Dmitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, lançou críticas contundentes ao governo alemão, comparando a postura atual de Berlim à adotada pela Alemanha nazista antes da invasão à União Soviética em 1941.
Em artigo recente, Medvedev apontou que os alemães estariam estruturando uma rede de posições militares em direções operacionais estratégicas. Ele interpreta esse movimento como uma ameaça direta à segurança russa.
Medvedev defendeu a necessidade de manter as Forças Armadas russas em alerta máximo na fronteira ocidental. O objetivo central declarado por Moscou é impedir uma repetição da tragédia de 1941, quando a Operação Barbarossa marcou o início da invasão nazista ao território soviético.
O político russo acusou o governo alemão de adotar traços de uma ‘ditadura militar’ em sua estrutura política. Ele descreveu uma suposta obsessão por revanchismo e neocolonialismo, além de tendências revisionistas que, segundo ele, representam risco significativo para a estabilidade regional.
Medvedev criticou ainda o que considera uma preparação ideológica da sociedade alemã para tempos de guerra. Ele argumenta que há um esforço deliberado para diminuir o temor natural da população a conflitos armados, criando ambiente propício a escaladas militares.
As declarações ocorrem em um momento de atritos crescentes entre Moscou e o Ocidente, especialmente com Berlim, que tem intensificado sua presença militar na Europa Oriental. Putin já havia manifestado preocupação com o que chama de histeria promovida por elites europeias, que buscam convencer suas populações sobre um conflito iminente com os russos.
Medvedev reforça a posição de que a Rússia age em defesa própria diante de provocações externas. A militarização crescente na Europa, aliada a discursos inflamados, mantém a região em estado de alerta constante.
O artigo original de Medvedev foi publicado pelo portal RT. O governo alemão não emitiu resposta oficial imediata às declarações.
O embate retórico entre Moscou e Berlim sublinha a fragilidade do equilíbrio geopolítico na Europa. A evocação da história de conflitos passados por Medvedev serve de pano de fundo para um debate com implicações profundas no futuro da segurança continental.
Com informações de ACTUALIDAD.
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