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STF retoma julgamento que pode ampliar risco de avanço do tabagismo no Brasil

41 Comentários🗣️🔥 Bitucas de cigarro descartadas. (Foto: noticias.uol.com.br) O Supremo Tribunal Federal voltou a analisar a regulamentação do tabaco no país em um julgamento que definirá o alcance da política nacional de saúde e a própria autoridade regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A disputa gira em torno da Resolução da Diretoria Colegiada […]

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Bitucas de cigarro descartadas. (Foto: noticias.uol.com.br)

O Supremo Tribunal Federal voltou a analisar a regulamentação do tabaco no país em um julgamento que definirá o alcance da política nacional de saúde e a própria autoridade regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A disputa gira em torno da Resolução da Diretoria Colegiada 14/2012, que restringe aditivos de sabor e aroma em cigarros para evitar a iniciação de jovens no tabagismo.

O tema chegou novamente ao plenário virtual por meio do Recurso Extraordinário com Agravo 1.348.238, que questiona a constitucionalidade da resolução e reabre uma discussão jurídica que se arrasta há cerca de 14 anos. A análise já conta com votos divididos entre ministros que defendem a política pública de saúde e ministros que acolhem os argumentos da indústria do tabaco.

A resolução proíbe substâncias que conferem cheiro e gosto de menta, baunilha, melancia e outros aromatizantes usados pela indústria para suavizar a experiência das primeiras tragadas. Para a Anvisa, essa prática cria um ambiente mais favorável à adesão de adolescentes ao cigarro, abrindo espaço para a formação de novos dependentes químicos.

A discussão não é inédita na Corte, que já enfrentou o tema na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4874 e chegou a um empate em razão da suspeição do então ministro Luís Roberto Barroso, hoje aposentado. O retorno do caso em repercussão geral busca uniformizar o entendimento e encerrar uma controvérsia que envolve economia, saúde pública e grupos de interesse.

Segundo o portal UOL, o julgamento está empatado, com votos de Dias Toffoli, Edson Fachin e Cristiano Zanin pela manutenção da norma, e Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux pela derrubada. A expectativa recai sobre os votos dos ministros André Mendonça, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Nunes Marques, em um colegiado que aguarda a indicação do sucessor de Barroso.

A presença ativa das associações da indústria do tabaco revela a dimensão econômica da disputa, em um setor que movimenta valores expressivos no mercado nacional e global. A indústria argumenta que a proibição de aditivos provocaria prejuízos e afetaria empregos, buscando colocar em xeque a autonomia regulatória da Anvisa.

Do outro lado, especialistas em saúde pública ressaltam que o tabagismo segue como uma das principais causas evitáveis de morte no Brasil, responsável por mais de 160 mil óbitos anuais. O ponto central é impedir que novos consumidores ingressem no ciclo de dependência, em um momento em que pesquisas apontam reversão na tendência histórica de queda do consumo de nicotina.

Levantamentos recentes indicam que cerca de 15,5% das pessoas com 14 anos ou mais fazem uso de nicotina no país, número que preocupa pesquisadores e gestores públicos. A introdução de aditivos aromatizantes é considerada por autoridades sanitárias um dos principais vetores de atração para jovens em fase de experimentação.

Para especialistas, preservar a RDC 14/2012 significa resguardar anos de políticas que reduziram a prevalência de fumantes no país. A reversão da medida poderia comprometer parte expressiva da estrutura de prevenção construída pelo Sistema Único de Saúde nas últimas décadas.

O debate também envolve a compreensão do papel das agências reguladoras, cuja autonomia técnica é defendida como elemento fundamental de políticas públicas duradouras. Uma eventual derrubada da resolução poderia enfraquecer o arcabouço regulatório da Anvisa e gerar instabilidade jurídica em outros setores da saúde.

O desfecho do julgamento terá impacto direto sobre o futuro de jovens brasileiros, que podem ficar mais expostos a produtos desenvolvidos para facilitar a iniciação precoce. A decisão também enviará uma orientação sobre a capacidade do Estado de proteger a saúde coletiva diante de pressões econômicas relevantes.

Independentemente do resultado, o caso se firma como referência na disputa entre a defesa da saúde pública e a atuação de grupos econômicos com presença histórica no país. A posição final do Supremo será decisiva para orientar as próximas etapas da política antitabagismo e o modelo de proteção sanitária adotado no Brasil.


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Ana Paula Conserva

04/05/2026

Letícia, com todo respeito, mas seu discurso parece ignorar que o ser humano tem livre-arbítrio e responsabilidade moral. Ninguém é vítima passiva do sistema — cada um escolhe entre o certo e o errado. Sou cristã e conservadora, e acredito que o Estado deve proteger a família e a saúde pública, sim, mas sem tratar adultos como crianças incapazes de decidir. O problema não é regular o cigarro, é o STF querer legislar sobre tudo enquanto valores básicos como a vida e a família são deixados de lado.

Carlos Rocha

04/05/2026

Rodrigo, você acertou em cheio. Enquanto o STF perde tempo regulando cigarro, a carga tributária aqui continua sendo um assalto e o governo queima dinheiro público como se não houvesse amanhã. Adulto que fuma sabe dos riscos, não precisa de nanny state. O problema real é o Estado inchado que não para de meter o nariz onde não é chamado.

    Letícia Fernandes

    04/05/2026

    Carlos, seu comentário é a expressão quase cristalina de um sintoma que a psicanálise reconhece bem: a crença no sujeito autossuficiente, que supostamente decide sozinho os rumos de sua existência sem qualquer determinação estrutural. Você diz que adulto que fuma sabe dos riscos e não precisa de nanny state, mas essa formulação ignora que o desejo nunca é puramente individual — ele é moldado por uma indústria que gasta bilhões em marketing para associar o cigarro a liberdade, rebeldia e prazer, enquanto oculta sistematicamente os danos. A propaganda tabagista não é um convite racional; é uma maquinaria de produção de gozo que explora a falta constitutiva do sujeito. Quando o STF regula a publicidade, não está tratando o cidadão como criança incapaz; está, isso sim, tentando desmontar um dispositivo de captura do desejo que opera em escala industrial. O problema não é o Estado meter o nariz onde não é chamado, mas a indústria meter o dela nos pulmões alheios com a conivência de um discurso liberal que transforma toda regulação em autoritarismo.

    Quanto ao Estado inchado e à carga tributária, você toca num ponto que merece ser aprofundado, não rejeitado. De fato, o Estado brasileiro é um Leviatã contraditório: ao mesmo tempo que financia o SUS para tratar as doenças causadas pelo tabaco — e o custo, como a Ana e o Ronaldo lembraram, é bilionário —, ele também arrecada pesados impostos sobre o cigarro, criando uma dependência fiscal perversa. Esse é o segredo escandaloso que o discurso do Estado mínimo esconde: o capital não quer um Estado pequeno, quer um Estado que atue seletivamente, garantindo lucros privados enquanto socializa os prejuízos. A indústria do tabaco adora o Estado inchado quando ele banca hospitais e tratamentos; só reclama quando ele ousa limitar sua liberdade de envenenar. A crítica ao tamanho do Estado, quando feita de forma abstrata e genérica, acaba servindo justamente aos interesses que mais se beneficiam dessa máquina estatal seletiva.

    Por fim, seu apelo ao indivíduo que sabe o que faz é uma nostalgia do sujeito soberano do Iluminismo, que a psicanálise já mostrou ser um mito. Nós não somos senhores em nossa própria casa; o inconsciente fala através de atos falhos, sintomas e escolhas que julgamos livres mas são profundamente determinadas. O fumante não é um agente racional calculando riscos e benefícios; ele é um sujeito dividido entre o prazer imediato do ato e a consciência abstrata do dano futuro — cisão que a indústria explora com precisão cirúrgica. Regular a publicidade não é tratar o adulto como criança; é reconhecer que, numa sociedade de classes, a liberdade de escolha é sempre mediada pelo poder econômico. O verdadeiro nanny state não é o que regula o cigarro, mas o que financia o tratamento de quem adoece enquanto permite que a indústria continue operando impune. Se o problema é o Estado inchado, que comecemos cortando os subsídios indiretos ao capital do tabaco, e não a proteção mínima da saúde coletiva.

Rodrigo RedPill

04/05/2026

John Marshall, bonito o discurso filosófico, mas a real é que o STF deveria estar preocupado com coisas que afetam quem trabalha e produz, não com cigarro. Enquanto isso, a carga tributária aqui é um absurdo e ninguém fala em cortar gasto público. Cada um sabe o que faz da vida, estado não é pra ser pai de ninguém.

John Marshall

04/05/2026

Ana Costa e Ronaldo Pereira acertam em cheio ao lembrar que o custo social do tabagismo não desaparece por mágica liberal. O velho dilema hobbesiano: o estado de natureza é a guerra de todos contra todos, e a indústria do tabaco é expert em externalizar seus custos para o SUS. Se o STF enfraquecer a Anvisa, estará entregando a soberania regulatória a interesses privados que tratam a saúde pública como dano colateral.

Ana Costa

04/05/2026

Ronaldo, você tocou num ponto crucial que o pessoal mais liberal costuma ignorar: o custo social. Não é sobre proibir adulto de fumar, é sobre quem paga a conta depois. Dados do Inca mostram que o tabaco custa bilhões ao SUS por ano em tratamentos de câncer, DPOC e doenças cardiovasculares. Se a indústria quer vender cigarro com sabor de morango pra atrair jovem, que pelo menos banque o tratamento de quem vai precisar. Agora, também não acho que o STF deva legislar sozinho — o Congresso precisava ter coragem de enfrentar o lobby e atualizar a lei de 1996.

Eduardo Nogueira

04/05/2026

Ah, mais um dia no Brasil onde o STF decide o que a gente pode ou não colocar na boca. Enquanto isso, bandido solto e imposto subindo. Cada um que fuma que se vire, o estado não é babá de ninguém.

    Ronaldo Pereira

    04/05/2026

    Eduardo, esse papo de “cada um que se vire” é o mesmo discurso que o patrão usa pra cortar direito nosso. Enquanto você bota a culpa no STF, a indústria do tabaco lucra bilhões vendendo doença e o SUS que paga a conta do tratamento de quem adoece — e esse custo quem arca é a classe trabalhadora, não o banqueiro.

Roberto Lima

04/05/2026

Marta, discordo de você. A Anvisa não está inventando nada, está cumprindo a lei que o Congresso aprovou. Esse papo de “mercado se regula” é conversa de quem nunca viu o estrago que cigarro faz na saúde pública. O STF tem que decidir se a Anvisa pode proteger a saúde, sim, e não ficar refém de lobby de indústria.

Clarice Historiadora

04/05/2026

Marta, com todo respeito, mas “o mercado se regula” é o tipo de frase que só funciona até a primeira crise sanitária. A Anvisa não é um superego, é uma agência reguladora criada justamente pra isso, e a OMS recomenda a restrição de aditivos desde 2012. O problema não é adulto fumando morango, é a indústria usando química pra mascarar a aspereza do tabaco e criar dependência mais rápido em quem nunca fumaria sem o cheirinho.

Marta Souza

04/05/2026

Lucas, você acertou em cheio. O STF não pode virar superego da sociedade, legislando gosto de cigarro. Adulto que quer fumar morango que pague o imposto dele e assuma o risco, sem tutela estatal. O mercado se regula, o que não pode é cada agência inventar regra sem passar pelo Congresso.

Bia Carioca

04/05/2026

Lucas, entendo seu ponto sobre o precedente, mas a Anvisa não tá inventando nada, ela tá cumprindo o papel dela de proteger a saúde pública, que é constitucional. O Congresso já teve décadas pra legislar sobre tabaco e não fez, agora querem desregulamentar na marra. Enquanto isso, o SUS banca o tratamento de quem adoece por causa do cigarro — e quem morre cedo é o trabalhador, não o acionista da Souza Cruz.

Lucas Moreira

04/05/2026

Cecília e Sofia, respeito o argumento de vocês, mas a questão é mais profunda: o STF está decidindo se a Anvisa pode legislar além da lei. Regulamentar sabor é uma coisa, mas definir política de saúde sem debate no Congresso é um precedente perigoso para qualquer setor da economia. Adulto que quer fumar mentolado que fume, o problema é o Estado escolhendo o gosto do seu cigarro.

Zé Trovãozinho

04/05/2026

Cecília e Sofia estão certíssimas. O Tonho Patriota acha que o STF não tem o que fazer, mas é justamente o STF que decide se a Anvisa pode ou não proteger a saúde pública. Liberar sabor artificial é voltar no tempo, a indústria do tabaco agradece enquanto o SUS paga o preço.

Cecília Ramos

04/05/2026

Sofia, você resumiu bem. A Anvisa não está proibindo adulto de fumar, está impedindo a indústria de maquiar veneno com cheirinho de morango pra fisgar criança. Quem defende liberdade de mercado nesse caso esquece que o SUS que paga a conta no final — e quem morre cedo é o povo da periferia, não o acionista da Souza Cruz.

Sofia García

04/05/2026

gente, mas a anvisa literalmente salvou vidas com a proibição dos aditivos e agora querem reverter isso? a indústria do tabaco rindo da nossa cara enquanto a saúde pública vai pro saco. Tonho Patriota, liberdade individual não inclui liberdade de viciar adolescente com sabor de chiclete, vc tá confundindo as coisas.

Tonho Patriota

04/05/2026

ESSE STF É UMA VERGONHA! AO INVÉS DE TÁ PREOCUPADO COM COISA SÉRIA, FICA QUERENDO MANDAR NA VIDA DOS OUTROS! TABAGISMO É PROBLEMA? VAI TOMAR BANHO! FAZ O L!

    Célia Carmo

    04/05/2026

    Vai tomar no cu, Tonho, tabagismo mata pobre enquanto patrão lucra, #ForaSTF? Não, #ForaPatriota!

Sargento Bruno

04/05/2026

Cecília, com todo respeito, mas seu comentário é o retrato do pensamento raso que está destruindo este país. Liberar sabor artificial em cigarro é abrir a porteira para a indústria viciar os jovens, e isso não tem nada a ver com liberdade individual. Enquanto o STF brinca de fazer política, a Anvisa, que deveria ser uma autoridade técnica respeitada, vira refém de lobby. O Brasil precisa de menos ideologia e mais disciplina nas instituições.

Cecília Alves

04/05/2026

Pessoal, vou na contramão aqui: o STF deveria era reduzir o escopo da Anvisa, não ampliar. Cada adulto sabe o risco de fumar, não precisa de um monte de burocrata decidindo se pode ou não ter saborzinho no cigarro. Deixem o mercado funcionar e cada um arque com suas escolhas.

Pedro Silva

04/05/2026

Pois é, o STF discutindo se solta ou não aditivo no cigarro, e o povo no meu carro tossindo igual caminhão véio. Pra mim isso é mais um round dessa briga de sempre: de um lado a Anvisa tentando fazer o trabalho dela, do outro a indústria do tabaco com lobby pesado. No fim das contas, quem paga o pato é o motorista que tem que desinfetar o banco depois de passageiro fumante.

Mariana Oliveira

04/05/2026

A leitura desse julgamento do STF sobre a Resolução 14/2012 da Anvisa me provoca uma inquietação que vai além do debate sobre aditivos e aromatizantes. Pedro, você tocou num ponto crucial ao mencionar a materialidade das ruas, e Mariana Ambiental foi certeira ao lembrar do agronegócio. Mas preciso adicionar uma camada que está sendo invisibilizada aqui: a dimensão racial e de gênero dessa política. Kimberlé Crenshaw, ao formular o conceito de interseccionalidade, nos ensina que as opressões não operam de forma isolada. Quando o STF flexibiliza a regulação do tabaco, não está apenas liberando um produto nocivo para todos; está, de forma estrutural, direcionando esse dano de maneira desproporcional para corpos negros e periféricos, especialmente mulheres negras chefes de família, que historicamente são alvo do marketing agressivo da indústria do tabaco em comunidades de baixa renda.

A discussão sobre biopolítica, levantada pelo Pedro Almeida e pelo João Silva, ganha contornos ainda mais perversos quando olhamos para os dados de morbidade. bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos lembra que a teoria precisa estar a serviço da prática libertadora, e aqui a prática é cruel: a indústria do tabaco sempre soube que a dependência química atinge mais fortemente populações com menor acesso a informação de qualidade, a serviços de saúde preventivos e a redes de apoio psicológico. Enquanto a elite branca pode pagar por terapias de reposição de nicotina e planos de saúde robustos, a mulher preta da periferia, que muitas vezes é a única provedora do lar, fica refém de um produto que lhe é vendido como alívio para o estresse do trabalho precarizado e da dupla jornada. O STF, ao enfraquecer a Anvisa, está chancelando essa hierarquia de vidas.

Outro ponto que me incomoda profundamente é a romantização do “direito de escolha” que os defensores da liberação costumam usar. A escolha pressupõe informação simétrica e condições materiais igualitárias, o que sabemos ser uma ficção no Brasil. Uma adolescente negra da Baixada Fluminense, exposta diariamente a outdoors e pontos de venda que associam o cigarro a uma falsa emancipação feminina, tem a mesma “liberdade de escolha” que um executivo branco no Itaim Bibi? A indústria do tabaco sempre utilizou estratégias de marketing racializadas, e a decisão do STF de permitir aditivos que tornam o cigarro mais palatável e viciante é um ataque direto à saúde dessa juventude periférica. Não podemos tratar isso como uma questão meramente técnica ou jurídica; é uma questão de justiça social e racial.

Por fim, concordo com a Mariana Ambiental que a discussão não pode parar na ponta do consumo. Precisamos de uma reforma agrária popular que ofereça alternativas econômicas reais para as famílias que hoje dependem da monocultura do tabaco, muitas delas no Sul do país, também em condições de exploração. Mas, enquanto essa transição não acontece, o Estado brasileiro tem o dever constitucional de proteger a vida, e isso passa por fortalecer a Anvisa como órgão regulador autônomo, e não por submetê-la aos interesses de um setor que historicamente lucra com a morte. O voto de cada ministro do STF nesse julgamento é, no fundo, um voto sobre qual vida merece ser vivida e qual vida pode ser descartada.

Pedro

04/05/2026

Pois é, Mariana Ambiental, você tocou num ponto que ninguém quer encarar. Sou motorista de app, passo o dia vendo bituca voando pela janela do carro, e o povo reclama do preço da gasolina mas joga dinheiro fora fumando. Enquanto o STF briga com a Anvisa, o IPVA da minha caminhonete não baixa e o cigarro continua caro e fedendo o banco de trás.

Mariana Ambiental

04/05/2026

Pessoal, a discussão tá boa mas falta um ponto: enquanto o STF decide sobre aditivos, o agronegócio do tabaco continua expandindo monocultivo que esgota solo e intoxiCA comunidades inteiras com agrotóxico. Agroecologia e reforma agrária popular são o caminho pra quebrar esse ciclo, não regulamentação meia-sola que mantém a estrutura de poder intacta.

Paulo Ribeiro

04/05/2026

O julgamento no STF sobre a Resolução 14/2012 da Anvisa não é apenas uma disputa técnica sobre aditivos e aromatizantes no tabaco; é um confronto direto entre a lógica do capital e o direito à saúde, como bem apontaram o Pedro Almeida e o João Silva ao evocar Foucault. O que está em jogo é a capacidade do Estado brasileiro de exercer seu poder regulatório em defesa da vida, contra os interesses de uma indústria que historicamente externaliza seus custos para o sistema público de saúde. A Anvisa, criada como fruto da luta por soberania sanitária, tem sido um dos poucos diques de contenção contra a enxurrada de doenças que o tabaco provoca, e enfraquecê-la agora é um retrocesso que cheira a conluio com o lobby tabaqueiro.

O Lucas Gomes tem razão ao pedir que olhemos para a materialidade do processo. Não estamos falando de um debate abstrato sobre liberdades individuais, como gostam de argumentar os defensores do mercado desregulado. Estamos falando de uma indústria que, desde os tempos do doutorado de Gramsci em Turim, aprendeu a usar a ciência para mascarar seus venenos. Os aditivos e aromatizantes não são um capricho estético; são uma estratégia calculada para tornar o cigarro mais palatável, especialmente para jovens e populações vulneráveis, criando uma dependência precoce que condena gerações inteiras a uma vida de doenças evitáveis. É a velha tática de maquiar a exploração com um sorriso, algo que Mariátegui já denunciava ao falar da “fachada moderna” do capitalismo periférico.

O argumento de que a proibição de aditivos fere a livre iniciativa é uma falácia liberal que ignora que a “liberdade” da indústria do tabaco sempre foi a liberdade de lucrar à custa da saúde alheia. O STF não pode se curvar a essa chantagem. Se a corte validar a posição da Anvisa, estará reafirmando que o Estado democrático de direito não é um mero espectador do mercado, mas um agente ativo na proteção dos direitos fundamentais. Do contrário, estará abrindo uma brecha perigosa, um precedente que pode ser usado para questionar qualquer regulação sanitária que incomode o capital, desde agrotóxicos até alimentos ultraprocessados.

Precisamos lembrar que o Brasil foi referência mundial no combate ao tabagismo, com políticas integradas que reduziram drasticamente o número de fumantes. Esse avanço não foi um presente do mercado, mas fruto de décadas de luta do movimento sanitário, de pesquisadores e de militantes da saúde pública. Desmontar esse arcabouço regulatório agora, sob o pretexto de um suposto “liberalismo econômico”, é uma traição à memória de todos que morreram de câncer de pulmão enquanto a indústria lucrava. É jogar no lixo a inteligência coletiva que construiu o SUS e a Anvisa.

Portanto, o que se espera do STF é coragem para não se deixar intimidar pelo poder econômico. Que os ministros leiam Althusser e entendam que o Estado não é um ente neutro; ele é um campo de batalha. E que, neste campo, a escolha entre proteger a vida ou o lucro das corporações define o tipo de sociedade que queremos ser. Fico na torcida para que a razão sanitária prevaleça sobre a razão cínica do capital.

Lucas Gomes

04/05/2026

A discussão levantada pelo Pedro Almeida e pelo João Silva sobre a biopolítica do tabaco é precisa, mas precisamos ir além da análise foucaultiana e encarar a materialidade do que está em jogo. O STF não está apenas debatendo a venda de cigarros com aditivos; está decidindo se o Estado brasileiro pode ou não exercer seu poder de proteção contra o capital predatório. A Resolução 14/2012 da Anvisa, que proíbe aditivos que tornam o cigarro mais palatável e viciante, é uma barreira sanitária contra a indústria que historicamente explora os corpos das classes trabalhadoras e dos povos originários. Enfraquecê-la é abrir as portas para que o mercado dite as regras da saúde pública, transformando vidas em estatísticas de lucro.

O comentário do Francisco de Assis acerta ao lembrar que a Anvisa foi fortalecida durante governos progressistas, mas acho que ele subestima a profundidade do lobby tabagista. Não se trata apenas de um “desgoverno passado” – a indústria do tabaco opera como um parasita transnacional que se infiltra em todos os governos, financiando campanhas e capturando agências reguladoras. O que vemos agora é a tentativa de reverter uma conquista civilizatória usando o argumento falacioso da “liberdade econômica”. Liberdade para quem? Para a Philip Morris continuar envenenando comunidades ribeirinhas e indígenas com seus produtos, enquanto lucra bilhões às custas do SUS?

E aqui entro em diálogo direto com a Ana Karine Xavante, cuja perspectiva decolonial é fundamental. O tabagismo no Brasil não é apenas uma questão de saúde pública; é uma ferramenta histórica de genocídio e controle social. Desde a colonização, o tabaco foi usado para explorar corpos indígenas e, depois, para viciar populações negras e pobres nas periferias. A regulamentação frouxa que o STF pode validar é a continuidade desse projeto colonial: manter os corpos descartáveis do capitalismo dopados, doentes e sem capacidade de luta. Cada bituca de cigarro descartada em um rio amazônico ou em uma favela é um símbolo dessa violência estrutural.

Por fim, é revoltante que, em plena crise climática e sanitária, o STF esteja perdendo tempo com esse debate enquanto a bancada do agro e do veneno avança no desmatamento e na flexibilização de agrotóxicos. A mesma lógica neoliberal que quer desregulamentar o tabaco é a que permite o envenenamento dos solos e das águas por latifúndios. Não podemos separar a luta contra o tabagismo da luta contra o extrativismo e a exploração capitalista. Se o STF ceder ao lobby, estará assinando um atestado de óbito para a soberania sanitária e ambiental do Brasil. A resistência precisa ser nas ruas, nos territórios e nos tribunais, unindo ecologistas, indígenas, movimentos populares e defensores da saúde pública.

João Silva

04/05/2026

Pedro Almeida, você foi cirúrgico ao trazer Foucault pra mesa. A biopolítica do tabaco é um caso clássico de como o capital gerencia a vida e a morte das populações periféricas. Enquanto a elite fuma charuto cubano em Ipanema, a regulação frouxa empurra o cigarro industrializado com aditivos viciantes pra molecada da baixada. O STF precisa entender que desregulamentar não é liberdade, é entregar a saúde pública ao mercado.

Francisco de Assis

04/05/2026

Ah, lá vem o STF de novo sendo usado pra enfraquecer a Anvisa, que foi fortalecida no governo Lula pra proteger o povo. Esse lobby do tabaco é a mesma gente que apoiou o desgoverno passado e quer ver o brasileiro doente e sem saúde pública. Enquanto isso, o Brasil avançou na regulação de cigarros e salvou milhões de vidas — agora querem jogar tudo no lixo. É dose!

Pedro Almeida

04/05/2026

Ana Karine, você tocou no nervo exposto do debate. A indústria do tabaco sempre soube que o melhor mercado é a periferia do capitalismo, onde a regulação chega tarde e a saúde pública já é precária. Lembremos que o próprio Foucault, em O Nascimento da Medicina Social, já mostrava como o biopoder opera: o Estado ora disciplina corpos, ora abandona populações inteiras à mercê do mercado. O que está em jogo no STF não é liberdade individual, é saber se a Anvisa manterá o poder de frear uma indústria que, historicamente, exporta doenças para os mais vulneráveis enquanto lucra com a morte lenta.

Padre Antônio Rocha

04/05/2026

Essa turma que chama de “liberdade” a permissão pra indústria do tabaco continuar envenenando nossos jovens e destruindo famílias precisa acordar. O Estado tem sim o dever de proteger a saúde pública, e a Anvisa age dentro da lei ao restringir aditivos que tornam o cigarro mais palatável e viciante. Defender a família de verdade é combater esse vício que leva tantos pais e filhos à morte precoce, não fazer o jogo do lobby.

    Ana Karine Xavante

    04/05/2026

    Padre Antônio, seu comentário toca num ponto que me parece central e que muitas vezes fica submerso nesse debate: a dimensão colonial do tabagismo no Brasil. Quando o senhor fala em defender a família e combater o vício, eu ouço também um eco de algo que vive na pele do meu povo. As comunidades indígenas são bombardeadas por políticas públicas que não existem e por produtos que matam. O cigarro chega nas aldeias muitas vezes trocado por trabalho escravo ou por promessas de desenvolvimento. A liberdade que essa turma defende é a liberdade do capital de extrair lucro de corpos vulneráveis, e isso tem cor, tem território e tem história.

    A Anvisa não está inventando um poder novo. Ela está usando a autoridade que a Constituição e as leis lhe deram para proteger a vida. E quando falamos de aditivos que tornam o cigarro mais palatável, estamos falando de uma estratégia deliberada de recrutamento de novos consumidores, especialmente jovens e pessoas em situação de pobreza. Isso não é liberdade de escolha, é manipulação química e psicológica. O Estado não está proibindo um adulto de fumar um cigarro comum; está dizendo que a indústria não pode enganar o paladar e a percepção de risco de ninguém para criar dependência mais rápido. É o mesmo princípio que proíbe a publicidade enganosa de remédios ou alimentos.

    O que me preocupa profundamente é como esse discurso de liberdade individual sempre aparece para desmontar mecanismos de proteção coletiva, mas nunca para questionar o poder econômico que concentra renda e destrói ecossistemas. A indústria do tabaco é a mesma que desmata territórios indígenas para plantar fumo, que explora mão de obra análoga à escravidão nas fazendas do Sul, que financia políticos para barrar a demarcação de terras. Defender a família de verdade, para mim, é também defender o direito do meu povo de não ter seu território envenenado por agrotóxicos usados na produção do tabaco que depois será vendido como “liberdade de escolha”. O Estado tem sim o dever de proteger a saúde pública, e isso inclui a saúde dos povos originários que nunca pediram para ser alvo desse lobby.

Samara Oliveira

04/05/2026

Gente, o Tiago Mendes e o João Batista acertaram em cheio. Sou evangélica e fico triste de ver irmãos defendendo o lobby do tabaco em nome de uma “liberdade” que só beneficia quem lucra com a morte dos mais pobres. Jesus nos chamou para cuidar do próximo, não para permitir que a indústria envenene nossas comunidades. A Anvisa tem que ter poder sim para proteger a saúde pública, isso é justiça social.

Eduardo Teixeira

04/05/2026

Pessoal, essa discussão perdeu o foco. O STF não está querendo liberar cigarro pra geral, está analisando se a Anvisa tem poder pra proibir aditivos e definir regras que, na prática, inviabilizam produtos lícitos. Sou contra cigarro, mas sou mais contra ainda o Estado decidir o que cada um pode consumir. Se o cara quer fumar, que pague seus impostos e arque com as consequências, sem custo pro SUS. Agora, proibir aditivo e manter o monopólio do cigarro tradicional é só proteger mercado de poucos.

    Mariana Alves

    04/05/2026

    Eduardo, você levanta um ponto que merece ser examinado com cuidado, porque ele toca no cerne de um debate que a teoria liberal clássica nunca resolveu satisfatoriamente: a fronteira entre liberdade individual e dano coletivo. Você diz que é contra o cigarro, mas mais contra o Estado decidir o que consumir. Essa posição tem uma elegância abstrata que se desmancha quando confrontada com a materialidade do sistema de saúde público brasileiro. O SUS não é um seguro privado onde cada um paga seu prêmio de risco individualizado. Ele é um fundo solidário financiado pelo conjunto dos trabalhadores e contribuintes. Quando alguém adoece por tabagismo — e não estou falando de um eventual, mas de uma causalidade epidemiológica robusta, com décadas de evidência — quem arca com o tratamento oncológico, as internações por DPOC e as cirurgias cardiovasculares é a sociedade inteira. A conta não fica com o fumante, ela é socializada. Portanto, a alegação de que “se o cara quer fumar, que arque com as consequências sem custo pro SUS” é uma ficção contábil. Não existe mecanismo de cobrança individualizada do custo real do tabagismo, e enquanto não existir, a regulação sanitária é o único instrumento que temos para evitar que a liberdade de um vire custo forçado para todos.

    Sua crítica ao suposto monopólio do cigarro tradicional também merece um exame mais detido. Você sugere que proibir aditivos seria uma forma de proteger o mercado de poucos. Ora, a indústria do tabaco no Brasil é um dos setores mais concentrados da economia, com duas ou três empresas controlando virtualmente todo o mercado de cigarros convencionais. Os aditivos — mentol, açúcares, aromatizantes — não são inovações de pequenos produtores artesanais; são ferramentas de marketing desenvolvidas em laboratório para reduzir a aspereza da fumaça, mascarar o gosto do tabaco e facilitar a iniciação de jovens. A Anvisa, ao restringir esses aditivos, não está criando monopólio; está, na verdade, enfrentando o oligopólio existente, que usa esses mesmos aditivos para fidelizar consumidores e dificultar a cessação. A proibição de aditivos é uma política de saúde pública baseada em evidências, adotada por dezenas de países, e não uma arbitrariedade burocrática.

    Por fim, acho que seu raciocínio opera numa dicotomia falsa entre Estado interventor e mercado livre, como se fossem as únicas alternativas. O que está em jogo não é se o Estado deve ou não regular, mas sim a quem serve a regulação. A regulação que existe hoje — que permite a comercialização de cigarros com aditivos, com embalagens atraentes e com propagandas indiretas — também é uma forma de intervenção estatal: ela protege os lucros da indústria em detrimento da saúde pública. A pergunta que você deveria se fazer não é “o Estado pode proibir?”, mas “por que o Estado historicamente escolheu não proibir e, mais do que isso, subsidiou o tabaco durante décadas?”. A resposta está no poder de fogo do lobby setorial, que financia campanhas, ocupa cadeiras no legislativo e captura agências reguladoras. Defender a liberdade individual contra o Estado, nesse contexto, é fazer o jogo de quem sempre usou o Estado para manter seus privilégios. A verdadeira liberdade, numa sociedade de classes, é a liberdade de não ser intoxicado por um sistema que lucra com sua dependência.

Clotilde Pátria

04/05/2026

Ah, Maura Santos, você ainda defende esses ministros? Eles querem liberar cigarro de novo, é um absurdo! Daqui a pouco vão liberar até maconha e acabar com a família brasileira. O STF só serve pra aprovar pauta comunista, e ninguém faz nada. Virou bagunça total, amigo, só Jesus na causa!

    Jeferson da Silva

    04/05/2026

    Clotilde, vou te falar a real: quem quer acabar com a família brasileira não é o STF, é patrão que terceiriza tudo, corta direito e ainda acha que cigarro é liberdade individual. Na fábrica, a gente vê o que o “deixa o povo decidir” faz: gente doente, sem plano de saúde e sendo demitida por gastar tempo no médico. Enquanto isso, o lucro do empresário só cresce. Isso sim é bagunça.

    Tiago Mendes

    04/05/2026

    Clotilde, com todo respeito, associar regulação sanitária a “pauta comunista” é um atalho que esconde o verdadeiro problema: o lobby bilionário da indústria do tabaco, que lucra com a doença e a morte dos mais pobres. Defender a família de verdade é defender políticas que protejam a saúde pública e não deixem o mercado decidir quem vive ou morre.

    João Batista

    04/05/2026

    Clotilde, a Bíblia que eu leio fala de Jesus defendendo os pobres e denunciando os que exploram o povo, não de usar o nome Dele pra proteger indústria que lucra com doença. Essa história de “pauta comunista” é cortina de fumaça pra esconder o lobby bilionário do tabaco que quer vender morte pra comunidade mais humilde.

Luiz Carlos

04/05/2026

Pois é, mais uma vez o STF querendo se meter onde não deve. Em vez de focar em segurança pública e reduzir impostos, ficam discutindo regulamentação de cigarro. O brasileiro já paga imposto demais, deixa o povo decidir o que quer consumir.

    Márcio Torres

    04/05/2026

    Luiz Carlos, entendo sua insatisfação com a carga tributária e o desejo de que o STF se concentre em segurança pública. Mas acho que você está confundindo duas coisas: uma é a discussão sobre a carga de impostos, que é um problema real, e outra é a competência do STF para interpretar a Constituição, que é exatamente o que está em jogo aqui. O STF não está legislando sobre o gosto do fumo; está avaliando se a regulamentação atual da Anvisa, que restringe aditivos e sabores no cigarro, fere princípios constitucionais. Isso não é “se meter onde não deve”, é cumprir o papel de guardião da lei. Se a Corte decidir que a Anvisa extrapolou, ela estará dizendo que o poder regulatório tem limites — e isso, ironicamente, deveria agradar quem defende menos intervenção estatal.

    O ponto central que você ignora é que o “deixar o povo decidir” é um argumento bonito na teoria, mas na prática esconde um problema de saúde pública colossal. O tabagismo não é uma escolha livre como a de comprar um sorvete de baunilha; é uma indústria que há décadas manipula a nicotina para maximizar a dependência e usa sabores doces para atrair adolescentes. Dados do INCA mostram que 90% dos fumantes começam antes dos 19 anos, e a maioria se arrepende depois. Quando você diz “deixa o povo decidir”, está ignorando que a decisão inicial raramente é informada e que o vício sequestra a capacidade de escolha futura. É como defender que a gente tire os cintos de segurança porque “cada um sabe o risco que corre”. Só que o custo do tratamento de doenças tabaco-relacionadas é bancado por toda a sociedade, via SUS. Não é uma questão de liberdade individual pura, é uma externalidade negativa que onera o coletivo.

    E sobre a segurança pública: a correlação entre tabagismo e criminalidade não é direta, mas o impacto indireto existe. Um sistema de saúde sobrecarregado por câncer de pulmão e DPOC desvia recursos que poderiam ir para segurança. Além disso, o tráfico de cigarros contrabandeados alimenta facções criminosas — e aí a regulamentação frouxa ou a falta de fiscalização acaba sendo um incentivo ao crime organizado. Se o STF flexibilizar as regras, não vai reduzir impostos nem melhorar a segurança; vai, no máximo, aumentar o lucro da Souza Cruz e da Philip Morris. O brasileiro já paga imposto demais, concordo, mas o caminho não é abrir mão da regulação sanitária para baratear o cigarro. O caminho é cobrar do Executivo e do Legislativo uma reforma tributária de verdade, não esperar que o Judiciário resolva o problema fiscal com canetadas.

    Maura Santos

    04/05/2026

    Luiz Carlos, essa ideia de “deixar o povo decidir” funcionou tão bem na ditadura que a gente sabe onde deu: apagão cultural, sucateamento da saúde pública e zero transparência. O STF tá justamente garantindo que a gente não volte pra esse passado tenebroso, viu?


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