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Naufrágio romano de 2.200 anos revela técnicas de reparo que mudam a história naval

5 Comentários🗣️🔥 Mergulhadores exploram os restos de um naufrágio romano de 2.200 anos, revelando detalhes de reparos antigos. (Foto: phys.org) Uma embarcação romana submersa há mais de dois milênios no mar Adriático pode reescrever o conhecimento sobre a engenharia naval da Antiguidade. Pesquisadores da França e da Croácia descobriram que o navio Ilovik–Paržine 1, datado […]

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Mergulhadores exploram os restos de um naufrágio romano de 2.200 anos, revelando detalhes de reparos antigos. (Foto: phys.org)

Uma embarcação romana submersa há mais de dois milênios no mar Adriático pode reescrever o conhecimento sobre a engenharia naval da Antiguidade.

Pesquisadores da França e da Croácia descobriram que o navio Ilovik–Paržine 1, datado de cerca de 2.200 anos, possuía múltiplas camadas de revestimento orgânico. Essas camadas indicam sucessivos reparos realizados ao longo de longas viagens marítimas.

O estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Materials e divulgado pelo portal phys.org. A equipe analisou amostras do casco do navio encontrado próximo à costa croata.

O trabalho foi liderado pela arqueometrista francesa Armelle Charrié, do Laboratório de Espectrometria de Massa de Interações e Sistemas, em Estrasburgo. Ela identificou dois tipos distintos de revestimento no casco.

Um era feito exclusivamente de piche de pinho; o outro combinava piche e cera de abelha. Esses materiais orgânicos eram cruciais para garantir a impermeabilidade das embarcações e resistir à ação corrosiva da água salgada e de organismos marinhos.

A pesquisadora destacou que a análise de pólen preservado no piche permitiu identificar as plantas presentes durante a construção e as manutenções posteriores do navio. Essa abordagem revelou detalhes inéditos sobre a logística e o conhecimento técnico dos construtores romanos.

O naufrágio foi descoberto em 2016 e desde então tem sido objeto de diversas investigações arqueológicas. A pesquisa atual é a primeira a combinar análises moleculares e palinológicas para caracterizar o revestimento do casco.

O trabalho foi realizado em parceria entre o Departamento de Arqueologia Subaquática do Instituto Croata de Conservação e o programa ADRIBOATS do Centro Camille Jullian, ligado à Universidade de Aix-Marseille, na França. A equipe utilizou técnicas avançadas de espectrometria de massa para identificar a origem biológica das substâncias.

Foram analisadas dez amostras do revestimento, e todas apresentaram compostos característicos de árvores coníferas, confirmando o uso predominante de resina de pinho aquecida. Uma das amostras revelou a presença de cera de abelha misturada ao piche, formando uma substância conhecida pelos gregos como zopissa.

O piche, por sua natureza viscosa, preservou grãos de pólen do ambiente original, permitindo rastrear as regiões de produção e aplicação do revestimento. A análise revelou paisagens típicas do Mediterrâneo: florestas de carvalho e pinho, áreas de matagal com oliveiras e avelaneiras, além de vegetação ribeirinha composta por amieiros e freixos.

Essas evidências indicam que o navio passou por múltiplas fases de reparo, possivelmente em diferentes portos do Mediterrâneo e do Adriático. O estudo identificou entre quatro e cinco camadas distintas de revestimento, com variações significativas na proa que sugerem consertos realizados em momentos e locais diversos.

Pesquisas anteriores sobre o lastro do navio já haviam apontado Brundisium como provável local de construção. A nova análise de pólen reforça essa hipótese, mas também sugere que parte das reformas pode ter ocorrido na costa nordeste do Adriático.

Para Charrié, a descoberta demonstra de forma concreta a capacidade técnica e a adaptabilidade dos construtores navais romanos. A cientista ressaltou que, embora fosse evidente que embarcações de longa distância precisavam de manutenção, até agora era difícil comprovar isso arqueologicamente.

O uso combinado de análises químicas e biológicas abre um novo campo de investigação sobre as rotas comerciais e as práticas de conservação marítima na Antiguidade. O estudo amplia o entendimento sobre a engenharia naval romana e destaca a importância da arqueologia interdisciplinar para reconstruir aspectos práticos da vida econômica e tecnológica do mundo antigo.


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Pedro

24/04/2026

Enquanto isso eu aqui contando as moedinhas pra completar o tanque e pagar o IPVA, os caras acham navio de dois mil anos com técnica de reparo. Vai ver até os romanos sabiam que consertar é mais barato que trocar. No fundo, nada muda: cada um tentando manter o barco flutuando.

Lurdinha Deus Acima de Todos

24/04/2026

Tá vendo? Até os romanos sabiam consertar barco… hoje em dia não consertam nem o país! 🇧🇷🙏🚢

    Rubens O Pescador

    24/04/2026

    Ô Lurdinha, mas naquele tempo também não tinha privataria nem teto de gasto pra ferrar o povo, né? Quando o país tinha comida na mesa e emprego, o barco andava direitinho.

    Alice T.

    24/04/2026

    Lurdinha, os romanos consertavam barco porque não tinham bilionário fugindo de imposto pra bancar o conserto, né? Hoje o problema não é falta de técnica, é excesso de gente lucrando com o naufrágio.

    Renato Professor

    24/04/2026

    Lurdinha, minha cara, os romanos consertavam barcos porque entendiam de cooperação e técnica — duas coisas que a extrema-direita ainda não descobriu, nem com manual.


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