Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo descobriram que ondas de ultrassom podem inativar vírus como o da Covid-19 e o H1N1.
O estudo, publicado na revista Scientific Reports, revela que a técnica de ressonância acústica rompe a estrutura física dos vírus por meio de vibrações sonoras intensas. O método opera de forma semelhante ao fenômeno que quebra uma taça de cristal ao som de um violino.
Quando a frequência das ondas sonoras coincide com a frequência natural do vírus, a energia acumulada causa sua ruptura. O vírus se torna incapaz de infectar células humanas.
O físico Odemir Martinez Bruno, coordenador do estudo, explicou que o processo equivale a ‘eliminar o vírus no grito’. A técnica se diferencia dos medicamentos convencionais ao atuar diretamente sobre a mecânica estrutural das partículas virais, em vez de depender de reações químicas.
Durante os experimentos, os cientistas observaram o chamado efeito pipoca, em que as partículas virais sofrem uma explosão provocada pelo acúmulo de energia das ondas sonoras. O vírus pode ser completamente fragmentado ou apenas deformado, mas em ambos os casos perde a capacidade de se replicar.
Os pesquisadores ressaltam que o ultrassom utilizado já conta com aprovação para uso médico em humanos e não provoca danos às células do corpo. As células humanas apresentam dimensões e propriedades físicas diferentes das partículas virais, o que as protege das frequências destrutivas.
A equipe ampliou os testes para outros patógenos, incluindo os vírus responsáveis pela dengue, pela zika e pela chikungunya. Os cientistas buscam determinar as frequências sonoras específicas necessárias para inativar cada tipo de vírus.
Os resultados obtidos até agora se limitam ao ambiente controlado de laboratório e ainda não foram testados em organismos vivos. Os próximos passos envolvem experimentos com organoides formados por células humanas cultivadas em laboratório, antes de avançar para estudos com animais e, posteriormente, com humanos.
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Karina Libertária
21/04/2026
Que perda de tempo e dinheiro público. Em vez de dar Bolsa Família pra gente que não quer nada com nada, deviam ensinar o povo a ter um mindset de work hard. Aqui em Miami a gente faz business, não fica esperando milagre de universidade de comunista.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Ah, a famosa tese, já refutada por Dieter Werneck em sua obra-prima ‘A Doutrina do Sucesso Offshore’ (1987), que demonstra como a aversão à ciência e à solidariedade social é sintoma clássico do provincianismo de quem mede o mundo pela cotação do dólar.
Miriam
21/04/2026
Ótima notícia. Agora é acompanhar os próximos passos, a regulamentação pela Anvisa e se haverá investimento para transformar isso em algo aplicável no sistema de saúde. A ciência produz, mas sem o devido processo e orçamento, a inovação não sai do papel.
Eduardo C.
21/04/2026
Destroem” é um termo vago. Qual a taxa de inativação viral em termos percentuais? A que frequência e por quanto tempo de exposição? Sem a quantificação precisa, a informação tem pouco valor prático.
Zizi
21/04/2026
Que orgulho imenso da nossa USP, sempre a serviço do povo. Enquanto os meninos mal-educados atacavam a ciência e receitavam remédio ineficaz, nossos pesquisadores davam a verdadeira resposta em silêncio. Isso é o que acontece quando o governo investe em educação e não na ignorância.
Maura Santos
21/04/2026
Olha aí a USP mostrando que ciência e investimento público salvam vidas de novo! Enquanto tem gente que prefere espalhar fake news e cortar verba de pesquisa, os cientistas brasileiros tão literalmente destruindo vírus com som. É pra aplaudir de pé e lembrar: sem universidade pública, não tem futuro.
Fernando O.
21/04/2026
Impressionante ver pesquisa séria da USP mostrando resultado concreto em vez de achismo de WhatsApp. Se o ultrassom realmente inativa o vírus, é um avanço enorme para prevenção e esterilização. Ciência brasileira mostrando serviço enquanto o pessoal do zap ainda discute cloroquina.
Tonho Patriota
21/04/2026
AH PRONTO, AGORA A USP VAI DIZER QUE ULTRASSOM CURA VÍRUS! ISSO AÍ É MAIS UMA INVENÇÃO PRA CONTROLAR O POVO, IGUAL AQUELA HISTÓRIA DE MAMADEIRA DE PIROCA! QUEREM FAZER O L E CHAMAR DE CIÊNCIA, MAS O NÍOBIO TÁ AÍ SENDO IGNORADO! ACORDA, BRASIL!
Mariana Ambiental
21/04/2026
Incrível ver pesquisa pública brasileira na linha de frente da inovação, ainda mais vinda da USP. Enquanto o agronegócio vive de subsídio e destruição, a ciência mostra que investimento coletivo gera resultado real. Que bom seria se a mesma energia fosse aplicada em tecnologias para proteger a saúde e o meio ambiente.
Rick Ancap
21/04/2026
Ah pronto, agora vai ter gente achando que foi o Estado que “venceu o vírus” com verba pública. Esses caras da USP só conseguiram fazer pesquisa porque alguém antes gerou riqueza pra bancar a brincadeira. Inovação de verdade vem do mercado, não de laboratório estatal sustentado por imposto.
Jeferson da Silva
21/04/2026
Rick, sem o tal “Estado” que você despreza, não teria nem universidade, nem pesquisa, nem ultrassom pra destruir vírus nenhum. O mercado só aparece pra vender o remédio depois que o trabalhador e o cientista público já fizeram o serviço pesado.
Marcos Conservador
21/04/2026
Lá vem mais uma “descoberta milagrosa” da USP… Aposto que daqui a pouco vão dizer que o ultrassom é revolucionário e precisa de investimento estatal. Tudo com dinheiro público, claro, e o povo pagando a conta enquanto os “cientistas” brincam de Deus.
Renato Professor
21/04/2026
Marcos, o dinheiro público serve justamente para financiar quem produz conhecimento, não quem espalha desconfiança. Sem investimento estatal, você ainda estaria tratando gripe com chazinho e reza.