O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladímir Putin, está disposto a se reunir com o presidente ucraniano, Vladímir Zelenski, mas apenas na fase final de acordos concretos.
Peskov explicou que o mais importante não é o formato do encontro, mas o seu propósito e o resultado prático que ele possa gerar. O representante russo recordou que Putin já expressou anteriormente sua disposição para receber Zelenski em Moscou a qualquer momento.
O porta-voz destacou, no entanto, que o encontro só teria utilidade se servisse para concluir um acordo político — e não como simples formalidade diplomática. Segundo sua avaliação, essa vontade ainda não se manifesta de forma clara por parte de Kiev.
Putin tem insistido no compromisso de Moscou com uma solução diplomática para o conflito. O líder russo defende que as negociações devem assegurar a segurança de longo prazo da Federação Russa ao eliminar as causas estruturais do confronto.
Entre essas causas, Putin cita a expansão contínua da OTAN para o leste europeu e as violações dos direitos da população de língua russa em território ucraniano. Essas questões precisam ser resolvidas de maneira definitiva para que a paz seja sustentável, segundo a visão de Moscou.
A proposta russa para um eventual acordo prevê a retirada total das tropas ucranianas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, além das províncias de Zaporozhie e Kherson. Essas regiões foram incorporadas à Federação Russa após consultas populares realizadas em 2022.
A Ucrânia deve ainda reconhecer esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como parte integrante da Rússia. A neutralidade permanente do país, impedindo qualquer adesão a blocos militares como a OTAN, constitui outro elemento central das exigências russas.
Moscou demanda ainda compromissos firmes de desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia. Esses pontos são vistos como indispensáveis para a construção de uma paz duradoura e para a estabilidade de toda a região.
Ao condicionar a reunião à fase final dos entendimentos, o Kremlin busca prevenir negociações que não produzam resultados práticos. Essa postura reforça a posição de que a Rússia se mantém aberta ao diálogo, desde que ele ocorra sobre bases que protejam seus interesses de segurança.
O governo de Kiev continua a exigir a restauração das fronteiras anteriores a 2014 e a retirada completa de todas as forças russas de seu território. As posições opostas das duas partes explicam a dificuldade em se alcançar qualquer avanço diplomático significativo.
O posicionamento expresso por Peskov sugere que Moscou ainda enxerga espaço para uma solução negociada, caso a Ucrânia apresente concessões substanciais. Essa abordagem faz parte da busca russa por uma nova arquitetura de segurança europeia, conforme reportagem da RT.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Francisco de Assis
22/04/2026
Rapaz, essa guerra já virou um teatro de interesses, e o povo ucraniano pagando o preço. Putin só fala em encontro quando já tiver tudo decidido, é o jogo da força. Enquanto isso, o Ocidente segue brincando de herói. O Brasil, com Lula, mostra que soberania é buscar a paz de verdade, sem se ajoelhar pra ninguém.
Miriam
22/04/2026
Faz sentido exigir que o encontro ocorra só quando houver algo concreto na mesa. Reunião por reunião não resolve nada, só serve para gerar manchete e confusão. O foco deveria ser nos canais diplomáticos funcionando de verdade, não em gestos simbólicos.
Celio Fazendeiro
22/04/2026
Esses líderes vivem de encenação pra imprensa. Enquanto isso, quem produz de verdade continua pagando a conta dessa guerra idiota. Deviam parar de brincar de diplomacia e cuidar de fazer o campo render, que é o que sustenta qualquer país.
Lurdinha Deus Acima de Todos
22/04/2026
Ih minha gente, isso aí é só teatro pra enganar o povo, viu! 🙏🇧🇷🇺🇸
Zizi
22/04/2026
Ô Lurdinha, minha flor, eu entendo essa desconfiança, viu? A gente vive num tempo em que tudo parece manipulado, e os poderosos realmente fazem muito teatro. Mas, olha, reduzir um conflito dessa gravidade a mera encenação é ignorar o sofrimento real de milhões de pessoas. A guerra entre Rússia e Ucrânia é uma tragédia humana e geopolítica, com raízes históricas profundas — não nasceu de um roteiro, nasceu de décadas de tensão, expansão da OTAN e disputa por influência. Lá não tem figurante, tem gente morrendo, mãe enterrando filho, cidade destruída. O que o Kremlin está dizendo, ao condicionar uma reunião à fase final dos acordos, é parte do jogo diplomático — e isso não é teatro, é cálculo político. Putin, como qualquer líder imperial, quer sair da guerra com algo que possa mostrar como vitória. Zelenski, por sua vez, precisa manter o apoio do Ocidente e não pode parecer fraco. É um xadrez cruel, mas real, e não um espetáculo para enganar o povo. O povo, minha querida, é sempre o que mais sofre, seja no Donbass, em Gaza ou nas periferias do Brasil. E veja, minha filha, quando a gente cai na armadilha de achar que tudo é farsa, a gente acaba deslegitimando o sofrimento humano e enfraquecendo a luta dos que realmente querem paz. O papel do povo é cobrar transparência, solidariedade e diplomacia, não cair em discursos simplistas que só alimentam o cinismo. O amor ao povo começa por reconhecer a dor do outro — e não há engano nisso.
Tadeu
22/04/2026
Mais uma conversa que parece não sair do lugar. Sinceramente, enquanto eles discutem quem vai se encontrar com quem, o que me interessa é se isso vai segurar o preço do petróleo e, por consequência, a inflação aqui. Política externa só pesa quando mexe no bolso.
Fernando O.
22/04/2026
Faz sentido essa postura do Kremlin, porque reunião por reunião não resolve nada se não houver base concreta de negociação. Mas também é curioso como Moscou tenta sempre controlar o timing político — parece mais jogo de pressão do que vontade real de encerrar a guerra.
Luciana
22/04/2026
Enquanto esses líderes ficam discutindo quando vão se encontrar, a gente aqui continua vendo o preço do gás e dos alimentos subir. Política internacional é cheia de pompa, mas no fim quem paga a conta é o povo comum. Queria ver essa disposição toda pra resolver o custo de vida também.
Maura Santos
22/04/2026
Putin dizendo que só conversa “na fase final” é tipo aquele colega que só aparece no grupo quando o trabalho já tá pronto. Enquanto isso, quem paga o preço real é o povo ucraniano, que segue sofrendo enquanto os poderosos jogam xadrez geopolítico.
Zé Trovãozinho
22/04/2026
Putin só fala em “fase final” porque sabe que enquanto isso a guerra continua rendendo pra ele. A Rússia posa de pacificadora, mas quem virou refém foi a Ucrânia — e o Ocidente, que só reage quando convém.
Jeferson da Silva
22/04/2026
Zé Trovãozinho, fácil falar em “rendendo” sentado no conforto do teclado. Na fábrica, quem rende é o trabalhador que paga o preço de toda essa geopolítica suja enquanto meia dúzia joga xadrez com vidas humanas.
Augusto Silva
22/04/2026
Zé Trovãozinho, é curioso como essa “refém” ucraniana continua recebendo bilhões de dólares em armas e apoio ocidental, não? No xadrez geopolítico, ninguém é santo — mas quem mais lucra com a guerra, até agora, são justamente os fabricantes de mísseis do lado de cá.
Clarice Historiadora
22/04/2026
Zé Trovãozinho, essa leitura é simplista demais — a guerra não “rende” pra ninguém, exceto pros fabricantes de armas e pros discursos nacionalistas. Putin joga xadrez geopolítico com peças humanas, e o Ocidente finge surpresa a cada movimento.
Mariana Ambiental
22/04/2026
Zé, o problema é que enquanto as potências jogam xadrez geopolítico, quem paga a conta são os povos — e a Ucrânia virou tabuleiro. Esse papo de “fase final” é só verniz pra manter o jogo rodando.