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Inteligência artificial decifra genes da malária mais letal

12 Comentários🗣️🔥 Um mosquito, vetor da malária, pousa sobre a pele. (Foto: phys.org) Cientistas do Instituto Bernhard Nocht de Medicina Tropical, na Alemanha, empregam inteligência artificial para identificar genes do parasita da malária associados às formas mais graves da doença. A iniciativa surge em meio ao ressurgimento global de casos e mortes pela infecção, conforme […]

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Um mosquito, vetor da malária, pousa sobre a pele. (Foto: phys.org)

Cientistas do Instituto Bernhard Nocht de Medicina Tropical, na Alemanha, empregam inteligência artificial para identificar genes do parasita da malária associados às formas mais graves da doença. A iniciativa surge em meio ao ressurgimento global de casos e mortes pela infecção, conforme reportagem do portal Phys.org.

O Relatório Mundial da Malária 2025 da Organização Mundial da Saúde registra cerca de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. A maioria das vítimas são crianças na África Subsaariana, e o progresso no controle da doença desacelera por causa da resistência a medicamentos e inseticidas.

O presidente do conselho do BNITM, professor Jürgen May, ressaltou o histórico de mais de um século de pesquisas sobre malária no instituto. Ele defendeu que as novas ferramentas de análise de dados permitem compreender melhor a adaptação do parasita e pavimentar estratégias mais eficazes de combate.

O parasita Plasmodium falciparum causa as formas mais severas da malária ao modificar a superfície das hemácias humanas com proteínas chamadas PfEMP1. Essas proteínas permitem que as células infectadas se fixem nas paredes dos vasos sanguíneos e escapem da filtragem do baço.

A bióloga Anna Bachmann, chefe de um grupo de pesquisa no BNITM, lidera os esforços para entender por que algumas infecções são leves enquanto outras se tornam fatais. Ela analisa quais variantes do gene var estão ativas durante a infecção e como se relacionam com a gravidade dos sintomas.

O genoma do parasita contém cerca de 60 variações do gene var que codificam diferentes versões da proteína PfEMP1. Algumas variantes fazem as hemácias infectadas se acumularem em órgãos vitais como o cérebro e provocam inflamações graves.

Outras variantes menos aderentes estão associadas a quadros clínicos mais brandos. A identificação precisa dessas diferenças pode ajudar a prever o risco de complicações e orientar tratamentos mais direcionados.

A equipe sequenciou o RNA de amostras de sangue de pacientes com malária para determinar quais genes var estão ativos. Reconstruir as sequências completas a partir de fragmentos curtos representa um desafio comparável a montar um quebra-cabeça genético de alta complexidade.

O professor Thomas Otto, chefe do Departamento de Biologia Computacional de Infecções do BNITM, aprimorou algoritmos capazes de classificar e agrupar genes var com base em características moleculares. Ele e sua equipe desenvolveram um sistema de aprendizado de máquina chamado upsML que prevê com alta precisão o grupo genético de cada variante mesmo com sequências incompletas.

O sistema upsML foi descrito em artigo publicado na revista PLOS One. Em estudo complementar, a equipe analisou células do sistema imunológico de pacientes e descobriu que determinadas respostas inflamatórias se associam fortemente a casos graves em crianças.

Essas descobertas podem permitir diagnósticos mais rápidos e tratamentos personalizados para pacientes em risco de formas severas da malária. Os avanços em bioinformática e inteligência artificial reforçam o papel da ciência de dados no enfrentamento de doenças negligenciadas.

A integração entre biologia molecular e tecnologia digital promete redefinir o combate à malária. Para os pesquisadores do BNITM, compreender o código genético do parasita representa um passo essencial para reduzir mortes e conter o ressurgimento da doença nas próximas décadas.


Leia também: Inteligência artificial acelera avanço quântico e expõe vulnerabilidades globais


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Francisco de Assis

21/04/2026

Rapaz, olha aí a ciência mostrando serviço de verdade! Quando o conhecimento é usado pro bem comum, a humanidade toda ganha. E o Brasil, com sua tradição em pesquisa tropical, tem tudo pra ser protagonista nessa luta. É o avanço soberano da inteligência a serviço da vida!

Carlos A. Mendes

21/04/2026

Interessante ver a IA sendo usada pra algo realmente útil, e não só pra fazer propaganda ou vigiar gente. Se isso ajudar a salvar vidas, ótimo. Só espero que esse tipo de pesquisa receba investimento contínuo, e não dependa só de modinha tecnológica.

Lurdinha Deus Acima de Todos

21/04/2026

Gente, essa tal de inteligência artificial tá mexendo até com os genes agora 😳🙏! Espero que usem isso pro bem e não pra inventar coisa de laboratório, viu? Tomara que descubram logo a cura dessa doença terrível, porque o mundo tá cada vez mais estranho… 🇧🇷🦟💉

Fernando O.

21/04/2026

Achei impressionante como a IA está sendo usada para algo tão concreto e vital como combater a malária. Enquanto muita gente perde tempo discutindo teorias conspiratórias sobre chips e controle global, a ciência real está salvando vidas com dados e algoritmos.

Tonho Patriota

21/04/2026

Ah pronto, agora até a malária tá nas mãos da tal “inteligência artificial”! Isso aí é só mais uma desculpa pra botar chip nas pessoas e controlar o DNA, pode anotar! FAZ O L que o comunismo genético vem aí!

Celio Fazendeiro

21/04/2026

Mais uma firula de laboratório europeu querendo brincar de Deus. Em vez de gastar fortuna com IA pra fuçar gene de mosquito, deviam investir em saneamento e pulverização decente. É cada modinha “científica” que só serve pra inflar currículo e pedir verba.

    Rubens O Pescador

    21/04/2026

    Ô Célio, mas tu lembra quando o povo lá no interior sofria com dengue todo verão? Sem pesquisa e ciência a gente ainda tava matando pernilongo com querosene e reza brava. A tecnologia ajuda, sim, mas tem que andar de mão dada com o saneamento, não contra ele.

Evelyn Olavo

21/04/2026

Impressionante ver a IA sendo usada para algo tão vital. Se conseguirem entender melhor os genes do parasita, talvez finalmente avancemos em vacinas mais eficazes. Que essa tecnologia sirva para salvar vidas e não só para gerar lucros.

    Jeferson da Silva

    21/04/2026

    Tomara mesmo, Evelyn. Porque se deixarem só na mão das grandes farmacêuticas, essa IA vai servir mais pra engordar balanço de acionista do que pra curar gente pobre.

Zizi

21/04/2026

Olha só que maravilha quando a ciência é usada para salvar vidas, e não para espalhar ódio! Enquanto uns meninos mal-educados vivem negando a importância da pesquisa pública, os cientistas seguem firmes combatendo doenças que ainda matam milhões. Viva o conhecimento, viva o SUS e viva quem trabalha pelo bem comum!

Adalberto Livre

21/04/2026

ISSO AÍ É TUDO MUITO BONITO, MAS ESSA TAL DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL UM DIA VAI QUERER MANDAR NA GENTE! NA MINHA ÉPOCA QUEM DESCOBRIA AS COISAS ERAM OS CIENTISTAS DE VERDADE, NÃO COMPUTADOR! E ESSA HISTÓRIA DE MALÁRIA VOLTANDO É CULPA DESSE POVO QUE FICA BRINCANDO DE DEUS!

    Clarice Historiadora

    21/04/2026

    Adalberto, os cientistas continuam sendo de verdade — a diferença é que agora eles têm ferramentas mais potentes do que lápis e microscópio. A inteligência artificial não “manda”, ela calcula; quem decide o que fazer com os dados ainda somos nós, os humanos que você acha que ficaram no passado.


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