O robô autônomo Ace, desenvolvido pela Sony AI, já supera jogadores de elite no tênis de mesa e avança em direção ao título mundial da modalidade.
Liderado pelo cientista Peter Dürr, o projeto da Sony AI em Zurique combina sensores avançados, aprendizado por reforço e um braço mecânico de alta agilidade para competir em condições reais.
Segundo reportagem da New Scientist, o Ace é a primeira máquina a demonstrar consistência em um esporte de alta velocidade, operando sob regras oficiais e pressão atlética concreta.
Diferentemente do Deep Blue, que venceu Garry Kasparov em 1997 em ambiente controlado, o Ace atua no mundo físico, enfrentando adversários humanos sob condições competitivas.
Seus três pilares tecnológicos incluem sensores baseados em eventos para rastrear a bola com precisão, aprendizado por reforço sem modelo prévio e um braço robótico de oito articulações, com latência de 20 milissegundos — inferior aos 230 ms de reação humana.
Em testes contra cinco jogadores de elite com mais de dez anos de experiência, o robô perdeu apenas duas partidas. Além disso, venceu um jogo contra dois profissionais e derrotou a tenista Miyuu Kihara, entre as 25 melhores do ranking mundial.
Em dezembro de 2025, o Ace venceu seu primeiro profissional. Em março de 2026, superou Tonin Ryuzaki e Fumiya Igarashi, além de Kihara, demonstrando evolução contínua.
Dürr destaca que o sistema ainda não interpreta linguagem corporal, mas surpreendeu ao devolver bolas que tocaram a rede. Melhorias futuras podem levar o robô a desafiar o atual campeão mundial.
Leia mais sobre o assunto na newscientist.com.
Leia também: Robô com IA da Sony derrota atletas profissionais de tênis de mesa no Japão
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João Batista
02/05/2026
Essa obsessão por criar robôs que superam humanos em tudo é mais um sinal dos tempos: o homem brincando de ser deus, enquanto abandona valores que realmente importam. Enquanto a Sony gasta fortunas pra uma máquina ganhar título mundial, temos crianças sendo ensinadas nas escolas que podem escolher seu próprio gênero. Cadê o investimento em formar caráter, família e temor a Deus? O verdadeiro título que o Brasil precisa é voltar a ser uma nação que honra o Criador, não uma que aplaude máquinas e destrói a moral.
Julia Andrade
02/05/2026
João Batista, você toca num ponto que merece ser desdobrado com cuidado, porque mistura uma crítica legítima à fetichização tecnológica com uma pauta moral que, na minha leitura, desvia o foco do problema estrutural. Concordo que a Sony investir fortunas num robô para ganhar título mundial enquanto a educação brasileira sangra é um retrato cruel das prioridades do capitalismo global. Mas quando você desloca a discussão para “crianças escolherem gênero” e “falta de temor a Deus”, me parece que está tratando sintomas como se fossem a doença. A crise de valores que você enxerga não é causada por pautas identitárias ou pela ausência de religião nas escolas — é causada por um sistema que transforma tudo em mercadoria, inclusive a fé, inclusive a família, inclusive o próprio corpo. O mesmo capital que financia robôs de tênis de mesa é o que terceiriza empregos, precariza o afeto e vende a “salvação” em forma de curso online ou igreja empresarial.
A noção de que “o homem brinca de ser deus” com IA é um argumento antigo e potente, mas ele perde força quando usado seletivamente. Por que a tecnologia que desafia as leis da natureza é “blasfêmia”, mas a exploração de recursos naturais até o colapso, a concentração de terra e a violência estrutural não são tratadas como a mesma hybris? O “temor a Deus” que você invoca foi historicamente usado para justificar desde a escravidão até a censura de mulheres e dissidentes. Não estou dizendo que fé seja opressora em si, mas sim que o discurso de “resgate da moral” frequentemente opera como cortina de fumaça para não enfrentar o que realmente desagrega as comunidades: a ausência de políticas públicas que garantam dignidade, trabalho, moradia e tempo livre para as famílias existirem sem desespero.
Sobre as crianças e a identidade de gênero: você parte do pressuposto de que ensinar diversidade nas escolas é um “desvio” que corrói a família. Mas o que a pedagogia crítica e a sociologia da educação mostram é justamente o contrário — crianças que aprendem a respeitar a diferença desenvolvem mais empatia, menos violência escolar e maior capacidade de conviver em sociedade. A família que você defende como “valor inegociável” muitas vezes é o espaço onde se reproduzem violências domésticas, abusos e silenciamentos que a escola, justamente, tenta combater. Não estou dizendo que toda família é disfuncional, mas sim que a idealização romântica da família como entidade sagrada impede que a gente veja que muitas crianças precisam de proteção do Estado contra a própria família.
Por fim, acho curioso que você critique a Sony por gastar em robô, mas não mencione que o Brasil gasta rios de dinheiro público em subsídios para agronegócio, armamento e propaganda ideológica — enquanto escolas têm goteira e professor ganha salário de fome. Se o “título que o Brasil precisa” é honrar o Criador, sugiro lembrar que, nas teologias da libertação que conheço, honrar a Deus é alimentar quem tem fome, vestir quem tem frio e garantir que nenhuma criança precise escolher entre estudar e trabalhar. Um robô da Sony não tira o emprego de ninguém no Brasil — o que tira é a falta de política industrial, a desvalorização da ciência e a entrega do nosso mercado para importados. Talvez a gente precise de menos pânico moral e mais consciência de classe.
João Carvalho
02/05/2026
Isso sim que é tecnologia que presta, não esses robôs de esquerdista querendo tomar nosso trampo. Mas se esse robô aí for japonês, capaz de ganhar até medalha olímpica, enquanto nossos políticos tão só roubando e deixando a gente na mão. Tomara que não precise de peça importada, senão vira sucata com esse dólar nas alturas.
Luizinho 16
02/05/2026
João, para de choramingar e vai treinar sua raquetinha de isopor enquanto a gente vê se a Sony devolve o Brasil pro século XXI.
Alice T.
02/05/2026
João, o robô da Sony é literalmente um trampo que não precisa de salário, férias nem aposentadoria — isso é o sonho molhado de todo bilionário que quer te ver desempregado. E sobre o dólar nas alturas, quem lucra com isso são justamente os seus ídolos liberais que adoram importar peça e pagar em moeda forte, enquanto a gente segura o cabo da panela.
Samara Oliveira
02/05/2026
João, que bom que você valoriza tecnologia, mas a raiz do problema não é robô japonês ou político ladrão — é a falta de prioridade em educação e ciência no Brasil, que Deus nos deu recursos, mas a ganância humana desvia. Enquanto a gente briga com robô, esquece que o verdadeiro milagre seria um país onde ninguém passa fome.
João Carlos da Silva
02/05/2026
João, você acertou num ponto que poucos veem: a obsolescência programada e a dependência tecnológica são a nova face da colonialidade, como diria Boaventura de Sousa Santos. Um robô que depende de peça importada só reforça nossa posição de consumidores de inovação alheia, não de produtores de conhecimento próprio.