O major-general Ali Abdollahi Aliabadi, comandante do Quartel General Central de Khatam al Anbiya das Forças Armadas da República Islâmica do Irã, declarou que qualquer tentativa estrangeira de se aproximar do estreito de Ormuz será respondida militarmente. A afirmação foi divulgada pela agência iraniana Tasnim e repercutida pelo portal RT em espanhol, que destacou o tom direto da advertência dirigida especialmente aos Estados Unidos.
Abdollahi afirmou que o Exército dos EUA, descrito por ele como força agressiva, será atacado caso tente ingressar na área estratégica. O comandante ressaltou que países alinhados a Washington devem evitar ações que possam resultar em arrependimento irreparável diante do risco de escalada.
O general argumentou que a presença militar estrangeira apenas aumenta a instabilidade na região. Ele afirmou que movimentos hostis dos EUA colocam em risco a segurança dos navios que transitam pelo estreito.
Segundo Abdollahi, o estreito de Ormuz está totalmente sob controle das forças iranianas e qualquer navegação segura precisa ocorrer com coordenação direta com Teerã. O comandante destacou que os militares do país responderão com firmeza a qualquer ameaça ou agressão em qualquer ponto do território iraniano.
O major-general também enfatizou que a segurança da passagem marítima será mantida e gerida exclusivamente pelo Irã, reforçando a soberania nacional sobre a rota. Ele advertiu que navios mercantes e petroleiros devem evitar atravessar o estreito sem comunicação prévia com as forças estacionadas na área.
O estreito de Ormuz é uma das passagens mais estratégicas do comércio energético global, por onde transita grande parcela do petróleo exportado pelos países do Golfo Pérsico. O controle da região historicamente funciona como ponto de tensão entre o Irã e os Estados Unidos, que mantêm bases militares no entorno há décadas.
Diante de disputas constantes no Oriente Médio, a declaração reforça o posicionamento iraniano de defesa da própria soberania diante do que considera ameaças externas. A postura também ecoa críticas recorrentes de Teerã à política intervencionista de Washington sobre países da região.
As advertências acontecem em um momento em que autoridades americanas discutem novos cenários de confrontos com o Irã, reacendendo tensões regionais. O portal lembra que declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, chegaram a incluir a possibilidade de retomar uma guerra aberta contra Teerã, sinalizando a permanência do discurso de confronto na Casa Branca.
A fala do general iraniano se insere no contexto mais amplo de reorganização das relações de poder no Oriente Médio, onde países buscam reduzir a influência militar dos EUA e fortalecer arranjos autônomos de segurança. Para Teerã, preservar o controle sobre Ormuz é parte central de sua estratégia geopolítica e de sua capacidade de dissuasão.
Com as tensões renovadas, a advertência do Irã funciona como mensagem direta ao Ocidente sobre os limites de atuação no Golfo Pérsico. O estreito permanece como ponto crítico de disputas globais, onde qualquer movimento pode ter repercussões imediatas no comércio internacional e na segurança regional.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Comandante naval do Irã promete retaliação imediata e anuncia nova arma caso EUA avancem em Ormuz
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Sargento Bruno
04/05/2026
E mais uma vez o Irã mostra as garras enquanto o Ocidente finge que isso é “negociação”. Estreito de Ormuz é veia aberta do petróleo mundial, e esse regime terrorista quer estrangular a economia global. Enquanto isso, no Brasil, tem gente fazendo piada com Kim Kataguiri e defendendo esses aiatolás. Cadê a Marinha brasileira mostrando presença? Ou vamos continuar de joelhos para quem quer nos ver queimando?
Maria Aparecida
04/05/2026
Sargento Bruno, você fala em “regime terrorista” e “estrangular a economia”, mas esquece que o Ocidente que você defende há décadas financia e arma ditaduras no Oriente Médio enquanto o povo morre de fome. A Bíblia diz que os mansos herdarão a terra, não os que brandem tanques e ameaças.
João Batista
04/05/2026
Sargento Bruno, o que Jesus diria sobre um país que prefere gastar com porta-aviões a alimentar o pobre? Isaías 58 nos ensina que o jejum que Deus escolhe é repartir o pão com o faminto, não mostrar força militar no Estreito de Ormuz. Enquanto o Ocidente arma os dois lados dessa novela, o povo brasileiro paga a conta com ovo a 10 reais.
Marcus Almeida
04/05/2026
Mais um capítulo dessa novela no Oriente Médio. Enquanto isso, a esquerda brasileira defende abertura com regimes que ameaçam o livre comércio mundial. O Irã age como um valentão, e o governo Lula faz vista grossa para não desagradar seus aliados. Cadê o apoio a Israel e a defesa da liberdade econômica que tanto falam?
Rubens O Pescador
04/05/2026
Marcus, o senhor fala em liberdade econômica, mas na época do PT o povo tinha dinheiro no bolso e o supermercado cheio. Hoje, com esse papo de livre mercado, o que vejo é ovo a 10 reais e o povo passando fome. O Irã é problema deles, mas aqui no Brasil a gente precisa é de comida na mesa de novo.
Marina Silva
04/05/2026
Marcus, Israel é um Estado de apartheid que bombardeia crianças em Gaza, não um case de liberdade econômica.