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Hezbolá promete resistência até a retirada total das tropas israelenses do Líbano

8 Comentários🗣️🔥 Bandeira do Hezbolá hasteada ao ar livre, com o sol ao fundo. (Foto: actualidad.rt.com) O vice-presidente do Conselho Político do Hezbolá, Mahmoud Qamati, declarou que os combatentes da resistência libanesa continuarão firmes até que o último soldado israelense deixe o território do Líbano. Qamati foi categórico: não haverá recuo enquanto essa condição não […]

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Bandeira do Hezbolá hasteada ao ar livre, com o sol ao fundo. (Foto: actualidad.rt.com)

O vice-presidente do Conselho Político do Hezbolá, Mahmoud Qamati, declarou que os combatentes da resistência libanesa continuarão firmes até que o último soldado israelense deixe o território do Líbano.

Qamati foi categórico: não haverá recuo enquanto essa condição não for integralmente cumprida. Suas declarações reforçam o discurso do secretário-geral do movimento, Naim Qassem, que afirmou que o inimigo jamais concretizará o projeto do ‘Grande Israel’, independentemente da intensidade de suas agressões.

A liderança do Hezbolá segue unificada na postura de resistência total diante das operações militares israelenses em curso no sul do país. Em resposta a incursões no distrito de Nabatiyeh, o movimento lançou ataques com mísseis contra uma base militar israelense em Balat.

O grupo também realizou ações de artilharia em Wadi al Jamal e empregou um drone suicida contra posições inimigas em Rashaf. A capacidade operacional permanece ativa mesmo sob pressão contínua.

Um cessar-fogo entre Tel Aviv e Beirute foi acordado em novembro de 2024, mas as forças israelenses continuam a realizar ataques no sul do Líbano. Conforme reportagem da RT, o Hezbolá interpreta a permanência das tropas israelenses em solo libanês como violação direta do acordo e justificativa para a continuidade da resistência armada.

A situação no sul do Líbano permanece volátil, com o movimento recusando qualquer negociação que não passe pela retirada completa das forças de ocupação. Suas lideranças rejeitam qualquer pressão diplomática que não inclua o cumprimento integral das condições territoriais estabelecidas.

O impasse evidencia a fragilidade do cessar-fogo, nunca plenamente respeitado pela parte israelense. Enquanto Israel mantiver presença militar no território, o Hezbolá sinaliza que tratará cada incursão como justificativa para novas operações de resposta.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Líder do Hezbollah afirma que Israel jamais alcançará projeto de Grande Israel


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Lucas Pinto

06/05/2026

O Tiago tocou num ponto que merece um desdobramento mais estrutural: a tal “simetria” entre ocupante e resistido é o truque retórico preferido do liberalismo de centro para esvaziar qualquer análise materialista do conflito. Não se trata de “violência dos dois lados”, como se fossem duas gangues brigando no mesmo patamar. Um lado tem tanques Merkava, drones Hermes, 3,8 bilhões de dólares anuais só de ajuda militar americana, e um lobby que pauta a política externa de potências ocidentais. O outro lado tem fuzis Kalashnikov, túneis cavados à mão e foguetes artesanais. Quando o Hezbollah diz que não vai recuar enquanto houver um soldado israelense no Líbano, ele está simplesmente verbalizando a lógica de qualquer movimento de libertação nacional: a ocupação é a violência originária, a resistência é a violência reativa. Quem confunde as duas está fazendo, conscientemente ou não, o jogo de quem quer naturalizar a ocupação como “fato consumado”.

O Rick, com seu anarcocapitalismo de buteco, acertou ao denunciar que ambos os lados são financiados por lógicas parasitárias — mas erra feio ao tratar o fenômeno como mero “roubo”. O que ele chama de parasitismo é, na verdade, a expressão periférica de um sistema mundial que produz zonas de exceção para garantir a circulação do capital. Israel não ocupa o sul do Líbano porque é “malvado”, mas porque a geopolítica do petróleo e a reconfiguração do Oriente Médio após 2003 exigiram um Estado-gendarme na região. O Hezbollah, por sua vez, não é uma “milícia religiosa” desconectada das massas: ele nasceu da resistência à invasão de 1982, se consolidou como rede de assistência social, escolas, hospitais e infraestrutura para a população xiita libanesa historicamente marginalizada pelo confessionalismo do Estado. Reduzir isso a “parasitismo” é ignorar que, na ausência de um Estado que proteja, a organização armada se confunde com a própria comunidade.

A Cecília, que não está mais aqui para se defender, mas cujo raciocínio ecoa em tantos comentaristas liberais, parece acreditar que o problema é de “falta de diálogo” ou “excesso de radicalismo”. Isso é o que Gramsci chamaria de hegemonia cultural funcionando a pleno vapor: a crença de que os conflitos históricos se resolvem na mesa de negociação, como se a mesa estivesse disponível para quem está sob bombardeio. A verdade é que não há “solução pacífica” enquanto um dos lados detiver o monopólio da violência legítima sancionado pelo Conselho de Segurança da ONU (leia-se: veto americano). Enquanto Israel puder contar com o escudo diplomático de Washington, qualquer “negociação” será apenas a formalização da rendição do lado mais fraco. O Hezbollah sabe disso. Por isso a promessa de resistência até a retirada total não é bravata — é a constatação de que, sem capacidade de impor custos militares ao ocupante, a retirada simplesmente não acontece.

Por fim, é curioso ver como a thread inteira, mesmo com divergências, opera dentro de um consenso implícito: o de que o Líbano é um tabuleiro onde as peças são movidas por atores externos. Ninguém pergunta: e a classe trabalhadora libanesa, o que ela ganha com essa guerra? O Hezbollah é, sim, um movimento de resistência legítimo contra a ocupação, mas também é parte do bloco histórico que sustenta o regime confessional e a economia de guerra que drena os recursos do país. A crítica marxista não pode se contentar em aplaudir a resistência anticolonial sem examinar seus limites internos — o que Foucault chamaria de microfísica do poder dentro do próprio movimento. Mas isso é conversa para outro comentário, porque hoje, com tanques na fronteira e crianças mortas sob escombros, a prioridade é uma só: que o último soldado israelense saia do Líbano. O resto vem depois.

Rick Ancap

06/05/2026

Mais um bando de parasita armado prometendo “resistência” enquanto a população trabalhadora paga o pato. Esses caras e o Estado de Israel são dois lados da mesma moeda: ambos vivem de roubo e violência.

    Tiago Mendes

    06/05/2026

    Rick, você acertou em parte ao denunciar a violência de ambos os lados, mas erra ao tratar a resistência como mero parasitismo — o trabalhador libanês que perdeu a casa num bombardeio não é parasita por querer defender o pouco que lhe resta, e comparar quem ocupa com quem resiste à ocupação é um falso equilíbrio que a Bíblia, com seu clamor por justiça para o oprimido, jamais endossaria.

Augusto Silva

06/05/2026

A Cecília, com sua cartilha liberal, acha que o problema do Oriente Médio se resolve com planilha de Excel e ajuste fiscal. Enquanto isso, Israel ocupa território alheio há décadas com o maior orçamento militar da região, bancado por 3,8 bilhões de dólares anuais dos contribuintes americanos. Mas claro, o problema é o financiamento iraniano ao Hezbollah, não os 7 bilhões que os EUA dão de mesada para Tel Aviv todo ano. É a velha história: para o liberal, ocupação é direito adquirido, resistência é terrorismo.

Lucas Andrade

06/05/2026

A Letícia tocou num ponto que a Cecília, na pressa liberal de “resolver o conflito”, prefere ignorar: a resistência armada não é um desvio de rota, é a materialização de uma história de violência estrutural que o Ocidente insiste em chamar de “defesa”. Enquanto o discurso hegemônico tratar a ocupação como um dado natural e a reação a ela como “terrorismo”, o ciclo se retroalimenta. O Hezbolá é sintoma, não causa — e desmontar o sintoma sem tocar na doença é só maquiagem de necropolítica.

Letícia Fernandes

05/05/2026

Cecília, sua análise, embora pragmaticamente correta ao apontar o financiamento via Irã, padece de um reducionismo liberal que trata a resistência armada como mero sintoma de uma “indústria da guerra”, quando na verdade ela é a expressão política de uma estrutura de classes e de um território ocupado. Você fala em “propriedade privada e paz” como se fossem categorias abstratas e universais, mas esquece que, no Líbano, a propriedade privada de grande parte da burguesia libanesa está atrelada ao capital financeiro internacional e aos interesses do sionismo, enquanto o campesinato do sul tem suas terras confiscadas e suas oliveiras queimadas por tanques Merkava. A paz que você invoca é a paz do mercado, a paz da submissão à ordem imperialista, não a paz da justiça social e da autodeterminação dos povos.

A declaração de Mahmoud Qamati, do Hezbolá, precisa ser lida à luz da dialética entre o nacionalismo anti-imperialista e a luta de classes no Oriente Médio. Não se trata de um “grupo armado” genérico, mas de uma organização que, desde 1982, cumpre um papel objetivo de defesa territorial que o Estado libanês, fraturado por seu caráter confessional e pela drenagem de sua soberania para potências estrangeiras, é incapaz de exercer. A resistência não é uma escolha ideológica abstrata; é a resposta material de uma população que, diante da violência sistemática do colonialismo israelense, não encontra outra via senão a guerra popular prolongada. Enquanto o capital internacional lucra com a destruição e a reconstrução, quem segura o fuzil é o filho do camponês e do operário.

Samara, sua perspectiva cristã é interessante, mas corre o risco de cair num moralismo ingênuo se não for acompanhada de uma análise concreta da situação concreta. A “justiça social” que você menciona, para ser efetiva, precisa romper com a caridade burguesa e abraçar a radicalidade da transformação das estruturas de poder. O Hezbolá não é um movimento messiânico; é uma frente que amalgama interesses de classes distintas sob a bandeira da resistência nacional. A verdadeira paz, como ensinou Rosa Luxemburgo, não é a ausência de conflito, mas a resolução das contradições que o geram. E enquanto a burguesia libanesa continuar a fazer negócios com Tel Aviv e Washington, enquanto o Estado libanês for refém do sectarismo e da dívida externa, a resistência armada será a única garantia de que o Líbano não se torne uma mera extensão do projeto sionista.

Portanto, não, Cecília, a paz não virá com o desarmamento do Hezbolá, mas sim com o desarmamento da lógica imperialista que sustenta Israel e com a expropriação das oligarquias que lucram com a guerra. A resistência é a consciência armada de um povo que se recusa a ser varrido da história. Enquanto houver um soldado israelense no sul do Líbano, a dialética da história continuará a produzir seus combatentes.

Cecília Alves

05/05/2026

Mais um grupo armado financiado com dinheiro de contribuintes (via Irã) prometendo resistência infinita. Enquanto isso, o contribuinte libanês paga a conta de uma guerra que nunca acaba. Propriedade privada e paz só virão quando esses senhores da guerra perderem o financiamento público.

    Samara Oliveira

    05/05/2026

    Cecília, entendo sua preocupação com os custos humanos e econômicos, mas será que a verdadeira paz vem de ignorar a ocupação e a opressão que geram essa resistência? Como cristã, acredito que justiça social não se constrói calando quem luta por sua terra, e sim enfrentando as raízes da desigualdade que alimentam esses ciclos de violência.


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