O aumento do uso militar do Sistema de Oleodutos da Europa Central (CEPS) pela OTAN provoca apreensão entre empresas aéreas e autoridades energéticas do continente, reduzindo o volume disponível para a aviação civil e intensificando os desafios logísticos existentes.
O fundador e diretor executivo da comercializadora Alkagesta, Orkhan Rustamov, registrou um aumento nas remessas de combustível de aviação com especificação militar em Roterdã durante março e abril. Esse movimento comprimiu o espaço destinado ao querosene de uso comercial e impactou aeroportos como o de Frankfurt, na Alemanha.
O CEPS abrange aproximadamente 5.300 quilômetros de tubulações que conectam refinarias, centros de armazenamento, bases aéreas e aeroportos civis. A rede cobre países como Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos e transporta cerca de 225 mil barris diários de derivados de petróleo.
Rustamov baseou sua avaliação em informações obtidas junto a outros operadores do mercado. O executivo destacou que a cláusula de prioridade militar do sistema, embora antiga, agora limita fortemente as operações da aviação civil em um contexto de preços elevados.
O mercado europeu de combustíveis já acumulava dificuldades em razão das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Essas condições elevaram os custos de transporte e geraram gargalos na cadeia de suprimentos energéticos.
O diretor executivo da Associação Alemã de Aeroportos (ADV), Ralph Beisel, alertou para a pressão crescente sobre o fornecimento de combustível de aviação. Beisel explicou que os aeroportos arcam com os riscos de escassez sem possuir influência sobre a formação de preços ou as prioridades logísticas.
Os preços do querosene de aviação no noroeste europeu ultrapassaram recentemente US$ 1.900 por tonelada. Os valores do diesel também bateram recorde ao superar US$ 1.600 por tonelada na mesma região.
O CEPS foi concebido originalmente como infraestrutura militar durante a Guerra Fria. A rede recebeu permissão para operações civis em 1959 com a condição expressa de prioridade para usos militares quando necessário.
Analistas apontam que a militarização da infraestrutura energética expõe a vulnerabilidade europeia a decisões da OTAN. Países como Alemanha e França veem sua autonomia energética limitada pela dependência de uma rede controlada por critérios militares.
A combinação entre o uso militar do oleoduto, as tensões regionais e a dependência de importações representa um desafio estratégico para a União Europeia. As autoridades buscam equilibrar as demandas civis com as prioridades definidas pela aliança atlântica.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Evelyn Olavo
21/04/2026
Mais uma vez vemos a OTAN priorizando seus interesses militares em detrimento das necessidades civis. Enquanto companhias aéreas e economias locais sofrem com a falta de combustível, a aliança parece ignorar o impacto sobre a população europeia. Essa militarização das infraestruturas civis é um sinal preocupante dos rumos que o continente está tomando.
Alice T.
21/04/2026
Ah, então a OTAN pode sugar combustível civil à vontade e ninguém chama isso de “intervenção”? Quando é pra manter tanques rodando, o discurso de “livre mercado” some rapidinho. Depois reclamam que o preço da passagem aérea tá nas alturas — é o militarismo drenando o tanque da Europa.
Adalberto Livre
21/04/2026
ISSO É O QUE DÁ QUANDO DEIXAM ESSA TURMA GLOBALISTA MANDAR EM TUDO!! AGORA FALTA COMBUSTÍVEL PRA GENTE, MAS PRA TANQUE DA OTAN TEM DE SOBRA!! ESSA BAGUNÇA É FRUTO DESSE TAL DE “COLETIVISMO” QUE SÓ SERVE PRA QUEBRAR OS OUTROS!!
Rubens O Pescador
21/04/2026
Aí está o resultado da tal “defesa da liberdade” deles: falta combustível até pra avião civil. Quando o povo comum aperta o cinto pra bancar guerra, é sinal de que a conta tá errada. No tempo do Lula, o Brasil não se metia nessas aventuras e o caminhoneiro tinha diesel pra rodar e comer no prato.
Augusto Silva
21/04/2026
A OTAN brincando de dono do posto enquanto a Europa paga a conta do galão. Militarizar oleoduto é o tipo de “estratégia” que transforma crise em caos. Depois reclamam do preço das passagens e do diesel — mas é o velho dilema: quando o tanque fala mais alto que a razão, o mercado cala.
Clarice Historiadora
21/04/2026
É curioso como a OTAN, que sempre se vendeu como “garantia de estabilidade”, agora é parte ativa da crise energética que ela mesma ajudou a criar. Desde a Guerra Fria, esse oleoduto foi pensado para sustentar a máquina militar, não o bem-estar civil — e a história se repete. Depois reclamam quando a Europa fala em autonomia estratégica.
Carlos A. Mendes
21/04/2026
Mais uma vez a conta da guerra vai parar no colo do cidadão comum. Enquanto a OTAN disputa quem manda no oleoduto, o preço do combustível e das passagens sobe pra todo mundo. Depois reclamam quando o povo perde a paciência com esses “aliados”.
Rick Ancap
21/04/2026
Mais um exemplo de como o “planejamento estatal” resolve tudo: um cano gigante controlado por burocratas e generais, e quem paga o pato é o civil comum. Se fosse privado, já tinham dado um jeito eficiente nisso em dois dias. Mas não, melhor deixar na mão da OTAN e ver o caos crescer.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Rick, curioso como vocês liberais sempre acham que o mercado resolve tudo, mas esquecem que é justamente o apetite privado por lucro e petróleo que mantém essas guerras e oleodutos. A OTAN é só o braço armado do mesmo sistema que vocês idolatram.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Choradeira europeia de novo. Quando é pra bancar guerra dos outros, todo mundo topa; mas na hora de faltar combustível, viram pacifistas. Se tivessem investido em produção própria em vez de depender da OTAN, não estariam nessa penúria.
Francisco de Assis
21/04/2026
É isso mesmo, Celio! Agora que o barril apertou, a turma que aplaudia sanção e bloqueio corre pra reclamar do preço do diesel. O problema é que quem terceiriza soberania energética acaba pagando caro pra aprender o óbvio.