Pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura desenvolveram um catalisador que viabiliza o uso de amônia para gerar calor de alta qualidade, eliminando emissões de carbono em setores como produção de aço, cimento e químicos.
O material é composto por átomos individuais de platina distribuídos sobre uma base de alumina reforçada com zircônia. Ele permite a ignição da amônia a 215 graus Celsius, com queima estável que atinge 1.100 graus Celsius.
A reação produz nitrogênio e água como subprodutos principais, com níveis mínimos de óxidos de nitrogênio. O professor Yan Ning, do Departamento de Engenharia Química e Biomolecular da universidade, liderou o projeto.
A amônia é gerada a partir de ar, água e eletricidade renovável, o que a posiciona como combustível promissor para a indústria. Desafios técnicos anteriores impediam sua adoção em larga escala em processos de alta temperatura.
O catalisador supera barreiras de ignição difícil, combustão lenta e emissões elevadas de poluentes. Testes revelaram que o desempenho do material melhorou após a primeira utilização.
O material manteve estabilidade completa durante 80 horas de operação contínua em temperaturas extremas. O professor He Qian, do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais, observou que a estrutura impede o agrupamento dos átomos de platina.
O autor principal do estudo, Du Yankun, afirmou que a equipe busca agora testes em escala piloto com equipamentos industriais. Os experimentos incluirão fornos, turbinas a gás e reatores projetados para altas temperaturas.
A tecnologia contribui para a descarbonização de setores que respondem por grande parte das emissões industriais globais. Detalhes completos do estudo foram publicados na revista Joule, conforme reportagem do portal Phys.org.
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