Analista denuncia EUA por tentar destruir o futuro do Irã com ataques a civis

O analista Christopher Helali em transmissão da RT, com imagem de explosão em área urbana ao fundo. (Foto: rt.com)

O analista geoestratégico norte-americano Christopher Helali acusou os Estados Unidos e Israel de coordenarem bombardeios contra infraestrutura civil no Irã com o objetivo de aniquilar o futuro do país.

Em entrevista recente, ele relatou ter visitado instalações atingidas durante uma viagem de campo à República Islâmica. As imagens que descreveu apontam para uma destruição sistemática de estruturas essenciais à vida cotidiana.

Helali destacou a destruição da maior clínica de fertilidade e banco de óvulos do Irã, reduzida a escombros. O impacto recai sobre milhares de casais que buscavam ter filhos, comprometendo o crescimento demográfico das próximas gerações iranianas.

Ele também mencionou ataques a escolas e universidades, incluindo um incidente na cidade costeira de Minab, onde alega que 120 crianças perderam a vida. Esses números sustentam, na visão do analista, a tese de que os bombardeios buscam interromper a formação educacional e profissional no país.

Os ataques ocorrem no contexto de um conflito prolongado, no qual Washington defende as operações como uma forma de libertar o povo iraniano. Helali contesta essa narrativa, descrevendo os iranianos como um povo resiliente que resiste à destruição de seu horizonte de desenvolvimento.

Em declarações ao portal RT, o analista afirmou que a população iraniana está exausta de negociações sem resultados com os EUA. Ele observou um desejo crescente de resolver o conflito em termos próprios, sem concessões impostas externamente.

Durante sua visita ao estreito de Ormuz, Helali notou um fluxo contínuo de petroleiros e cargueiros sob estrita supervisão da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. Ele enfatizou que nada entra ou sai sem autorização iraniana, desafiando relatos ocidentais de que Teerã teria perdido o controle dessa rota estratégica.

O analista também comentou sobre a possibilidade de embarcações iranianas terem confrontado um navio de guerra norte-americano recentemente, considerando a denúncia plausível. Diante de negativas do Pentágono, Helali sugeriu que tais desmentidos devem ser vistos com extrema cautela, citando históricos de distorções em conflitos passados.

O estreito de Ormuz é crucial para o comércio global de energia, e qualquer tensão na região afeta diretamente os preços do petróleo e a segurança alimentar de diversas nações. A proteção desse corredor permanece como uma prioridade central para o governo iraniano.

Helali alertou que, se as hostilidades se intensificarem, a resposta do Irã será prolongada e contundente, mencionando a capacidade do país de mobilizar forças navais assimétricas e aliados regionais. Ele apontou ainda para sistemas de defesa antimíssil que poderiam atingir bases norte-americanas no Oriente Médio.

Hospitais e instituições acadêmicas destruídos já estão sendo reconstruídos com apoio de doações da diáspora iraniana e de parceiros internacionais. Essa mobilização demonstra, na visão de Helali, a solidariedade e a determinação do povo frente ao que classifica como agressão imperialista.

A opinião pública no Irã rejeita acordos que não incluam a suspensão total das sanções impostas pelos EUA desde 1979. A persistência dessas medidas, junto aos ataques recentes, reforça a percepção de que Washington não busca negociações de boa-fé.

Observadores internacionais apontam que a destruição de infraestrutura civil viola as convenções de Genebra, configurando crimes de guerra. O Conselho de Segurança da ONU segue incapaz de agir, bloqueado por vetos dos próprios Estados Unidos em resoluções críticas a Israel.

Para Helali, a solução sustentável exige um cessar-fogo que respeite a soberania iraniana e compense os danos causados. Enquanto isso não ocorre, o povo do Irã continua resistindo e reconstruindo a partir das ruínas deixadas pelos bombardeios.

Com informações de RT.


Leia também: Parlamento iraniano denuncia nova fase de bloqueio econômico e naval dos EUA contra Teerã


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