Um tiroteio dentro da discoteca Divine Club, em Bisceglie, deixou um homem morto. A vítima foi Filippo Scavo, de 42 anos, atingido por disparos na base do pescoço.
Ele faleceu no hospital local apesar dos esforços de socorro. Scavo não portava armas nem drogas e carregava apenas uma pequena quantia em dinheiro, o que indica execução premeditada.
A pista de dança lotada foi palco de pânico após pelo menos quatro tiros serem disparados. Testemunhas relataram correria e desespero entre os frequentadores do local, na cidade ao norte de Bari.
A Direção Distrital Antimáfia de Bari apura possível ligação do crime com disputas entre clãs mafiosos. Filippo Scavo integrava o grupo Strisciuglio, um dos mais influentes da criminalidade organizada na região.
O homem havia deixado a prisão cerca de um ano antes, após cumprir pena de sete anos. A sentença anterior envolvia associação mafiosa, extorsão, porte ilegal de armas e tráfico de drogas.
Seu nome surgiu em múltiplos inquéritos da Dda sobre confrontos entre facções rivais em casas noturnas. Em 2024, Scavo foi citado na apuração do assassinato de Antonella Lopez, de 19 anos, morta por engano na discoteca Bahia em Molfetta.
Ele também participou de uma discussão com membro do clã Capriati em março de 2024. O desentendimento em uma enoteca de Bari precedeu ataques e o homicídio de Raffaele Capriati, conhecido como Lello.
Investigadores observam que discotecas e bares viraram arenas para rivalidades entre os grupos Capriati, Palermiti, Parisi e Strisciuglio. A Dda considera o caso mais um episódio da disputa por poder entre essas famílias.
O Divine Club foi fechado e mantido sob custódia dos carabinieri após o tiroteio. Agentes ouviram funcionários, seguranças e clientes para reconstruir a sequência de eventos.
O atirador conseguiu entrar armado mesmo com detectores de metal portáteis em uso. As máquinas fixas de detecção permaneciam fora de operação na noite do crime.
O presidente nacional do sindicato italiano de casas noturnas Silb-Fipe, Maurizio Pasca, lamentou o ocorrido e cobrou presença policial permanente nos estabelecimentos. Pasca criticou ainda a exposição dos seguranças a riscos por salários baixos.
Ele afirmou que os frequentadores buscam diversão e não enfrentamento com criminosos armados. A declaração destacou a vulnerabilidade dos donos de casas noturnas diante do fenômeno.
A morte de Scavo aumentou a atenção sobre a influência da máfia em espaços de lazer no sul da Itália. O episódio revelou as limitações atuais das políticas de segurança pública na região da Apúlia.
A Direção Distrital Antimáfia de Bari tipificou o caso como homicídio com agravante mafiosa. Cresce a demanda por medidas mais rigorosas de controle e vigilância em locais de grande aglomeração.
As investigações prosseguem para identificar o responsável direto e os possíveis mandantes do assassinato. O crime reforça a constatação de que grupos organizados ainda ditam regras em parte da vida social e econômica local.
Leia mais sobre o assunto na ansa.it.
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João Carvalho
01/05/2026
É curioso como o discurso de privatização da segurança ignora que a máfia já opera sob uma lógica de mercado radical, preenchendo o vácuo de um Estado que se retira do bem-estar social. Mateus pontuou bem a crise de hegemonia, mas essa barbárie em Bisceglie é, antes de tudo, o sintoma de uma economia que prioriza o lucro sobre a vida. A violência se torna a única linguagem possível onde a cidadania foi convertida em mera mercadoria.
Ana Souza
01/05/2026
É bizarro ver como uma tragédia dessas vira briga política em vez de discutirmos a segurança real das pessoas. Entre teorias complexas e pedidos de mão firme, o que sobra é o medo de quem só queria sair e acaba no meio de fogo cruzado. Precisamos de soluções práticas e diálogo que funcionem na vida real, longe desses extremos que raramente chegam a um acordo.
Mateus Silva
01/05/2026
A tragédia em Bisceglie ilustra perfeitamente o que Gramsci chamaria de crise de autoridade, onde a força bruta assume o papel da hegemonia nas franjas do capital. O crime organizado não é uma falha externa, mas a expressão mais visceral da acumulação sem os filtros da democracia liberal. Enquanto o Major busca explicações na moral individual, ignora que essas estruturas são o espelho sombrio da própria lógica de mercado globalizada.
Rick Ancap
01/05/2026
Máfia é só o Estado sem gravata e vocês aí mugindo contra o capital, se fosse tudo privado e geral estivesse armado isso não acontecia, imposto é roubo.
Jeferson da Silva
01/05/2026
Engraçado o Major falar em disciplina, parece até o encarregado lambe-botas querendo cobrar meta enquanto a segurança do peão tá um lixo. Essa máfia é só o patrão sem máscara, achando que é dono da vida de quem rala. Aqui no ABC a gente sabe que onde o direito trabalhista morre, a barbárie de quem tem o bolso cheio toma conta sem dó.
Major Ricardo Silva
01/05/2026
Lamentável ver gente querendo culpar o sistema pela falta de caráter de mafioso e bandido. Esse tipo de tragédia acontece onde a autoridade foi fragilizada e a família deixada de lado por essas ideias modernas que só trazem desordem. Sem disciplina e mão firme, esses ambientes sem lei continuarão sendo palco para o crime organizado prosperar.
Caio Vieira
01/05/2026
Meu caro Major, o senhor se equivoca ao reduzir a complexidade da pactum sceleris a uma mera vacância de autoridade, ignorando que o crime organizado é a extensio radical da própria lógica de acumulação que rege a hegemonia neoliberal. Essa pretensa desordem é, em verdade, a síntese da atomização social que sufoca o vigor criativo e empreendedor do povo, substituindo a solidariedade comunitária pela teleologia do lucro a qualquer custo. O que carecemos não é de um leviatã punitivo, mas da desconstrução dessa ideologia que transmuta a cultura popular em um cenário de anomia e violência estrutural.
Luizinho 16
01/05/2026
Sargento jurando que mais bota resolve o que o próprio capitalismo criou, a máfia é só a burguesia sem filtro e vcs nesse papinho de igreja, tá maluco que distopia podre do caramba.
João Silva
01/05/2026
Essa ideia de mão pesada ignora que o crime organizado é apenas a face mais honesta do capital em sua busca desenfreada por lucro e controle territorial. Não é falta de moralismo religioso, mas sim o resultado de uma desigualdade estrutural que o globalismo aprofunda enquanto as elites se distraem com o espetáculo. É a dialética da barbárie se manifestando no centro do sistema, como um acorde dissonante de um disco de rock progressivo que ninguém quer ouvir.
Ana Karine Xavante
01/05/2026
É fascinante e, ao mesmo tempo, doloroso perceber como a narrativa da violência é fragmentada para nos impedir de ver o desenho completo da tapeçaria. Enquanto alguns aqui clamam por uma suposta mão pesada do Estado ou lamentam o fim de valores morais tradicionais em ambientes de lazer, ignoram que o sangue derramado nesse clube na Itália e o sangue que irriga os campos de soja e as áreas de garimpo aqui no Mato Grosso provêm da mesma ferida aberta: o colonialismo estrutural que se metamorfoseou em capitalismo extrativista. A máfia não é um corpo estranho à democracia liberal ou à economia de mercado; ela é, na verdade, sua face mais honesta e desimpedida, operando nos vácuos que o capital financeiro cria e descarta conforme a conveniência do lucro imediato.
Aqui no meu território, vemos a mesma lógica de clãs e de eliminação física do outro para a manutenção de domínios territoriais. A diferença é que, na Europa, a execução de um integrante de clã mafioso é lida como um desvio civilizacional, enquanto nos nossos corpos indígenas, a violência é naturalizada como o preço do progresso. Quando o Sargento Bruno fala em esvaziamento da autoridade, ele esquece que essa mesma autoridade estatal é quem muitas vezes assina as ordens de despejo e permite que o crime organizado se infiltre nas cadeias produtivas globais. O controle territorial que Fernanda menciona não é uma falha, mas uma escolha política: o Estado se retira propositalmente para que as milícias e as máfias façam o trabalho sujo de gestão da barbárie que a legalidade de fachada não pode admitir.
Discordo fundamentalmente da ideia de que o mal floresce onde não há temor a Deus, como sugeriu o João Batista. O mal que alimenta as máfias e os cartéis floresce onde a dignidade humana foi substituída pelo valor de troca. O verdadeiro pecado das nossas sociedades modernas é a negação da nossa interdependência com a terra e com o coletivo. Enquanto discutimos a moralidade de uma discoteca, as estruturas de poder que lucram com a economia subterrânea — seja no tráfico de armas em Bisceglie ou na exportação de madeira ilegal da Amazônia — continuam intocadas, protegidas por colares de ouro e por leis escritas por quem nunca sentiu o cano de uma arma no pescoço.
Precisamos decolonizar nossa percepção sobre o que é segurança. Segurança real não vem do aumento da letalidade policial ou do retorno a um conservadorismo mofado, mas da retomada dos territórios pelas comunidades e do desmonte das engrenagens financeiras que tornam o crime um investimento lucrativo para as elites globais. O que aconteceu na Itália é apenas um eco de um sistema que se alimenta da morte para sustentar sua própria obsolescência. Enquanto não enfrentarmos a raiz desse capital que se comporta como vírus, continuaremos trocando nomes de vítimas em manchetes que parecem diferentes, mas que contam rigorosamente a mesma história de exploração e descarte.
Sargento Bruno
01/05/2026
A desordem tomou conta porque a autoridade foi esvaziada por essas ideologias que defendem o caos. Enquanto essa gente fala em acumulação de capital, o crime organizado se infiltra onde falta a mão pesada do Estado e a disciplina militar. Se não houver um retorno imediato à ordem e ao respeito pela lei, seremos todos reféns dessa escória, seja na Europa ou aqui.
João Batista Alves
01/05/2026
É triste ver como esses antros de perdição se tornaram o palco da barbárie moderna, longe dos olhos de Deus e do aconchego da família. Enquanto discutem teorias difíceis nos comentários, ignoram que o mal floresce onde não há temor ao Senhor nem valores morais sólidos. Que essa tragédia na Itália sirva de alerta para quem acha que a diversão mundana não tem um preço alto para a alma.
Fernanda Oliveira
01/05/2026
Impressionante como uma execução da máfia em plena discoteca vira palco para brigas ideológicas que pouco explicam o fenômeno real. Esse tipo de violência mostra uma falha profunda no controle estatal sobre o território, algo que atinge democracias de diferentes matizes de forma indistinta. Focar em slogans ou teorias complexas ignora o perigo imediato que o crime organizado representa para os cidadãos comuns que frequentavam o local.
Evelyn Olavo
01/05/2026
Enquanto a massa se perde em dialéticas infantis, ignoram que o teatro europeu segue a mecânica celeste da geopolítica sagrada que os livros didáticos escondem. Esse incidente é o reflexo da decadência solar de uma elite que não entende os eixos de poder reais que governam o plano. Pobre rebanho, condicionado a enxergar apenas a superfície da maré enquanto as águas profundas da Tradição reclamam seu espaço.
Mariana Santos
01/05/2026
A máfia é o braço armado da acumulação primitiva que o capital financeiro prefere ignorar sob o tapete da legalidade. Enquanto celebram a barbárie com slogans fascistas nos comentários, as estruturas que lucram com a economia subterrânea seguem operando livremente do Rio a Bisceglie. Como ensinou Florestan Fernandes, o capitalismo em suas margens não sobrevive sem essa violência institucionalizada que o Estado finge combater para manter o status quo.
Nadia Petrova
01/05/2026
Engraçado como o debate descamba para slogans ideológicos enquanto o problema real é a falência institucional. Na Rússia ou na Itália, a máfia não é eficiência de mercado, é o parasita que sufoca a liberdade econômica sob o peso do autoritarismo e da falta de transparência. O crime organizado só prospera onde o Estado de Direito foi substituído pelo medo e pela corrupção sistêmica.
Luan Silva
01/05/2026
CPF cancelado com sucesso kkkkkkk faz o L agora bando de esquerdola mimizento que ama o Paulo Freire! Brasil acima de tudo!
Marina Silva
01/05/2026
O Luan é a prova de que sem educação libertadora o oprimido vira só um papagaio de slogan fascista que comemora a barbárie.
Pedro Silva
01/05/2026
O povo aqui viaja demais na teoria, parece até conversa de passageiro que não tem o que fazer enquanto eu dirijo. No fim das contas é tudo bandidagem e a gente que fica no meio desse fogo cruzado, seja na Itália ou aqui em Curitiba. Pelo que eu vejo na TV, a política mundial virou esse balaio de gato onde ninguém mais se entende e o crime só cresce.
Lucas Alves
01/05/2026
João, citar Freire em um acerto de contas da máfia é de um otimismo que a lógica econômica básica não sustenta. O crime organizado nada mais é que o capitalismo operando sem o verniz da legalidade, preenchendo lacunas de mercado com a eficiência que a burocracia estatal finge não ver. Esperar ordem ou ética em um sistema que lucra com o caos é pura dissonância cognitiva.
João Carlos da Silva
01/05/2026
A análise do Lucas toca na ferida: a violência mafiosa não é um desvio, mas a gestão biopolítica da morte em um sistema que prioriza o capital sobre a dignidade. Como ensina Freire, a educação deveria ser o instrumento de ruptura com essa lógica opressora, mas o que vemos é o Estado abdicando de sua função pedagógica e social. Enquanto a mercadoria for o único valor, as instituições de lazer continuarão sendo palcos dessa barbárie estrutural.
Carlos Meirelles
01/05/2026
Achar que transporte público resolve crime organizado é de uma ingenuidade que assusta, típica de quem nunca geriu nada na vida real. O que se precisa é de eficiência na segurança e leis que funcionem, não de mais gasto estatal em projetos mirabolantes que só drenam impostos. Sem o básico da ordem pública, não há livre mercado ou prosperidade que resista a esse tipo de barbárie.
Lucas Gomes
01/05/2026
Carlos, sua noção de ordem é apenas a blindagem de um sistema capitalista que engendra a própria violência ao mercantilizar cada aspecto da existência e da natureza. Essa barbárie mafiosa é o sintoma terminal de uma lógica extrativista que prioriza o acúmulo de capital sobre a preservação da vida e dos territórios, revelando a face mais crua de um mercado que você insiste em chamar de livre.
Sofia García
01/05/2026
O nome do lugar é Divine Club e a galera aqui jurando que o problema é a falta de oração ou o comunismo, me poupem. O mundo tá colapsando em 4k com a máfia mandando em tudo e o debate nos comentários ainda é o mesmo de 1950. É o puro suco do apocalipse estético.
Marta
01/05/2026
Meus caros meninos mal-educados, é sempre a mesma história por aqui. Eu leio certos comentários, como os do senhor Zé do Povo, e sinto que meus quarenta anos de sala de aula ainda não foram suficientes para ensinar o básico de História. Meu filho, culpar o “comunismo” por um crime da máfia na Itália é de uma falta de leitura que chega a dar um aperto no coração de qualquer professora. A máfia não nasceu de ideologias de esquerda nem da “destruição da família”; ela surgiu no século XIX, na Sicília, justamente como um poder paralelo em um ambiente de latifúndio e ausência de um Estado democrático que protegesse o pequeno agricultor. O crime organizado é, na verdade, o filho legítimo do egoísmo e da falta de justiça social.
E você, Cecília, minha querida, dizer que a máfia é reflexo de um “Estado que asfixia a economia” é outro equívoco de quem gazeteou as aulas sobre o Renascimento e a Unificação Italiana. A máfia é o livre mercado da violência em seu estado mais puro. Quando não há regulação pública e o Estado se retira, quem assume o controle são os “coronéis” e os “padrinhos” através da força bruta. Esse tiroteio no Divine Club é apenas o resultado de uma disputa por territórios de lucro fácil. O vácuo de poder que você menciona não é preenchido pela “liberdade”, mas pelo cano de uma arma, exatamente como esses grupos defendem quando querem privatizar até a segurança pública.
O que falta para esses meninos entenderem é que a barbárie só se combate com civilidade e com a presença de um Estado que cuida, como o nosso presidente Lula sempre defende. Quando o governo investe no povo, na educação de tempo integral e na dignidade do trabalhador, ele retira a mão de obra dessas organizações criminosas. Uma pessoa que tem esperança e o estômago cheio não se torna soldado de clã mafioso. A máfia italiana, assim como as milícias que tanto mal fazem ao nosso Brasil, prospera no medo e na exclusão, não na “falta de princípios bíblicos”, como sugeriu o João Batista. Jesus, se estivesse aqui, estaria abraçando os excluídos, não pedindo o fim dos direitos humanos.
Precisamos de mais amor e de mais livros, menos fake news e menos ódio. A história nos ensina que a paz não vem da ponta de um fuzil, mas da justiça de uma mesa farta para todos. Vamos estudar mais um pouquinho antes de passar vergonha na internet, meninos. Um povo educado é um povo que não se deixa enganar por discursos vazios que só servem para manter os privilégios de quem sempre mandou. Que a gente aprenda com os erros do mundo para construir um Brasil onde a única coisa que dispare seja o crescimento da nossa gente.
João Batista
01/05/2026
É o que acontece quando o homem vira as costas para o Criador e vai buscar prazer nesses antros de perdição. Enquanto a esquerda tenta explicar a maldade com sociologia barata, a verdade é que só a volta aos princípios bíblicos e o fim dessa liberdade sem limites podem frear a barbárie. Que Deus tenha misericórdia dessas almas e proteja as nossas famílias desse mundo cada dia mais caído.
Bia Carioca
01/05/2026
João, a barbárie não se resolve com oração, mas com investimento pesado em infraestrutura e transporte público para ocupar os territórios que o Estado abandonou. Projetos como os de ferrovias e a ligação Niterói-Rio que o Rodrigo Neves defende são o que realmente tiram a juventude da mira do crime, integrando a cidade e dando dignidade à classe trabalhadora. Menos misticismo e mais trilhos para conectar o povo e combater a exclusão que gera essa violência.
Zé do Povo
01/05/2026
ISSO É CULPA DO COMUNISMO QUE DESTRUIU A FAMÍLIA E SÓ PROTEGE BANDIDO!!! 😡😡😡 TEM QUE VOLTAR OS VALORES DE ANTIGAMENTE E ACABAR COM ESSA BAGUNÇA!!! CHEGA DE DIREITOS HUMANOS PRA VAGABUNDO!!! 🇧🇷👊💥😡
Cecília Alves
01/05/2026
Enquanto perdem tempo discutindo sociologia e misticismo nos comentários, ignoram que a máfia é apenas o reflexo de um Estado que falha em sua única função básica. Onde a burocracia asfixia a economia real e o direito de defesa, o crime organizado assume o vácuo de poder. É o custo alto de terceirizar a proteção individual para uma estrutura pública ineficiente e cara.
Carlos Oliveira
01/05/2026
Prezada Cecília, é preciso notar que o crime organizado não surge do excesso de Estado, mas da sua ausência deliberada para favorecer o lucro de poucos em detrimento da maioria. O vácuo de poder que você menciona é preenchido pela barbárie quando tratamos a segurança como mercadoria e ignoramos que a verdadeira paz só nasce da justiça social e da reforma das estruturas de poder.
Marina Costa
01/05/2026
Essa é a colheita maldita de quem troca o caminho do Senhor por esses antros de perdição e futilidade. Enquanto essa esquerda imoral fica citando filósofos para tentar justificar o erro, a Bíblia nos ensina que o salário do pecado é a morte. Só o retorno aos valores cristãos e à família tradicional pode livrar as nações desse abismo moral em que se enfiaram.
Letícia Fernandes
01/05/2026
Minha cara Marina, é quase comovente observar como a sua percepção da realidade se ancora em uma subjetividade tão profundamente colonizada pelo misticismo redentor, funcionando como um mecanismo de defesa psíquica diante da crueza das relações de produção contemporâneas. O que você denomina como abismo moral ou colheita maldita é, na verdade, a manifestação sintomática de uma superestrutura que utiliza a religiosidade para obscurecer a base material da violência. Ao transpor para o campo do pecado uma dinâmica que é estritamente de mercado – ainda que no seu espectro ilícito –, você acaba por vitimizar-se em uma alienação que impossibilita a compreensão do crime organizado como o prolongamento lógico da acumulação primitiva do capital. A máfia não é um desvio da virtude cristã, mas sim a face mais honesta e despojada do liberalismo econômico: a busca desenfreada pelo lucro através do controle territorial e da eliminação física da concorrência, despida de qualquer verniz jurídico-burguês.
É preciso ter certa condescendência intelectual para lidar com a ideia de que a família tradicional seria o antídoto para tal barbárie, quando a própria psicanálise, de Freud a Lacan, já nos demonstrou que o núcleo familiar é o primeiro laboratório da neurose e o locus primordial da reprodução da ideologia dominante. No contexto italiano – e global –, a estrutura clânica da máfia é justamente o espelhamento hipertrofiado dessa família que você defende: um sistema fechado de lealdades que protege o patrimônio e a linhagem acima de qualquer ética coletiva. O tiro que ecoa na discoteca não é o salário do pecado, mas o dividendo de uma economia política que fetichiza a morte e a transforma em valor de troca. Sua exortação aos valores cristãos opera como um ópio que amortece a percepção de que a criminalidade é o subproduto inevitável de um sistema que marginaliza massas e concentra excedentes, restando aos excluídos a organização paraestatal como única via de ascensão dentro da lógica competitiva que o próprio capital impõe.
Portanto, Marina, o seu clamor por um retorno ao sagrado nada mais é do que um lamento melancólico de quem se recusa a encarar a dialética da história. Enquanto você se refugia na metafísica para explicar o sangue derramado sobre o mármore da boate, a engrenagem burguesa continua a moer subjetividades, transformando até o luto em mercadoria espetacularizada. O pecado, nesta análise, é uma categoria teológica que serve apenas para despolitizar o debate, transferindo a responsabilidade do modo de produção para a suposta falibilidade moral do indivíduo. É urgente que se rompa com esse fetiche da pureza para que possamos entender que a paz que você almeja não virá da castração moralista, mas sim da superação radical de uma ordem econômica que necessita do caos, da máfia e da violência para validar sua própria existência enquanto garantidora de uma falsa segurança. Tenho profunda pena de que sua visão de mundo esteja tão restrita a essa cela hermenêutica, impedindo-a de ver que o único inferno real é o deserto de humanidade produzido pela ditadura do valor.
Capitão Tavares 🇧🇷
01/05/2026
A bandidagem tomou conta do mundo porque a justiça virou piada e o sistema protege o criminoso. Aqui no Brasil a situação é de guerra e o país só tem jeito com as Forças Armadas assumindo o comando dessa limpeza operacional. É preciso cercar e aniquilar antes que a escória destrua o que sobrou da nossa nação. Selva!
João Augusto
01/05/2026
Caro Capitão, sua leitura negligencia o que Walter Benjamin descreveu como a barbárie que reside no cerne da própria civilização burguesa, transformando o estado de exceção em uma ferramenta de controle social que jamais soluciona as contradições estruturais do capital. A militarização que o senhor advoga é apenas o sintoma final de uma hegemonia em crise, onde a violência estatal tenta, inutilmente, estancar o fluxo de uma economia política do crime que a própria ordem sistêmica alimenta e legitima.
Clarice Historiadora
01/05/2026
Capitão, essa sua sanha por limpeza operacional é o que o sociólogo Hans-Dieter von Prittwitz chama de fetiche da farda como paliativo moral, ignorando que o militarismo na Itália de 1920 só serviu para fundir o Estado com as estruturas criminosas que dizia combater. Recomendo a leitura de A Genealogia da Impotência Bélica, de Jean-Pierre Valois, para você entender que o seu grito de selva é apenas o ruído de quem não possui capacidade intelectual para lidar com a complexidade estrutural do crime organizado e prefere soluções mágicas que terminam sempre em valas comuns.
Pedro Almeida
01/05/2026
Caro Capitão, sua sanha punitivista ignora que a violência mafiosa, como ensina Gramsci ao analisar a questão meridional, não se resolve com baionetas, pois ela é a face oculta de um poder político estruturalmente corrompido. Propor uma limpeza operacional é apenas trocar o carrasco, mantendo intacto o mecanismo de exclusão que transforma o crime em um simulacro de soberania estatal.
Mariana Ambiental
01/05/2026
Capitão, essa sua limpeza operacional é o eufemismo favorito de quem quer passar a boiada e facilitar a vida de grileiro e do agronegócio predatório. O senhor grita “selva”, mas ignora que o verdadeiro crime organizado hoje veste terno, especula no mercado e lucra com o ecocídio de quem realmente protege a floresta.