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Trabalhadores do Google DeepMind votam por sindicato contra uso bélico de IA

0 Comentários🗣️🔥 O logotipo da Google DeepMind em um edifício da empresa. (Foto: wired.com) Trabalhadores do Google DeepMind em Londres votaram pela criação de um sindicato para impedir que tecnologias de inteligência artificial sejam fornecidas a forças militares dos Estados Unidos e de Israel. O movimento pressiona a companhia a rever parcerias com forças armadas. […]

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O logotipo da Google DeepMind em um edifício da empresa. (Foto: wired.com)

Trabalhadores do Google DeepMind em Londres votaram pela criação de um sindicato para impedir que tecnologias de inteligência artificial sejam fornecidas a forças militares dos Estados Unidos e de Israel.

O movimento pressiona a companhia a rever parcerias com forças armadas. Os funcionários exigem maior transparência e responsabilização no desenvolvimento dos algoritmos.

A carta aberta dos trabalhadores exige que o Google reconheça formalmente o Communication Workers Union e o Unite the Union. A exigência surgiu do receio de que acordos com governos comprometam os princípios éticos da empresa.

O responsável pelas operações de tecnologia do Communication Workers Union no Reino Unido, John Chadfield, defendeu que a união dos trabalhadores é essencial. Chadfield ressaltou o risco de militarização de soluções de IA originalmente destinadas a usos civis.

A Alphabet retirou em fevereiro de 2025 das diretrizes corporativas a promessa de não desenvolver tecnologias para vigilância em massa e armamentos. O episódio gerou forte descontentamento entre funcionários do DeepMind que acreditavam na missão de beneficiar a humanidade.

De acordo com a Wired, o Google abriu caminho para o Pentágono utilizar suas ferramentas de inteligência artificial em qualquer finalidade considerada lícita pelo governo dos Estados Unidos. O Departamento de Defesa convidou Google, SpaceX e Microsoft para um projeto envolvendo redes classificadas.

A empresa defendeu suas parcerias com agências governamentais sob a justificativa de supervisão humana nas operações. Representantes do Google afirmaram que a companhia permanece alinhada a princípios que evitam o emprego de IA sem controles adequados.

O Alphabet Workers Union, criado em 2021 nos Estados Unidos, obteve pequenas conquistas apesar da falta de reconhecimento formal. Os trabalhadores do DeepMind na Inglaterra buscam agora um sindicato com enquadramento legal para fiscalizar os acordos considerados perigosos.

Os sindicalistas exigem o fim dos acordos com as forças armadas de Israel. Pleiteiam ainda a imposição de limites claros ao uso de algoritmos em cenários de guerra ou vigilância massiva.

Os profissionais temem um enxugamento de vagas diante da adoção acelerada de processos automatizados. Eles demandam garantias para a manutenção de postos de trabalho em meio ao avanço da inteligência artificial.

Caso o Google se recuse a negociar o reconhecimento sindical, um comitê de arbitragem poderá ser acionado. Os signatários destacam que não pretendem impedir o progresso da pesquisa, mas garantir que ele respeite valores éticos.

O laboratório DeepMind tem se consolidado de forma crescente em Londres. O Communication Workers Union avalia que o movimento pode inspirar profissionais de outras empresas de tecnologia no Reino Unido.


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