O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o estado a pagar R$ 258 mil em indenização por danos morais coletivos a detentos vítimas de tortura. A juíza Tainá Passamani Correa, da 1ª Vara da Fazenda Pública, reconheceu que a operação do Grupo de Intervenção Rápida configurou violência institucional.
A ação remonta a setembro de 2015, no Anexo de Semiaberto da Penitenciária de Presidente Prudente. Agentes do GIR, vinculados à Secretaria de Administração Penitenciária, foram acionados após denúncia de um preso sobre ameaças e posse de armas brancas e celulares.
Os agentes não localizaram os objetos mencionados e os detentos não ofereceram resistência durante a revista. Catorze presos apresentaram lesões corporais leves causadas por agente contundente.
A magistrada observou que a similaridade das lesões em múltiplas vítimas indica ação padronizada, incompatível com o uso proporcional da força. Os relatos coincidentes dos detentos descreveram práticas que configuram tratamento degradante.
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo ajuizou a ação e sustentou que os agentes praticaram tortura física e psicológica. A juíza acolheu o argumento de que o episódio gerou dano moral coletivo com efeitos que ultrapassam as vítimas diretas.
Conforme reportagem do portal CartaCapital, a operação foi autorizada apenas com base no depoimento de um preso, sem investigação prévia. Nenhum material ilícito foi apreendido e os detentos foram absolvidos das acusações iniciais.
O valor da indenização será revertido ao Fundo de Interesses Difusos, administrado pela Secretaria de Justiça. A sentença ainda cabe recurso por parte do governo estadual.
A Secretaria de Administração Penitenciária foi procurada para se manifestar sobre a condenação. A pasta não apresentou posicionamento oficial sobre o teor da decisão.
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Tonho Patriota
24/04/2026
AH PRONTO, AGORA BANDIDO GANHA PRÊMIO E O TRABALHADOR PAGA A CONTA! FAZ O L!
Miriam
24/04/2026
Faz bem o Judiciário em reconhecer a responsabilidade do Estado. Se o próprio poder público não respeita a lei dentro dos presídios, perde toda a autoridade para exigir cumprimento fora deles. Justiça não é favor, é dever.
Celio Fazendeiro
24/04/2026
Mais uma vez o dinheiro do contribuinte vai bancar vagabundo. Em vez de indenizar presidiário, o Estado devia investir em cadeia dura e trabalho forçado pra essa gente aprender o que é respeito. Justiça frouxa que só incentiva o crime.
Augusto Silva
24/04/2026
Finalmente uma decisão que lembra ao Estado que direitos humanos não são mimo de “esquerdista”, mas cláusula constitucional. Quem tortura preso está destruindo o próprio Estado de Direito. O problema é que, enquanto a extrema-direita aplaude a barbárie, o contribuinte paga a conta da insanidade.
Francisco de Assis
24/04/2026
É o mínimo que o Estado tem que fazer diante de tamanha barbárie. Tortura é coisa de regime autoritário, não cabe num país que se diz democrático. E é por isso que o Brasil de Lula precisa continuar firme: com justiça social, direitos humanos e soberania popular acima de tudo.
Zizi
24/04/2026
É impressionante como ainda precisamos de decisões judiciais para lembrar o óbvio: o Estado não tem licença para torturar. A notícia da condenação do governo paulista é mais do que uma reparação financeira; é um lembrete doloroso de que a herança autoritária persiste nas masmorras modernas do sistema prisional. Esses meninos mal-educados que defendem o “bandido bom é bandido morto” talvez nunca tenham aberto um livro de História para entender que a violência institucional é o primeiro passo rumo ao fascismo.
Durante a ditadura, a tortura era política de Estado. Hoje, ela continua sendo prática cotidiana, apenas com outro público-alvo: os pobres, os pretos, os esquecidos. E o silêncio cúmplice de muitos setores da sociedade é o que permite que isso continue. Quando o Estado tortura, ele não pune o crime, ele destrói a dignidade humana e se iguala aos piores criminosos. É um fracasso moral e civilizatório.
A decisão da juíza Tainá Passamani Correa merece ser celebrada, mas também deve nos provocar reflexão. O que estamos fazendo para transformar um sistema prisional que serve apenas para punir e lucrar? Onde estão as políticas de reintegração, de educação, de saúde? O dinheiro da indenização é simbólico diante do sofrimento causado, mas é um passo importante para afirmar que os direitos humanos não são privilégios, são fundamentos da democracia.
Enquanto alguns insistem em defender a barbárie em nome da “ordem”, é bom lembrar: a civilização se mede pela forma como tratamos nossos mais vulneráveis. E nisso, o Brasil ainda tem muito a aprender. Que essa condenação sirva de lição — e que a Justiça continue a não se curvar diante da crueldade institucional.
Karina Libertária
24/04/2026
Ah pronto, agora o Estado vai torrar mais dinheiro do taxpayer pra pagar bandido! Enquanto isso, trabalhador honesto no Brasil mal consegue pagar o boleto. Se cada preso vir um “investidor” de indenização, o país vai virar um big business da impunidade.
Pedro
24/04/2026
A gente que vive rodando por aí sabe bem como o Estado trata quem tá na base da pirâmide. Se até preso apanha e precisa de decisão judicial pra ter um mínimo de justiça, imagina o resto. Enquanto isso, o IPVA e a gasolina só sobem, e o trabalhador segue pagando a conta.
Evelyn Olavo
24/04/2026
Demorou, mas pelo menos veio uma decisão que reconhece a barbárie que acontece nos presídios. Tortura não é “excesso”, é crime de Estado. Que sirva de alerta para quem ainda acha que direitos humanos são “privilégios de bandido”. Justiça tardia, mas necessária.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Perfeito, Evelyn. Quem chama direitos humanos de “privilégio de bandido” costuma esquecer que o Estado torturador hoje é o mesmo que amanhã pisa no pescoço de qualquer um — inclusive dos “cidadãos de bem” que o aplaudem.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Meu Deus do céu 😱 onde já se viu isso, o mundo tá virado mesmo, viu! 🙏🇧🇷
Jeferson da Silva
24/04/2026
Lurdinha, o mundo tá virado faz tempo, minha amiga — desde que começaram a tratar trabalhador e preso como descartável. Justiça tardia ainda é melhor que impunidade.
Adalberto Livre
24/04/2026
AH PRONTO, AGORA BANDIDO VIROU VÍTIMA E EU PAGO A CONTA!!!
Eduardo C.
24/04/2026
R$ 258 mil divididos entre várias vítimas é quase simbólico diante da gravidade da tortura. A conta não fecha: o Estado paga pouco, e ninguém individualmente é responsabilizado. Justiça sem números proporcionais vira só estatística.
Rick Ancap
24/04/2026
Mais um roubo do meu bolso pra bancar bandido, parabéns Estado babá!
Renato Professor
24/04/2026
Enfim, a Justiça reconhece aquilo que há décadas a sociologia e o direito penal crítico denunciam: o Estado brasileiro ainda pratica a barbárie sob o disfarce da legalidade. Que sirva de lição para os que confundem punição com tortura e acham que direitos humanos são “privilégios de bandido”.
Vanessa Silva
24/04/2026
Justiça que chega tarde ainda é justiça, mas é preciso ir além da indenização. A tortura dentro do sistema prisional mostra o quanto falhamos em garantir direitos básicos. Sem controle efetivo e políticas de ressocialização, seguimos alimentando um ciclo de violência que só piora a vida nas cidades.
Silvia D.
24/04/2026
É revoltante que ainda precisemos de decisões judiciais para garantir o mínimo de humanidade dentro do sistema prisional. Tortura é crime, ponto. Um Estado que tolera isso adoece a si mesmo — e a saúde coletiva também passa pelo respeito aos direitos humanos.
Fernando O.
24/04/2026
Mais do que justa a condenação. Estado que tortura preso está falido moralmente e juridicamente. Quem defende isso em nome da “ordem” vive num delírio autoritário — e depois ainda se diz defensor da Constituição. Justiça lenta, mas necessária.
Carlos A. Mendes
24/04/2026
É revoltante pensar que ainda existe tortura em presídios, e pior, com o Estado envolvido. A indenização é o mínimo, mas não resolve o problema estrutural. Enquanto o sistema carcerário for tratado como depósito de gente, essas barbaridades vão continuar.
Tadeu
24/04/2026
Complicado ver esse tipo de coisa ainda acontecendo, mas sinceramente, o que me preocupa mesmo é o quanto isso pesa no bolso do contribuinte. No fim, quem paga essa conta é a gente, enquanto o governo continua gastando mal e a inflação comendo o resto.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
Ah pronto, agora é o Estado pagando indenização pra bandido! Selva! Enquanto isso, trabalhador honesto sofre com imposto e violência. Comunista adora defender melancia disfarçada de vítima.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Finalmente uma decisão que rompe, ainda que timidamente, o silêncio cúmplice do Estado diante da barbárie nas prisões. Tortura não é exceção, é política de gestão da pobreza. Que essa condenação sirva pra lembrar que justiça social também se mede por como tratamos quem está atrás das grades.
Zé Trovãozinho
24/04/2026
Ah pronto, agora até bandido vira vítima e o contribuinte paga a conta! O Estado vira vilão e os coitadinhos da cadeia, heróis. É a Cuba do Norte em ação, com o STF passando pano pra vagabundo!
Maura Santos
24/04/2026
Zé Trovãozinho, se o Estado tortura, ele vira criminoso também — simples assim. E antes de falar em “Cuba do Norte”, lembra do apagão moral que foi quando a turma da extrema-direita achava bonito bater em preso e esconder cadáver.
Luciana
24/04/2026
É revoltante pensar que o Estado, que devia proteger, ainda pratica esse tipo de barbaridade. E no fim, quem paga essa conta somos nós, com o dinheiro dos impostos. Enquanto isso, o povo segue lutando pra pagar o gás e o cartão de crédito no fim do mês.
Beto Engenheiro
24/04/2026
O Estado tem que responder por isso, claro. Mas o que me incomoda é ver tanto dinheiro indo pra indenização e nada pra resolver o problema estrutural: presídios caindo aos pedaços, sem controle, sem gestão. Quer evitar tortura? Investe em infraestrutura decente e treinamento sério, não em remendo judicial.
Marcos Conservador
24/04/2026
Ah, pronto! Agora até bandido ganha prêmio em dinheiro. Em vez de reforçar a disciplina e o respeito à lei, o Estado é punido por tentar manter a ordem. Isso é o que dá quando o comunismo começa a mandar até no Judiciário.
Alice T.
24/04/2026
Marcos, tortura não é “manter a ordem”, é crime — e o Estado pagar por isso é o mínimo diante da responsabilidade que tem. Se o Judiciário punir crime é comunismo, então o que sobra de democracia pra você?
Rubens O Pescador
24/04/2026
Ô Marcos, tu fala isso porque nunca viu o que é cadeia por dentro, né? Justiça não é prêmio pra bandido, é limite pra Estado que acha que pode fazer o que quiser — e foi assim que o povo começou a comer melhor, quando o governo aprendeu que pobre também tem direito.