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Cuba acusa EUA de intenção genocida com novas sanções de Trump

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Chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla em coletiva de imprensa, com a bandeira de Cuba ao fundo. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o governo dos Estados Unidos de revelar uma intenção genocida contra o povo cubano por meio das novas sanções impostas.

O chanceler cubano descreveu as medidas como um castigo coletivo que confirma a verdadeira face da política hostil mantida por Washington contra Havana. Rodríguez afirmou que as ações lideradas por Donald Trump demonstram a falsidade dos pretextos utilizados para justificar o bloqueio econômico de longa duração.

Ele apontou que tais sanções partem da suposição de que os Estados Unidos possuem o poder de impor sua vontade sobre outros governos e ameaçar seus cidadãos e empresários. As novas medidas foram anunciadas pelo secretário de Estado Marco Rubio e têm como alvos principais o Grupo de Administração Empresarial S.A., conhecido como Gaesa, e a mineradora Moa Nickel S.A.

De acordo com as autoridades norte-americanas, o Gaesa controla cerca de 40% da economia cubana e gera receitas anuais de até 20 bilhões de dólares. A Moa Nickel S.A. opera como uma joint venture entre a companhia canadense Sherritt International e a estatal cubana Compañía General de Níquel.

A presidente executiva da Gaesa, Ania Guillermina Lastres Morera, também foi sancionada de forma pessoal pelos Estados Unidos. Rubio defendeu as medidas como essenciais para a segurança nacional americana e advertiu que novas sanções podem ser aplicadas nas próximas semanas.

O chefe da diplomacia norte-americana indicou que o propósito final das ações consiste em promover mudanças no comportamento das autoridades de Havana. Essas sanções têm como base uma ordem executiva assinada por Trump que declarou emergência nacional, acusando Cuba de se alinhar com países hostis e de abrigar grupos terroristas transnacionais.

O texto da ordem acusa ainda Cuba de permitir a instalação de capacidades militares e de inteligência da Rússia e da China em seu território. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel respondeu classificando as ações como evidência da “natureza fascista, criminosa e genocida” da administração Trump.

Díaz-Canel criticou o uso dos interesses do povo americano para objetivos pessoais, conforme divulgado pelo Cubadebate, e reafirmou o compromisso de Cuba com a defesa de sua soberania e integridade territorial. O bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba já se estende por mais de seis décadas e é amplamente condenado pela comunidade internacional a cada ano na Assembleia Geral da ONU.

As novas medidas intensificam as dificuldades da economia cubana, que sofre os efeitos acumulados do embargo unilateral mantido por Washington. O governo cubano rejeita categoricamente as acusações norte-americanas e mantém sua posição de resistência frente à pressão coercitiva.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Cuba condena sanções dos EUA por sufocar economia e violar soberanias


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