Menu

Estudo em cérebros de insetos revela mecanismo que acelera IA e viabiliza robôs eficientes

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Estudo em cérebros de insetos revela mecanismo que acelera IA e viabiliza robôs eficientes. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Uma pesquisa da Universidade de Sheffield identificou mecanismos nos cérebros de insetos que podem inspirar sistemas de inteligência artificial mais eficientes em energia. O trabalho publicado na Nature Communications demonstra que […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Estudo em cérebros de insetos revela mecanismo que acelera IA e viabiliza robôs eficientes. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Uma pesquisa da Universidade de Sheffield identificou mecanismos nos cérebros de insetos que podem inspirar sistemas de inteligência artificial mais eficientes em energia.

O trabalho publicado na Nature Communications demonstra que moscas realizam movimentos oculares rápidos chamados saccades para sincronizar percepção e ação. Esses movimentos ativam no sistema nervoso uma modalidade de alta frequência que dispara sinais três vezes mais rápido que o normal.

O processo conhecido como high-frequency jumping elimina atrasos na comunicação neural. Com isso, os insetos conseguem desviar de perigos com precisão mesmo em alta velocidade.

O professor Mikko Juusola, da Escola de Biociências e do Instituto de Neurociência da Universidade de Sheffield, comandou a investigação. Juusola detalhou que a visão não opera como um fluxo passivo de dados, mas se adapta ativamente ao movimento corporal.

Essa integração garante que as informações visuais cheguem sem atraso ao centro de decisão. O pesquisador Jouni Takalo, também da Universidade de Sheffield, construiu um modelo estatístico que explica a organização dos sensores oculares.

O modelo mostra como os minúsculos receptores concentram o processamento nas áreas mais relevantes do campo visual durante manobras rápidas. O professor Aurel A. Lazar, da Universidade de Columbia, destacou a eficiência biológica alcançada por animais com recursos neuronais limitados.

Lazar observou que a combinação de movimento e percepção reduz drasticamente a demanda por grandes volumes de dados brutos. O professor Lars Chittka, especialista em ecologia sensorial e comportamental da Queen Mary University de Londres, enfatizou o potencial para a robótica.

Chittka indicou que a replicação desses princípios pode equipar robôs e veículos autônomos com capacidade superior de resposta em ambientes dinâmicos. A descoberta sugere que máquinas podem operar com algoritmos mais leves sem perder precisão ou velocidade de reação.

Aplicações incluem drones de resgate e carros autônomos que precisam decidir instantaneamente diante de mudanças súbitas no entorno. De acordo com o portal phys.org, o estudo indica um caminho para o desenvolvimento de tecnologias que imitam a arquitetura neuronal dos insetos.

Essa estratégia diminui o consumo de energia e a necessidade de hardware poderoso nos sistemas computacionais. Os pesquisadores concluem que a inteligência eficiente surge da interação dinâmica entre corpo e sentidos, abrindo caminho para sistemas de IA mais adaptáveis e robustos no mundo real.


Leia também: Estudo austríaco revela arquitetura primordial do cérebro e desafia o mito da ‘tábula rasa


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes