Pesquisadores da Universidade de Cambridge criaram um processo inovador para converter resíduos plásticos e o ácido sulfúrico de baterias descartadas em compostos químicos de alto valor.
A abordagem emprega energia solar por meio da fotocatálise e representa um avanço significativo para a economia circular. O estudo foi publicado na revista Angewandte Chemie International Edition.
Os cientistas detalham como o ácido de baterias automotivas é usado para decompor plásticos como PET de garrafas de água, nylon e poliuretano em monômeros solúveis. Esses monômeros fornecem hidrogênio e elétrons para a produção de anilinas utilizadas em corantes, medicamentos e plásticos.
Os métodos convencionais dependem de hidrogênio obtido de combustíveis fósseis e exigem altas temperaturas e pressões. O novo catalisador — sulfeto de molibdênio de cobalto, ou CoMoS2 — permite rendimentos de até 99% mesmo em condições ácidas.
A energia para a reação vem de luz solar simulada, o que demonstra viabilidade sustentável. A técnica reduz as emissões de carbono em até 77% em comparação aos processos tradicionais.
A integração entre hidrólise ácida e fotocatálise promove a manufatura química circular. De acordo com o portal Phys.org, o método resolve simultaneamente a poluição plástica e a demanda por processos industriais mais verdes.
Os pesquisadores destacam o baixo custo e a alta seletividade do catalisador desenvolvido. A descoberta abre caminho para o reaproveitamento de resíduos em escala industrial ao redor do mundo.
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