O Togo recebeu da União Africana a missão de apresentar às Nações Unidas uma proposta de novo mapa-múndi que corrige as distorções históricas da projeção de Mercator. A iniciativa visa adotar a projeção Equal Earth para refletir com precisão o real tamanho do continente africano.
O continente africano possui cerca de 30,3 milhões de quilômetros quadrados e é quase 14 vezes maior que a Groenlândia. Apesar disso, os mapas tradicionais fazem os dois territórios parecerem semelhantes em escala.
A União Africana apoia a campanha internacional ‘Correct the Map’ e delegou ao Togo a liderança dessa defesa na ONU. Conforme reportou a RFI, a proposta busca substituir o olhar eurocêntrico que prevaleceu por séculos na cartografia mundial.
O ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, tem sido o principal porta-voz da iniciativa e a define como ato de justiça e reparação histórica. Dussey argumenta que a correção cartográfica permitirá aos jovens africanos enxergarem seu continente como protagonista central da civilização humana.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o chanceler togolês defendeu a urgência de descolonizar a geografia. Ele destacou o valor pedagógico e político da nova representação para reconstruir a autoestima dos povos africanos.
O projeto de resolução apresentado pelo Togo pretende oficializar a projeção Equal Earth como referência global nas Nações Unidas. O resultado da votação revelará quais países reconhecem a importância científica e simbólica dessa mudança cartográfica.
A imagem de uma África capaz de conter a China, a Índia, os Estados Unidos e grande parte da Europa Ocidental circula amplamente nas redes sociais. Essa representação desafia narrativas distorcidas que sustentaram por séculos a ideia de superioridade do Norte global.
Com o respaldo da União Africana, o Togo transforma o debate sobre mapas em uma pauta de equidade e reconhecimento internacional. A proposta reforça o papel do continente como pilar da história e da ciência contemporâneas, influenciando o ensino de geografia e as relações globais.
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Evelyn Olavo
22/04/2026
Finalmente alguém questiona a velha projeção de Mercator, que encolhe a África e amplia a Europa. É simbólico que o Togo lidere essa correção — uma forma de recuperar dignidade geográfica e histórica. Que a ONU tenha coragem de aprovar algo tão necessário.
Silvia D.
22/04/2026
Achei ótima a iniciativa! A projeção de Mercator sempre distorceu o tamanho real dos continentes e reforçou desigualdades simbólicas. Mostrar a África na sua verdadeira dimensão é também uma forma de reparar uma injustiça histórica e valorizar o conhecimento científico na construção do que vemos do mundo.
Tonho Patriota
22/04/2026
MAPA NOVO É COISA DO COMUNISMO! A TERRA É PLANA, ACORDA GENTE, FAZ O L PRA VER!
Jeferson da Silva
22/04/2026
Tonho, comunismo é querer justiça e igualdade, não mudar mapa. E se a Terra fosse plana, os navios do ABC já tinham caído da beirada faz tempo, companheiro.
Karina Libertária
22/04/2026
Ai, gente, mais um papo de “corrigir o mapa” enquanto o povo continua dependendo de governo pra tudo. Em vez de focar em desenho de globo, deviam era ensinar o pessoal a investir fora e pensar global, sabe? Aqui em Miami ninguém perde tempo com essas discussões que não rendem ROI nenhum.
Clarice Historiadora
22/04/2026
Karina, é justamente por causa dessa mentalidade de “ROI acima de tudo” que o mapa foi distorcido por séculos — pra servir aos interesses de quem colonizava e explorava. Corrigir o desenho é simbólico, mas também político: é sobre devolver à África o tamanho que lhe roubaram, não sobre especular em Miami.
Maura Santos
22/04/2026
Karina, fácil falar de “pensar global” morando em Miami, né? Aqui a gente ainda tenta corrigir um mapa que apagou continentes inteiros — o mesmo apagão mental que faz muita gente achar que desigualdade se resolve com investimento na bolsa.
Renato Professor
22/04/2026
Karina, essa sua lógica de ROI até pra mapa-múndi é deliciosa de tão caricata. O problema é que sem compreender as distorções simbólicas — inclusive geográficas — a gente continua achando que o centro do mundo é Miami.
Lurdinha Deus Acima de Todos
22/04/2026
Agora sim tão mostrando a verdade, África gigante e poderosa! 🌍🙏🇧🇷
Zizi
22/04/2026
Ah, Lurdinha, que alegria ver alguém se encantando com a verdadeira grandeza da África! É isso mesmo, minha filha: aquele mapinha que a gente aprendeu na escola, com a Europa enorme e a África parecendo um pedacinho qualquer, foi uma invenção dos colonizadores para manter o imaginário do mundo de cabeça pra baixo. Desde o século XVI, os europeus precisavam parecer grandes para justificar a pilhagem e a escravidão. Então distorceram o globo, literalmente. A projeção de Mercator, que virou padrão nos mapas, exagera o tamanho dos países do norte e encolhe os do sul. Isso não é um detalhe técnico: é ideologia pura, travestida de ciência.
Quando o Togo propõe à ONU um novo mapa, não está apenas corrigindo um erro geométrico, está reivindicando dignidade. A África é o berço da humanidade, dona de uma diversidade cultural, linguística e natural que nenhum outro continente possui. Mas durante séculos foi retratada como “menor”, “atrasada”, “precisando de salvação”. Essa imagem serviu para legitimar o saque de suas riquezas e o tráfico de milhões de pessoas — inclusive os ancestrais que ajudaram a construir o Brasil. Mostrar a África em sua verdadeira proporção é também mostrar o quanto mentiram pra nós sobre quem somos.
E veja, Lurdinha, quando a gente reconhece essa manipulação, percebe como ela se repete de outras formas: nas notícias, na economia, nas relações internacionais. Os mesmos que distorceram o mapa ainda tentam ditar quem é “civilizado” e quem é “ameaça”. Por isso é tão importante esse gesto simbólico do Togo — ele nos convida a olhar o mundo com os olhos descolonizados, a reequilibrar a balança da história. A verdade, minha querida, é que a África nunca deixou de ser gigante e poderosa. Só faltava o mundo, e nós também, enxergarmos isso sem as lentes tortas dos meninos mal-educados do poder.