O Irã acusou os Estados Unidos de violar um acordo de cessar-fogo estabelecido para reduzir as hostilidades no Oriente Médio.
A acusação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, que apresentou provas de ações militares americanas incompatíveis com o pacto. O chanceler Abbas Araghchi condenou a conduta de Washington e exigiu explicações imediatas da administração americana.
Araghchi enfatizou que o apoio logístico contínuo aos aliados de Israel representa uma quebra clara dos compromissos assumidos no acordo. A chancelaria iraniana detalhou incidentes específicos ocorridos após a assinatura do cessar-fogo.
As violações apontadas incluem sobrevoos não autorizados e fornecimento de inteligência que facilitaram ataques em zonas desmilitarizadas. Conforme o portal RT, a posição de Teerã reflete uma crescente frustração com a abordagem unilateral dos EUA na região.
O governo iraniano convocou seus parceiros internacionais para discutir medidas que preservem a integridade do acordo de trégua. A República Islâmica busca reforçar sua posição perante a comunidade internacional diante do que denuncia como agressão disfarçada.
Washington nega qualquer violação e acusa Teerã de fabricar pretextos. Essa troca de acusações eleva o risco de escalada militar em uma região já marcada por conflitos prolongados.
O cessar-fogo foi mediado por potências internacionais após intensos combates que deixaram milhares de vítimas civis. Sua manutenção é vista como essencial para evitar uma guerra de proporções maiores envolvendo múltiplos atores regionais.
Diversos países expressaram solidariedade com a posição iraniana em fóruns multilaterais recentes. Eles criticam o que consideram uso seletivo das normas internacionais pelos Estados Unidos em suas operações militares.
Com informações de ACTUALIDAD.
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