04/2026
Achei incrível ver o continente africano investindo pesado em tecnologia espacial e autonomia científica. Enquanto os bilionários do Vale do Silício brincam de corrida espacial pra ego, a galera africana tá construindo soberania e inovação real. É isso que assusta o sistema: quando o Sul Global começa a lançar seus próprios satélites em vez de importar dependência.
Rick Ancap
21/04/2026
Ah, claro, mais uma conferência bancada com dinheiro público pra “impulsionar autonomia”. Autonomia de quem? Dos burocratas que vivem de subsídio. Se fosse realmente eficiente, o mercado já teria feito isso sem precisar tirar um centavo do bolso de quem produz.
Augusto Silva
21/04/2026
Rick, curioso como o “mercado” que você idolatra sempre corre pedir socorro estatal quando precisa de satélite, porto ou infraestrutura, né? Sem investimento público, nem o GPS do seu celular existiria — mas siga acreditando que foi obra espontânea da livre concorrência.
Luciana
21/04/2026
Bonito ver a África investindo em tecnologia e querendo andar com as próprias pernas. Aqui a gente também devia pensar mais em autonomia, mas sem esquecer que o povo ainda sofre pra pagar o gás e o arroz. Ciência é importante, só não dá pra viver de foguete quando o prato tá vazio.
Tonho Patriota
21/04/2026
ESSA HISTÓRIA DE CONFERÊNCIA ESPACIAL É MAIS UMA INVENÇÃO GLOBALISTA! QUEREM CONTROLAR O CLIMA COM SATÉLITE E DIZER QUE A TERRA É REDONDA PRA ENGANAR O POVO. ENQUANTO ISSO O BRASIL TEM O NIÓBIO E NINGUÉM FALA NADA! FAZ O L AÍ PRA VER SE O FOGUETE NÃO CAI!
Mariana Ambiental
21/04/2026
Tonho, se o foguete cair é porque tentaram lançá-lo com teoria da conspiração no tanque em vez de combustível. A conferência discute soberania africana, não fantasia globalista — mas entendo que pra quem acredita que o nióbio vai salvar o Brasil, qualquer órbita parece distante.