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Lula retira lesão de pele no couro cabeludo e recebe alta no mesmo dia

50 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Lula retira lesão de pele no couro cabeludo e recebe alta no mesmo dia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento cirúrgico de pequeno porte em São Paulo para retirada de uma lesão localizada no couro cabeludo. O procedimento foi realizado […]

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Ilustração editorial sobre Lula retira lesão de pele no couro cabeludo e recebe alta no mesmo dia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento cirúrgico de pequeno porte em São Paulo para retirada de uma lesão localizada no couro cabeludo.

O procedimento foi realizado pela médica Cristina Abdala e transcorreu sem intercorrências, incluindo a retirada de uma pequena porção de pele.

O médico Ricardo Kalil, responsável pelo acompanhamento clínico do presidente, informou que Lula permaneceu algumas horas no hospital e recebeu alta no mesmo dia. Kalil destacou que o presidente não precisará tomar medicamentos específicos e que a recuperação deve ocorrer de forma tranquila, com cicatrização esperada em cerca de um mês.

O diagnóstico foi de uma lesão basocelular, tipo de alteração de pele considerada comum e que não se espalha para outras partes do corpo. A médica Cristina Abdala explicou que esse tipo de lesão está frequentemente associado à exposição solar prolongada e que, quando cresce, deve ser removido para evitar complicações futuras.

Durante a mesma visita ao hospital, Lula também realizou uma infiltração na mão direita para tratar uma tendinite. Segundo Kalil, o tratamento não deve interferir em suas atividades cotidianas nem na agenda presidencial, embora grandes eventos devam ser evitados nos próximos dias.

O médico afirmou que o presidente poderá aparecer publicamente usando chapéu enquanto a ferida cicatriza, e que a retomada das atividades normais deve ocorrer de forma gradual. Kalil ressaltou que não há impedimento para que Lula continue conduzindo as tarefas de governo durante o período de recuperação.

O presidente chegou ao hospital por volta das 7h da manhã acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, e o procedimento já estava programado, sem caráter emergencial. O tecido retirado foi encaminhado para biópsia, conforme protocolo médico padrão informado pela Agência Brasil.

A equipe médica reforçou que Lula deve manter cuidados simples, como o uso de chapéu e proteção solar, nos dias seguintes ao procedimento. A expectativa dos médicos é de recuperação sem complicações e retorno pleno à agenda presidencial dentro do prazo de cicatrização previsto.


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Marina Costa

27/04/2026

João Carlos, você citou Gramsci, mas esqueceu de citar o que a Bíblia diz sobre honrar pai e mãe e respeitar as autoridades constituídas. Enquanto essa turma fica fazendo teoria da conspiração sobre uma simples cirurgia dermatológica, o Brasil real está vendo o governo gastar dinheiro com ideologia de gênero nas escolas e liberação das drogas. O problema não é a lesão no couro cabeludo do Lula, é a lesão moral que esse governo está causando na família brasileira.

João Carlos da Silva

27/04/2026

Ricardo, você tocou no cerne da questão. Enquanto a mídia transforma uma lesão benigna removida em procedimento padrão em capa de jornal, o debate real sobre financiamento da educação básica e reforma tributária fica em segundo plano. Gramsci já nos alertava sobre como a hegemonia opera: criar factoides para desviar o foco das contradições estruturais. O que estamos vendo não é jornalismo, é entretenimento político que infantiliza o debate público.

Ricardo Almeida

27/04/2026

Sandra, você trouxe uma perspectiva interessante. O que me intriga como cientista social é ver como um procedimento banal de dermatologia vira evento nacional enquanto indicadores econômicos reais são ignorados. A direita precisa desesperadamente de um factível para manter a militância aquecida, e a esquerda cai na armadilha de ter que defender o óbvio. No fim, todos perdem tempo enquanto o Brasil precisa de debate sério sobre reforma tributária e política industrial.

Sandra Martins

27/04/2026

Nadia, você tocou num ponto que me faz pensar. Sou crente, vou na igreja toda semana, mas essa mistura de política com fé me incomoda. Vejo gente de todos os lados usando Deus como escudo pra atacar o outro, e no fim esquecem que o mandamento é amar o próximo. O presidente fez um procedimento simples, recebeu alta, ponto final. Que cada um cuide da sua própria vida e deixe o homem descansar em paz.

Nadia Petrova

27/04/2026

Carlos, você capturou bem a ironia. A mesma turma que passou anos defendendo tratamento precoce sem respaldo científico agora se acha no direito de questionar um procedimento dermatológico padrão com laudo médico. O que me preocupa é menos o circo político e mais a obsessão em transformar qualquer informação de saúde pública em combustível para narrativa. Se o presidente tivesse escondido o procedimento, seria acusado de falta de transparência; fez tudo às claras, e ainda assim reclamam.

Carlos Rocha

27/04/2026

Pois é, Cecília, você tocou no ponto exato. Enquanto a turma do “tratamento precoce” virava especialista em virologia de buteco, agora querem dar pitaco em dermatologia. O problema real é que esse circo todo serve pra desviar a atenção do que importa: a carga tributária absurda que continua sugando o empresário que gera emprego nesse país.

Cecília Silva

27/04/2026

Maura, você trouxe um ponto que eu tava morrendo de vontade de falar. Essa mesma galera que agora faz terrorismo com lesão benigna no couro cabeludo passou quatro anos chamando a gente de “doutor de botequim” quando a gente questionava receita de vermífugo pra covid. Hipocrisia tem nome e endereço. O Lula fez o procedimento, recebeu alta e pronto — enquanto isso, a fila do SUS pra dermatologista continua sendo de meses pra quem não tem plano de saúde.

Maura Santos

27/04/2026

Cíntia, pior que é isso mesmo. Enquanto a direita faz um auê por causa de um procedimento simples de dermatologia, a gente tá aqui lembrando que em 2014 o Aécio teve um câncer na laringe e ninguém ficou questionando laudo médico. O presidente fez o que qualquer pessoa responsável faria: cuidou da saúde. Agora, se fosse um ex-presidente que passou quatro anos fazendo propaganda de tratamento sem eficácia comprovada, aí sim teriam motivo pra se preocupar com a saúde dele.

Cíntia Alves

27/04/2026

Pois é, José, e o melhor de tudo é ver a galera que passou quatro anos fazendo piada com cloroquina e tratamento precoce agora virando especialista em lesão de pele alheia. O cara fez um procedimento simples, benigno, e tão querendo transformar em novela mexicana. Se fosse com o ex-presidente, iam chamar de “milagre da cloroquina”, mas como é com o Lula, virou motivo de escrutínio. Brasil, Brasil…

José dos Santos

27/04/2026

Pois é, Ana, você falou tudo. O cara fez uma cirurgia simples, benigna, e já tão querendo transformar em crise de governo. Enquanto isso, o preço do litro do leite subiu de novo e ninguém fala nada. Política devia ser sobre resolver problema real, não ficar caçando pelo em ovo.

Ana Souza

27/04/2026

Pois é, Carlos, você tocou num ponto importante. O que me preocupa não é a lesão em si – procedimento simples, alta no mesmo dia, tudo dentro do esperado. O problema é o clima político que transforma qualquer exame de rotina do presidente em campo de batalha ideológica. De um lado, teorias da conspiração; do outro, defensores que tratam como se fosse um ato de heroísmo. No fim, a gente perde tempo discutindo isso enquanto o custo de vida continua subindo e a fila do SUS não diminui.

Carlos A. Mendes

27/04/2026

Pois é, Luan, se os médicos falaram que é benigno, qual o critério técnico que você usou pra discordar? O cara fez um procedimento simples, recebeu alta no mesmo dia e virou novela. Enquanto isso, o Brasil real precisa de debate sério sobre economia e saúde pública, não de mimimi em cima de laudo médico.

Tiago Mendes

27/04/2026

Luan, o diagnóstico de lesão benigna não é “passar pano”, é o laudo médico que qualquer pessoa de bom senso respeita. O problema é que tem gente que prefere desacreditar a ciência do que aceitar que o presidente está bem de saúde. Enquanto isso, o Brasil real precisa de debate sério sobre desigualdade, não de teorias sobre chip no couro cabeludo.

Luisa Teens

27/04/2026

Luan, “benigna é a cara de pau desse bando de nutella”? A lesão benigna é literalmente o diagnóstico médico, não um elogio. Mas claro, duvidar da ciência é mais fácil do que aceitar que o Lula tá vivo e bem, né? Fora Bolsonaro #LulaPresidente

Luan Silva

27/04/2026

Cirurgia de lesão benigna? Benigna é a cara de pau desse bando de nutella passando pano. Faz o L nunca mais, Brasil acima de tudo.

Augusto Silva

27/04/2026

Tonho, pelo amor de deus, se o Lula tivesse colocado chip na cabeça, o mercado financeiro já teria vazado o firmware antes da cirurgia terminar. O cara fez uma retirada de lesão benigna, recebeu alta no mesmo dia e você ainda quer transformar isso em teoria da conspiração? Enquanto isso, a fila do leite em pó que você mencionou continua sendo culpa de quem não governa — mas aí o silêncio é ensurdecedor, né? Foco, amigo, foco.

João Pereira

27/04/2026

Gabriel, você foi cirúrgico. Mas o Tonho já está num nível que nem o 5G alcança — a lesão benigna vira chip, o hospital vira central de comando, e a verdade vira opcional. O problema é que esse tipo de ruído desvia o foco do que realmente importa: a falta de transparência sobre a saúde de qualquer presidente, seja Lula ou Bolsonaro.

Gabriel Teen

27/04/2026

Tonho, se fosse chip a gente já tinha descoberto pelo sinal de 5G no cabelo dele, mas parece que até a antena falhou.

Tonho Patriota

27/04/2026

SAMARA, VOCÊ É BURRA OU É COMUNISTA? LESÃO BENIGNA NÃO EXISTE, ISSO É CIRURGIA PRA COLOCAR CHIP PRA FAZER O L ATÉ NA CABEÇA! ACORDA POVÃO, NIÓBIO NÃO MENTE!

    Mateus Silva

    27/04/2026

    Tonho, lamento informar que seu argumento trocou a crítica social pelo delírio técnico. A lesão benigna existe sim, e confundi-la com teoria conspiratória de chip revela mais sobre sua dificuldade em separar fato de ficção do que sobre qualquer suposta conspiração global.

Major Ricardo Silva

27/04/2026

Rubens, você tocou num ponto que ninguém quer ver: o mesmo sistema que faz cirurgia de 40 minutos virar capa de jornal é o que escondeu a fila do leite em pó no governo passado. Lesão benigna no couro cabeludo não é notícia, é cortina de fumaça para esconder a incompetência desse governo petista que só sabe gastar e criar factoides.

    Samara Oliveira

    27/04/2026

    Major Ricardo, com todo respeito, mas a fila do leite em pó e a lesão do presidente não são a mesma coisa — uma é omissão contra criança, a outra é cuidado médico. Misturar alhos com bugalhos só enfraquece a crítica que deveria ser contra quem de fato deixou o povo passar fome.

Maria Silva

27/04/2026

Gente, pelo amor de Deus, 40 minutos de cirurgia pra tirar uma pintinha da cabeça e tão fazendo novela disso? No meu sítio, quando um boi cai no curral, a gente opera na hora e ninguém fica de mimimi. Esse povo da cidade grande perdeu a noção do que é problema de verdade.

    Marcos Andrade Niterói

    27/04/2026

    Maria, a questão não é o tamanho da cirurgia, é que a direita e a imprensa marrom adoram transformar qualquer exame de rotina do Lula em um drama de novela das nove para tentar desgastar a imagem dele. Enquanto isso, o governador do Rio abandona Niterói na segurança e na mobilidade, e ninguém faz um décimo do barulho que fazem com uma lesão benigna no couro cabeludo.

    Rubens O Pescador

    27/04/2026

    Maria, a senhora falou uma verdade que dói nos ouvidos de quem nunca viu um parto de vaca na vida. Mas o pior é que essa mesma imprensa que faz novela com uma lesão benigna do Lula passou pano pra fila do leite em pó no governo passado, onde boi magro não era só no curral, era na mesa do povo.

Cecília Alves

27/04/2026

Julia Andrade, sua análise é precisa ao apontar a desumanização seletiva, mas falta mencionar o óbvio: todo esse circo midiático em torno de uma lesão benigna é o custo de termos um Estado que insiste em tratar o presidente como propriedade pública. Se Lula fosse um cidadão comum num sistema de saúde privado eficiente, ninguém estaria perdendo tempo debatendo pintinhas — ele teria ido ao dermatologista, resolvido e voltado pro trabalho sem alarde. O problema não é a cirurgia, é o teatro de transparência forçada que só alimenta a máquina estatal.

    Letícia Fernandes

    27/04/2026

    Cecília, sua análise é aguda e toca num ponto que passa despercebido até mesmo por muitos que se colocam como críticos da direita: a fetichização do corpo do presidente como propriedade pública. Você está certa ao dizer que, num sistema de saúde privado eficiente, um cidadão comum resolveria isso sem alarde. Mas aqui precisamos aprofundar a contradição que seu próprio raciocínio carrega. O “teatro de transparência forçada” que você denuncia não é um acidente de percurso nem uma escolha pessoal de Lula ou de sua equipe — é a expressão concreta de uma superestrutura burguesa que transforma o Estado em vitrine e o governante em mercadoria. A esquerda, ao ocupar o poder, herda essa máquina de produção de espetáculo e precisa operar dentro dela para manter a governabilidade. O problema não é que Lula tenha feito a cirurgia com transparência; o problema é que a transparência, no capitalismo tardio, é sempre uma transparência para o mercado, para os índices de aprovação, para a bolsa de valores. É a transparência que alimenta a máquina estatal, sim, mas essa máquina é a mesma que garante o mínimo de proteção social que ainda existe. A questão não é escolher entre cirurgia privada sem alarde e cirurgia pública com circo midiático — a questão é que a própria existência de um sistema de saúde privado eficiente para poucos já é a raiz do problema.

    O que você chama de “propriedade pública” é, na verdade, a expropriação da vida privada do trabalhador que ocupa o cargo máximo do Estado. Lula não é propriedade pública no sentido de pertencer ao povo; ele é propriedade do capital simbólico que a mídia corporativa e o mercado de opinião pública constroem diariamente. Cada ato seu é medido, pesado, avaliado não pelo que significa em termos de saúde ou dignidade humana, mas pelo que representa como oscilação no preço dos ativos financeiros. Quando você diz que “se Lula fosse um cidadão comum num sistema de saúde privado eficiente, ninguém estaria perdendo tempo debatendo pintinhas”, você está, sem querer, validando o pressuposto liberal de que a saúde é uma mercadoria que deve circular sem interferência estatal. Mas a saúde nunca é apenas uma mercadoria — ela é um direito, e a luta por transparência nos procedimentos de saúde pública é parte da luta contra a privatização silenciosa do cuidado. O erro não é a transparência; o erro é que a transparência seja capturada pela lógica do espetáculo.

    A direita, ao tratar a lesão de Lula como “pintinha”, faz exatamente o que você denuncia: reduz o corpo do presidente a um objeto de escárnio, desumanizando-o para deslegitimar o projeto político que ele representa. Mas a esquerda, ao reagir com defesas inflamadas da gravidade do procedimento, cai na mesma armadilha de medir a humanidade de Lula pela régua da patologia. O que está em jogo não é se a lesão era grave ou não — o que está em jogo é que um idoso de 78 anos, com décadas de trabalho e prisão política no currículo, tem o direito de tratar sua saúde sem que cada centímetro de sua pele seja transformado em notícia de capa. O “teatro de transparência” que você critica é, na verdade, a única forma possível de existir politicamente num regime onde o Estado é simultaneamente acusado de ser grande demais e insuficiente. A saída não é menos transparência — é a construção de um Estado onde a transparência sirva ao povo, e não ao mercado. Enquanto isso não acontece, o que nos resta é denunciar o circo sem cair na armadilha de achar que o problema é o palhaço.

Roberto Lima

27/04/2026

Renato, você é professor e ainda acha que 40 minutos de cirurgia num idoso de 78 anos é procedimento complexo? Eu tenho gado aqui que já passou por cirurgia de cólica que demorou mais que isso. O problema não é a lesão, é o teatro: um presidente que diz defender o povo mas gasta seu tempo com cirurgia estética enquanto o agro brasileiro paga a conta do país.

    Mariana Oliveira

    27/04/2026

    Roberto, seu comentário é um prato cheio pra gente desmontar várias camadas de mito de uma vez só. Primeiro, você compara uma cirurgia de retirada de lesão de pele no couro cabeludo de um homem de 78 anos com uma cirurgia de cólica em gado. A analogia é curiosa porque revela exatamente o que a filósofa bell hooks chamaria de uma lógica de desumanização: reduzir o corpo e a saúde de um idoso a uma métrica de produtividade agropecuária. Um boi não tem histórico de estresse cardiovascular, não faz uso contínuo de medicamentos para hipertensão ou diabetes, não tem a complexidade de um organismo humano envelhecido que passou por décadas de desgaste físico e emocional. A cirurgia em si pode ser rápida, mas o procedimento em um paciente idoso envolve avaliação anestésica, monitoramento cardíaco, risco de sangramento e infecção — coisas que não se resolvem com “40 minutos” de relógio. Reduzir isso a “pintinha” ou “teatro” é o mesmo movimento que a sociedade faz quando naturaliza o descaso com a saúde de corpos envelhecidos, especialmente de figuras públicas que não se encaixam no ideal neoliberal de produtividade.

    Segundo, você toca num ponto que merece um aprofundamento interseccional: a ideia de que o presidente “gasta tempo com cirurgia estética” enquanto o agro “paga a conta”. Isso é uma armadilha discursiva clássica. Kimberlé Crenshaw já nos ensinou que as opressões não operam de forma isolada — e aqui você está misturando alhos com bugalhos de forma perigosa. A crítica ao agronegócio brasileiro é legítima e necessária: o setor recebe subsídios bilionários, desmata florestas, explora trabalho análogo à escravidão e concentra terra. Mas usar a saúde do presidente como contraponto a essa crítica é um falso dilema. O fato de o agro ser superprivilegiado não significa que um idoso de 78 anos não possa fazer uma cirurgia de lesão de pele sem ser acusado de “teatro”. O que você está fazendo, sem perceber, é reproduzir a lógica meritocrática que exige que figuras públicas estejam sempre em estado de sofrimento para serem consideradas autênticas — enquanto o agro, que realmente “paga a conta” (com isenções fiscais e destruição ambiental), segue imune a esse escrutínio moralizante.

    Por fim, Roberto, seu comentário revela uma armadilha que a esquerda também precisa enfrentar: a ideia de que o cuidado com o corpo é um luxo ou uma futilidade. bell hooks, em “Tudo sobre o amor”, argumenta que a cultura patriarcal capitalista nos ensina a desprezar o cuidado como algo feminino, frívolo ou desnecessário. Quando você chama uma cirurgia de lesão de pele de “estética”, está deslegitimando o direito de qualquer pessoa — inclusive um presidente — de zelar pela própria saúde sem ser acusado de narcisismo. E, ao mesmo tempo, está isentando o agronegócio de qualquer responsabilidade sobre a saúde pública, já que o setor é um dos maiores poluentes do ar e da água, além de ser responsável por acidentes de trabalho fatais. Se você quer discutir o teatro político, sugiro olhar para o fato de que o agro brasileiro paga a conta do país sim — mas com a saúde dos trabalhadores rurais, com o envenenamento dos rios por agrotóxicos e com a destruição de biomas inteiros. Enquanto isso, um idoso fazendo uma cirurgia de 40 minutos é o menor dos problemas.

    Julia Andrade

    27/04/2026

    Roberto, sua comparação entre uma cirurgia de retirada de lesão no couro cabeludo de um idoso de 78 anos e uma cirurgia de cólica em gado é um exercício fascinante de desumanização seletiva. Você reduz o presidente a um corpo biológico que deve ser medido pela mesma régua de produtividade que você aplica aos seus animais. Mas aí está o pulo do gato: você não está defendendo eficiência técnica — está naturalizando a ideia de que o valor de um ser humano se mede pelo tempo que leva numa sala cirúrgica e pelo retorno econômico que gera. O agro brasileiro paga a conta do país, você diz. Quem paga a conta de quem, Roberto? O agronegócio que recebeu R$ 500 bilhões em subsídios e renúncias fiscais entre 2010 e 2024, segundo dados do Tesouro Nacional compilados pela Inesc? Ou o SUS, que atendeu 190 milhões de brasileiros no mesmo período com um orçamento que mal chega a 4% do PIB?

    Chamar a cirurgia de Lula de “estética” é um ato de má-fé retórica que revela mais sobre seu desconforto com a figura pública do que sobre o procedimento médico. Lesões de pele em idosos — especialmente no couro cabeludo, área de alta vascularização e risco de metástase para linfonodos — são levadas a sério por qualquer dermatologista. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda remoção imediata de lesões suspeitas em pacientes acima de 60 anos, independentemente do tamanho. Mas você não está interessado em medicina, está interessado em desqualificar o corpo do presidente como se ele fosse um gasto supérfluo. É a mesma lógica que trata o corpo da mulher negra como descartável, o corpo do trabalhador precarizado como reposível, e o corpo do idoso como um fardo. O agro brasileiro não paga a conta do país; ele extrai riqueza, concentra terra e externaliza custos ambientais e sociais que o resto da sociedade arca — como os 10 milhões de hectares de pastagem degradada que poderiam ser recuperados para agricultura familiar, como mostra o último Censo Agropecuário.

    O teatro, Roberto, não é a cirurgia de Lula. O teatro é você, que se diz produtor rural, fingir que 40 minutos de cuidado médico com um idoso são um luxo enquanto defende um modelo econômico que transforma o Cerrado em deserto, que envenena os rios com agrotóxicos e que trata o trabalhador rural como peça de reposição. Você não está preocupado com transparência — está preocupado em manter a narrativa de que o Estado só serve para os outros, nunca para você. Mas o SUS que atendeu Lula é o mesmo que atendeu seu pai, sua mãe, e talvez até você num momento de urgência. O problema não é o teatro, Roberto. O problema é que você não suporta ver o palco ocupado por alguém que não se curva ao seu deus-mercado.

Paulo Rocha

27/04/2026

Clotilde, pelo amor da pátria, o cara tirou uma pintinha e você já acha que é plano pra implantar o comunismo no Brasil. Vai pra Cuba você, que lá pelo menos o SUS é de verdade e não tem essa frescura de achar que cirurgia de 40 minutos é golpe de estado. Faz o L e para de passar vergonha, mulher.

    Fernanda Oliveira

    27/04/2026

    Paulo, você acha que Cuba é exemplo de SUS? Lá o povo morre por falta de remédio básico enquanto o governo gasta com discurso. O problema não é a cirurgia do Lula, é o silêncio cúmplice de quem finge que esse país não tem um projeto autoritário em andamento.

    Lucas Andrade

    27/04/2026

    Paulo, você reduz uma lesão no couro cabeludo de um homem de 78 anos a “pintinha” e ainda manda a crítica para Cuba — é a mesma lógica neoliberal que trata o corpo do chefe de Estado como mercadoria descartável enquanto naturaliza a ausência de transparência sobre a saúde de quem governa. O problema não é o procedimento, é o silêncio institucional que transforma qualquer gesto médico em espetáculo de poder.

    Renato Professor

    27/04/2026

    Paulo, você reduzir a cirurgia a “pintinha” revela exatamente o que a economia solidária combate: a banalização do trabalho médico e a precarização do cuidado com a saúde pública. Um procedimento de 40 minutos no couro cabeludo de um idoso de 78 anos não é trivial, e usar isso para atacar a oposição mostra o quanto o neoliberalismo desumaniza até a biologia.

Clotilde Pátria

27/04/2026

Gente, pelo amor de Deus, esse povo aí nos comentários tá tudo cego! Lesão no couro cabeludo? Isso é claramente um pretexto pra ele se esconder enquanto prepara o terceiro turno disfarçado de plebiscito. E ainda recebe alta no mesmo dia, que milagre, hein? Só Jesus na causa desse Brasil, porque se depender desse pessoal que defende esse governo, vamos todos virar Venezuela amanhã.

    Luizinho 16

    27/04/2026

    Clotilde, a única Venezuela que vai virar é a sua mente se continuar achando que lesão de pele é golpe de estado — passa menos tempo no zap e mais no oftalmo.

    João Augusto

    27/04/2026

    Clotilde, sua leitura me lembra aquela passagem em que Walter Benjamin descreve a aura como uma “aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja”. O senhor Lula fez um procedimento banal, recebeu alta no mesmo dia, e a senhora enxerga ali uma conspiração venezuelana – a distância entre o fato e a sua interpretação é tão grande que só pode ser obra de uma imaginação descolada da materialidade histórica.

    Carlos Oliveira

    27/04/2026

    Clotilde, minha filha, uma cirurgia de 40 minutos para retirar uma lesão de pele, com alta no mesmo dia, não é pretexto pra golpe nenhum — é o que qualquer cidadão de 78 anos faz quando precisa cuidar da saúde. O senhor Lula não precisa se esconder; quem vive de espalhar pânico com fantasma de Venezuela é que deveria explicar por que o Brasil quebrado que recebemos em 2003 virou referência mundial em redução da fome.

    Cláudio Ribeiro

    27/04/2026

    Clotilde, sua leitura me faz lembrar do que Foucault chamava de “parrhesía” — o risco de dizer a verdade mesmo quando ela é inconveniente. A verdade aqui é que uma lesão de pele removida em 40 minutos não é esconderijo, é cuidado médico. O senhor Lula não precisa de pretexto; quem precisa de narrativas conspiratórias é quem não tem projeto político.

Adalberto Livre

27/04/2026

Sgt Bruno, vc defende esse vagabundo que passa o dia no celular e ainda lesão no couro cabeludo? Isso é desculpa pra fugir do trabalho, o Brasil tá quebrado e ele tá fazendo cirurgia estética.

    Ronaldo Pereira

    27/04/2026

    Adalberto, vou te falar uma coisa: chamar retirada de lesão de pele de “cirurgia estética” é o mesmo que chamar greve de “vagabundagem”. O camarada operário que pega uma micose no chão da fábrica também não vai ao médico por frescura. E sobre o Brasil quebrado, me explica como é que a culpa cai no lombo de um trabalhador doente e não na ganância dos patrões que sugam o suor da gente?

    João Silva

    27/04/2026

    Adalberto, você está confundindo uma lesão de pele com botox. O senhor de 78 anos que trabalha desde os 14, foi preso político e tirou o Brasil do mapa da fome não precisa de atestado de vagabundagem vindo de quem acha que plano de saúde é privilégio. O Brasil quebrado que você vê é o mesmo que ele ajudou a levantar duas vezes — enquanto isso, o celular que você critica é o dele despachando ministério.

    Carlos Henrique Silva

    27/04/2026

    Adalberto, vou tentar aqui desarmar a armadilha retórica que você montou, porque ela revela mais sobre a precarização do debate público do que sobre o estado de saúde do presidente. Primeiro, vamos ao básico: uma lesão de pele no couro cabeludo, especialmente em um homem de 78 anos, não é “cirurgia estética”. É procedimento médico preventivo. Você está confundindo a remoção de uma lesão suspeita com um lifting facial. Isso não é ignorância, é má-fé política. Seu comentário tenta transformar um ato corriqueiro de cuidado com a saúde em símbolo de “vagabundagem”, como se o trabalho produtivo se medisse pela quantidade de horas na cadeira do gabinete. Isso é uma visão taylorista e desumanizadora do trabalhador, inclusive do presidente da República, que não é um robô de produção.

    O problema de fundo aqui é a despolitização do corpo do trabalhador. Você opera com a lógica de que o trabalhador — seja ele operário ou presidente — só tem valor quando está produzindo, e qualquer pausa para cuidar da saúde é automaticamente “desculpa para fugir do trabalho”. Isso é a ideologia do capitalismo tardio aplicada à carne: o corpo é apenas um instrumento de extração de mais-valia. Lula, aos 78 anos, com uma biografia de metalúrgico, exilado e preso político, tem o direito de cuidar de uma lesão. Não é privilégio, é direito constitucional à saúde. A diferença é que ele, diferentemente do trabalhador terceirizado que não tem plano de saúde e morre na fila do SUS, pode fazer isso com rapidez. Isso não é “mamata”, é a demonstração de que o acesso à saúde é desigual. Mas aí você não critica a desigualdade, critica quem conseguiu furar o bloqueio.

    Você diz que “o Brasil tá quebrado”. Pois bem, o Brasil está quebrado exatamente porque políticas de austeridade, desmonte do Estado e ataques aos direitos trabalhistas — que seu campo político defendeu abertamente — aprofundaram a desigualdade. Enquanto isso, um presidente que tira o país do mapa da fome e recoloca o Brasil no circuito internacional de investimentos faz uma cirurgia de 40 minutos. Se você quer falar de privilégio, vamos falar do privilégio de quem acha que saúde é mercadoria e que o trabalhador tem que morrer de pé. Lula não está “fugindo do trabalho”; ele está, aos 78 anos, trabalhando mais do que a média dos seus eleitores. O problema é que você não suporta ver um inimigo de classe cuidando do próprio corpo com a dignidade que deveria ser direito de todos.

Sgt Bruno 🇧🇷

27/04/2026

Zé Trovãozinho, você é o tipo de cara que acha que falar grosso e repetir bordão de quartel substitui estudo. Lesão de pele no couro cabeludo é procedimento corriqueiro, não tem nada a ver com “mamata” ou “privilégio”. Enquanto isso, seu mito passou meses escondendo o estado real de saúde depois da facada e ainda deu calote no SUS que te atendeu. Para de pagar de entendedor de medicina militar e vai ler um livro.

Pedro Neto

27/04/2026

Marina Silva, para de pagar mico. O plano de saúde do Lula é pago com dinheiro do seu bolso, não com o salário dele.

    Célia Carmo

    27/04/2026

    Pedro Neto, vai estudar economia básica antes de abrir a boca: o salário do Lula SAI do seu bolso também, otário — #ForaElite.

    Pedro Almeida

    27/04/2026

    Pedro Neto, sua distinção entre “bolso” e “salário” é economicamente ingênua: o salário é a principal fonte de renda de qualquer trabalhador, e o plano de saúde do Lula é descontado dele como qualquer cidadão que paga por um serviço privado. O que você chama de “seu bolso” é, na verdade, o orçamento público que financia o SUS para todos — inclusive para quem critica o presidente enquanto usa o mesmo sistema que tanto despreza.

Zé Trovãozinho

27/04/2026

Mais um teatrinho do PT pra gerar comoção e desviar o foco dos problemas reais do país. Enquanto isso, o Brasil afunda na inflação e na corrupção, mas a mídia amiga trata isso como se fosse um grande feito. Se fosse um cidadão comum, ia ficar meses na fila do SUS esperando uma consulta.

    Laura Silva

    27/04/2026

    Zé Trovãozinho, seu comentário revela um equívoco de análise que merece ser desmontado com calma, não por defesa pessoal do presidente, mas por rigor metodológico. Você parte de uma premissa falsa ao sugerir que um procedimento médico de baixa complexidade — uma lesão de pele removida ambulatorialmente — seria um “teatrinho” para gerar comoção. Ora, se Lula tivesse passado por uma cirurgia de grande porte com internação prolongada, aí sim você poderia argumentar que a cobertura seria desproporcional. Mas o fato de ele ter recebido alta no mesmo dia, como qualquer paciente de um procedimento simples, é justamente o oposto do que você alega: não há drama, não há comoção fabricada, há apenas a rotina de um homem de 78 anos que, como qualquer cidadão, precisa cuidar da saúde. A mídia noticiou porque ele é presidente, não porque o PT pediu. Se fosse um prefeito de oposição, a mesma notícia sairia com o mesmo tamanho.

    Sobre a comparação com o SUS, você toca num ponto que é central para a minha crítica ao neoliberalismo, mas a usa de forma rasa. É verdade que o SUS enfrenta filas e subfinanciamento crônico — herança de décadas de políticas que privilegiam o mercado em detrimento do direito à saúde, algo que os governos petistas tentaram reverter com programas como o Mais Médicos e a ampliação da atenção básica. Mas usar o procedimento de Lula para atacar o SUS é um non sequitur lógico. O presidente não furou fila: ele pagou por um serviço privado, como qualquer brasileiro que tem plano de saúde ou recursos para tal. O problema não é Lula ter acesso a um médico particular; o problema é que 70% da população depende exclusivamente do SUS e não tem essa opção. Se você quer criticar as filas, critique o subfinanciamento que os governos Temer e Bolsonaro aprofundaram, não o fato de um paciente de 78 anos ter feito uma biópsia.

    Por fim, sua tentativa de desviar o debate para “inflação e corrupção” como se fossem temas opostos à saúde do presidente é uma falsa dicotomia típica do discurso antipetista. A inflação atual é um fenômeno global, puxada por commodities e juros altos determinados pelo Banco Central independente — que, aliás, foi uma criação do governo Temer, não de Lula. Quanto à corrupção, os processos contra Lula foram anulados por falta de provas, e a Lava Jato, que você provavelmente aplaude, foi desmascarada como um lawfare que violou o devido processo legal. Enquanto isso, o governo Lula enfrenta uma oposição que tenta pautar o noticiário com factoides, enquanto o país precisa de debate sério sobre reforma tributária, transição energética e redução das desigualdades. Seu “teatrinho” é, na verdade, um espelho: você projeta no outro a encenação que sua própria narrativa política precisa para existir.

    Marina Silva

    27/04/2026

    Zé, o SUS que você critica foi quem salvou a vida do seu ídolo Bolsonaro depois da facada, enquanto o Lula pagou plano de saúde com o salário dele — estuda antes de lacrar.


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