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Astrônomos medem em tempo real jatos de buraco negro com potência de 10 mil sóis

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração artística de um buraco negro com jatos de energia e uma estrela. (Foto: phys.org) Cientistas mediram pela primeira vez a potência dos jatos de um buraco negro de forma instantânea, registrando energia equivalente à de 10 mil sóis. O objeto analisado é o sistema binário Cygnus X-1, situado a 7.200 anos-luz da […]

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Ilustração artística de um buraco negro com jatos de energia e uma estrela. (Foto: phys.org)

Cientistas mediram pela primeira vez a potência dos jatos de um buraco negro de forma instantânea, registrando energia equivalente à de 10 mil sóis.

O objeto analisado é o sistema binário Cygnus X-1, situado a 7.200 anos-luz da Terra na constelação do Cisne. Ele contém o primeiro candidato a buraco negro identificado pela ciência, há mais de 50 anos.

Uma estrela supergigante azul integra o sistema e alimenta o buraco negro com gases enquanto seus ventos moldam os jatos emitidos. Os jatos se deslocam a 355 milhões de milhas por hora, o que corresponde a aproximadamente metade da velocidade da luz.

O professor da Universidade de Oxford Steve Prabu comandou o trabalho, que teve início durante sua passagem pela Curtin University, na Austrália. A investigação contou com monitoramento de 18 anos realizado por uma rede global de telescópios de alta resolução.

Os pesquisadores notaram que os jatos exibem comportamento dinâmico, descrito como “dançante”. Os ventos estelares da supergigante azul são os principais responsáveis por essa configuração.

As modelagens computacionais revelaram que os jatos carregam 10% de toda a energia gerada enquanto a matéria é tragada pelo buraco negro. Essa fração representa uma parcela significativa do balanço energético do sistema.

Até então, as estimativas sobre a potência dos jatos eram obtidas por médias calculadas ao longo de milênios de atividade. A inovação permitiu registrar valores instantâneos e abriu caminho para análises mais refinadas.

Os jatos influenciam a formação de galáxias e outras estruturas cósmicas ao produzirem choques e turbulências no meio interestelar. Esses processos são centrais para a compreensão de como o universo se organiza em larga escala.

A rede de telescópios espalhados pelo planeta permitiu a coleta simultânea de dados em múltiplas frequências. Essa colaboração internacional foi decisiva para o sucesso da medição em tempo real.

A equipe pretende utilizar a mesma abordagem em outros sistemas binários que hospedam buracos negros de massa estelar. A expansão do estudo deve trazer comparações valiosas sobre a emissão de jatos em diferentes ambientes.

O trabalho foi publicado na revista Nature Astronomy e já é considerado um marco na área. Informações complementares estão disponíveis no portal Phys.org.


Leia também: Astrônomos revelam estruturas colossais apontando para o buraco negro da Via Láctea


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