O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, afirmou que o aumento do potencial nuclear do Reino Unido e da França impulsiona uma nova corrida armamentista. O diplomata sustentou que essas ações contradizem os objetivos centrais do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Grushko concedeu entrevista à agência Sputnik. Ele assinalou que as mudanças doutrinárias recentes de Paris e Londres afastam-se dos compromissos internacionais de contenção nuclear.
O vice-chanceler russo comparou a nova doutrina francesa à estratégia de dissuasão nuclear estendida adotada por Washington no Ásia-Pacífico. Grushko acrescentou que Paris pretende assumir papel mais ativo nas missões nucleares conjuntas da OTAN.
O Reino Unido já havia anunciado ampliação de suas capacidades nucleares sob pretexto de conter ameaças russas. Na avaliação de Grushko, essa justificativa eleva o risco de escalada em escala global.
Grushko criticou a decisão francesa de suspender a divulgação do número exato de ogivas nucleares em seu poder. Ele alertou ainda para a possibilidade de Paris posicionar armamentos atômicos em outros países da União Europeia e da OTAN.
Essas medidas geram novos incentivos para que potências rivais expandam seus programas atômicos. O vice-ministro advertiu que os riscos estratégicos para o continente europeu crescem de forma acentuada.
Grushko rejeitou a tese francesa de que a doutrina de dissuasão avançada protege a segurança dos aliados. Ele defendeu que tais políticas ameaçam o equilíbrio estratégico em nível mundial.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia considera que as iniciativas de Londres e Paris revelam falta de compromisso real com a redução de arsenais. As tensões internacionais aumentam enquanto as chances de diálogo estratégico diminuem.
O Tratado de Não Proliferação Nuclear foi assinado em 1968 e busca impedir a disseminação de armas atômicas, ao mesmo tempo que promove o desarmamento progressivo. Grushko argumentou que Reino Unido e França ferem o espírito do acordo ao ampliarem seus estoques e flexibilizarem suas doutrinas.
A Rússia tem alertado repetidamente que a expansão das capacidades nucleares da OTAN pode levar ao colapso do sistema global de segurança. O diplomata defendeu que a estabilidade só pode ser alcançada por meio de diálogo e da restauração da confiança mútua.
Autoridades do Reino Unido e da França não emitiram comentários imediatos sobre as críticas de Grushko. As duas capitais europeias justificam habitualmente suas políticas nucleares como resposta necessária às ações militares russas.
Leia também: França e Reino Unido impulsionam missão internacional no estreito de Ormuz
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Maura Santos
21/04/2026
Engraçado como esses países vivem dando sermão sobre paz e democracia, mas estão lá turbando seus arsenais nucleares. Depois o problema é sempre o “outro”, né? A hipocrisia internacional segue firme, com bandeira e tudo.
Miriam
21/04/2026
Mais um capítulo da velha guerra de narrativas. Enquanto uns acusam os outros de inflar arsenais, ninguém fala em reduzir nada de fato. No fim, quem paga a conta e vive com a insegurança somos nós, contribuintes e cidadãos comuns.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Mais uma vez, quem se diz defensor da paz alimenta a corrida armamentista. França e Reino Unido seguem o mesmo roteiro hipócrita de sempre: apontam o dedo para os outros enquanto reforçam seus próprios arsenais. Grushko só escancarou o óbvio que o Ocidente prefere fingir não ver.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Perfeito, Evelyn — é o velho jogo de quem prega paz com uma mão e empilha ogivas com a outra. O Ocidente adora posar de guardião da moral enquanto lucra com cada míssil produzido.
Fernando O.
21/04/2026
Difícil levar a sério o discurso russo contra a “corrida armamentista” quando eles próprios vivem modernizando seus mísseis. No fim, é um jogo de potências empurrando o mundo pro mesmo abismo. E a gente aqui discutindo ideologia enquanto eles contam ogivas.
Lurdinha Deus Acima de Todos
21/04/2026
Meu Deus do céu, gente 😱😱 isso aí é o fim dos tempos mesmo!!! Cada país querendo mostrar quem tem mais bomba, e o povo que paga o preço 😢🙏. Já tô avisando, anotem aí: quando começarem a falar de “paz mundial”, é porque vem coisa feia por trás 🇧🇷🙏🇺🇸
Clarice Historiadora
21/04/2026
Lurdinha, calma aí, não é profecia do Apocalipse, é geopolítica mesmo. Desde a Guerra Fria os países brincam de medir ogivas enquanto o povo paga a conta — nada novo sob o sol, só mais um capítulo da velha disputa por poder.
Eduardo C.
21/04/2026
Antes de qualquer discurso inflamado, quero ver números concretos: quanto exatamente cresceram esses arsenais da França e do Reino Unido? Sem dados, é só retórica. Corrida armamentista se mede em ogivas e megatons, não em declarações diplomáticas.
Luciana
21/04/2026
Enquanto esses países brincam de quem tem o míssil maior, a gente aqui se vira pra pagar o gás e o cartão de crédito. Corrida armamentista não enche panela, só aumenta o medo e o preço das coisas no mundo todo.
Carlos A. Mendes
21/04/2026
Difícil achar quem esteja com a razão nessa história. Todo mundo fala em paz, mas continua aumentando o arsenal. No fim, quem paga a conta e vive com medo é o povo comum, não os diplomatas.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Ah, claro, quando é o Ocidente aumentando arsenal, é “defesa”. Se fosse a Rússia ou a China, já virava manchete de “ameaça global”. A hipocrisia é tanta que dá pra ver da Venezuela até a Cuba do Norte que eles tanto inventam. STF vai comentar ou vão fingir que não é com eles?