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Paulo Pimenta defende CPI do Banco Central e cobra transparência no Congresso

0 Comentários🗣️🔥 O deputado federal Paulo Pimenta, líder do governo Lula na Câmara. (Foto: cartacapital.com.br) O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), defendeu a instalação de uma CPI para investigar as fraudes no Banco Master. Ele se posicionou após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que teve como […]

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O deputado federal Paulo Pimenta, líder do governo Lula na Câmara. (Foto: cartacapital.com.br)

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), defendeu a instalação de uma CPI para investigar as fraudes no Banco Master. Ele se posicionou após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Nas redes sociais, Pimenta afirmou que as investigações revelam conexão direta entre o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e o esquema apelidado de ‘BolsoMaster’. O parlamentar alertou que o Congresso Nacional deve agir com firmeza para evitar qualquer tentativa de encobrimento das apurações.

Segundo Pimenta, não pode haver suspeita de acordão para abafar as investigações sobre o caso. Ele defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional e de uma CPI específica na Câmara dos Deputados.

Pimenta argumentou que o povo merece investigação rigorosa e a responsabilização de todos os envolvidos no esquema. O deputado citou que órgãos como o Banco Central, o Ministério da Fazenda, o INSS e o gabinete da Presidência da República aparecem nas investigações como cercados por operadores das fraudes.

Os presidentes das duas Casas do Congresso resistem à instalação das comissões parlamentares. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem ignorado os requerimentos, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não abriria a CPI por causa do ano eleitoral.

As investigações da Polícia Federal apontam que o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagava até quinhentos mil reais mensais ao senador Ciro Nogueira. Há indícios de que Nogueira atuou para aprovar emenda que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de duzentos e cinquenta mil para um milhão de reais por depositante.

Mensagens interceptadas revelam que Vorcaro comemorou o fato de o texto da emenda ter sido reproduzido integralmente conforme suas orientações. Os investigadores identificaram ainda a aquisição de participação societária de treze milhões de reais por apenas um milhão de reais, entre outros benefícios.

Repasses mensais de valores elevados, o uso gratuito de um imóvel de luxo e o custeio de viagens internacionais completam a lista de vantagens indevidas apontadas pela operação. A defesa do senador Ciro Nogueira, conduzida pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, nega todas as acusações e promete colaboração plena com a Justiça.

O caso representa desafio direto ao Poder Legislativo, que precisa decidir sobre a abertura das investigações. Conforme detalhado pela Carta Capital, as declarações de Pimenta aumentam a pressão por transparência no Congresso Nacional.


Leia também: Paulo Pimenta defende CPI para investigar fraudes no Banco Master


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