Uma investigação revelou que a empresa norte-americana Virtus apresentou informações falsas sobre sua experiência no setor de mineração para assumir minas de cobalto na República Democrática do Congo. A companhia representa elemento central da estratégia de Donald Trump para garantir suprimentos de minerais críticos na região.
A compra das operações da Chemaf por 30 milhões de dólares ocorreu em março. Essa transação foi anunciada como o primeiro investimento físico proveniente do acordo estratégico estabelecido entre Washington e Kinshasa no ano anterior.
A Virtus alegou operar uma planta de processamento de cobre e cobalto no Congo. Registros judiciais demonstram que a empresa nunca adquiriu a instalação citada como referência.
A unidade de Lisaki encontra-se inativa desde 2012. A subsidiária Virtus Capital and Operations exibiu a ROK Metals como exemplo de suas operações até data recente.
A ROK Metals buscou adquirir a planta em 2024 depois que o proprietário anterior acumulou dívidas. Ordem judicial emitida em maio de 2024 revelou que a venda não se concretizou.
O presidente da Virtus, Phil Braun, serviu nas Forças Especiais do Exército dos EUA. O diretor executivo Andrew Powch atuou como oficial da Marinha dos EUA.
A experiência em segurança dos executivos pesou na decisão das autoridades congolesas. O Departamento de Estado dos EUA expressou apoio às atividades da Virtus Minerals.
Autoridades americanas descreveram a aquisição como um investimento emblemático do setor privado. A versão apresentada pela empresa entrou em colapso após a descoberta de que a planta nunca pertenceu à companhia.
O pacto entre os dois países estabelecia que os EUA facilitariam a entrada de empresas americanas no Congo. O objetivo consistia em obter acesso preferencial a reservas de cobre, cobalto e lítio.
A República Democrática do Congo produz mais de 70% do cobalto mundial. Esse recurso é fundamental para baterias de veículos elétricos e equipamentos eletrônicos.
A USAID destinou dois milhões de dólares em subvenção para a ROK Metals. O valor foi cancelado quando se confirmou que a compra da planta não havia sido finalizada.
O caso levanta questionamentos sobre a capacidade técnica e financeira da Virtus para operar as minas. O governo congolês analisa atualmente as medidas adequadas diante das novas informações.
A referência à ROK Metals foi retirada do site da empresa nas últimas semanas, segundo reportagem do portal RT. O episódio expõe as fragilidades da estratégia americana de disputar a influência chinesa na mineração do continente africano.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Marcos Conservador
21/04/2026
Mais um exemplo de como o capitalismo sem freio e sem valores morais gera corrupção e exploração. A ganância dessas empresas estrangeiras destrói países inteiros e ainda posam de salvadores do mundo livre. Falta é temor a Deus e respeito ao próximo.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Pois é, Marcos, e o pior é que esse mesmo povo que destrói o Congo vem dar lição de “livre mercado” pra nós. Aqui no interior a gente aprendeu que sem Estado forte e comida no prato, o tal do progresso vira só conversa fiada de rico.
Vanessa Silva
21/04/2026
Mais um exemplo de como a falta de transparência e planejamento sério prejudica regiões inteiras. O Congo precisa de investimentos genuínos, não de empresas que forjam credenciais para explorar recursos. Sem governança e fiscalização real, fica impossível falar em desenvolvimento sustentável.
Renato Professor
21/04/2026
Mais um exemplo daquilo que os liberais chamam de “eficiência do mercado”: falsificam currículo empresarial e depois posam de defensores da meritocracia. A ganância travestida de competência continua sendo o motor da pilhagem global, especialmente sobre a África.
Luciana
21/04/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil a gente rala pra pagar o gás e o cartão de crédito com juros nas alturas. Essas empresas lá fora fazem falsificação milionária e continuam no jogo. Parece que o peso da lei só cai em cima de quem é pequeno mesmo.
Rick Ancap
21/04/2026
Olha aí, mais um exemplo de como o “mercado livre” resolve tudo, né? Empresa mentindo pra pegar mina de cobalto e depois vem gente dizer que é só deixar o Estado fora que tudo se autorregula. O capitalismo de compadres é o que sobra quando o governo se mete e quando não se mete também.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais uma empresa dos EUA metendo os pés no Congo e depois vem discurso moralista sobre “democracia” e “liberdade”. Quando é pra pilhar recursos dos outros, aí vale tudo. Depois ainda culpam a China por “influência indevida” na África… hipocrisia escancarada.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Perfeito, Zé. O discurso de “liberdade” deles é igual rótulo de produto verde do agronegócio: bonito na embalagem, tóxico por dentro. Quando o lucro fala mais alto, até a moral vira mercadoria.
Tadeu
21/04/2026
Mais uma história de empresa americana metendo os pés pelas mãos em outro país. No fim, quem paga o preço é o trabalhador local. Eu só fico pensando no impacto disso nos preços das commodities — se subir o cobalto, vai respingar nos custos de produção e, adivinha, na inflação.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Ah, mas é claro, mais uma empresa americana querendo posar de salvadora enquanto mete a mão onde não deve. Esse papo de “estratégia nacional” é só desculpa pra explorar país pobre e fingir que é por segurança global. Depois ainda querem dar lição de moral no resto do mundo.
Maura Santos
21/04/2026
Pois é, Celio, quando não é “libertar” o país, é “garantir a democracia” pra justificar o saque. O manual deles é velho, só muda o nome da operação.