A República Islâmica do Irã encaminhou aos Estados Unidos um plano de paz estruturado em 14 pontos, visando converter o atual cessar-fogo em um acordo definitivo que ponha fim às hostilidades na região.
O documento exige reparações financeiras e políticas para Teerã, além de garantias formais contra novas agressões militares. Entre as demandas, destaca-se a retirada imediata das forças norte-americanas da periferia estratégica do país, região crítica para a estabilidade do Irã.
O plano também inclui o fim imediato do bloqueio econômico imposto pelos EUA aos portos iranianos, medida que asfixia o comércio exterior e aprofunda a crise humanitária. A proposta reforça a necessidade de soberania sobre recursos e rotas comerciais.
Teerã propõe ainda a criação de um mecanismo internacional de navegação no estreito de Ormuz, garantindo segurança jurídica e soberania sobre uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo global. O governo iraniano classifica a iniciativa como essencial para a estabilidade energética mundial.
O documento exige ainda o descongelamento imediato dos ativos iranianos bloqueados no exterior, além da revogação integral das sanções unilaterais. Essas medidas são apresentadas como pré-requisitos para uma paz duradoura e a normalização das relações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que analisará o plano iraniano, mas sinalizou resistência às demandas, citando custos históricos e questões de segurança. Sua equipe ainda não confirmou qualquer disposição para negociar pontos-chave do documento.
O Irã rejeitou categoricamente a proposta americana de um cessar-fogo temporário de dois meses, defendendo um prazo de 30 dias acompanhado de medidas concretas para evitar a retomada dos ataques. Fontes diplomáticas indicam que as negociações anteriores fracassaram por divergências irreconciliáveis.
Mediadores internacionais agora buscam articular uma nova rodada de diálogos para avançar no processo. O plano iraniano reforça a posição de Teerã em buscar uma solução política que elimine a ameaça militar estrangeira e restaure a autonomia econômica do país.
Conforme reportagem do portal Sputnik Globe, a iniciativa ganha relevância após o recente cessar-fogo unilateral e reflete a disposição iraniana em buscar uma saída negociada para o conflito.
Leia também: EUA ampliam bloqueio marítimo e ordenam perseguição global a navios ligados ao Irã
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