A renda média mensal dos brasileiros atingiu um recorde histórico de R$ 3.367 em 2025, com alta de 5,4% ante 2024 e de 8,6% em relação a 2019.
A pesquisa Rendimento de Todas as Fontes 2025 foi apresentada na última sexta-feira. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e confirmam a recuperação dos rendimentos da população.
A Região Centro-Oeste lidera o ranking com renda média de R$ 4.052. As regiões Sul e Sudeste registram R$ 3.859 e R$ 3.855, respectivamente.
As regiões Norte e Nordeste têm as menores rendas médias mensais: R$ 2.572 e R$ 2.282. Os números evidenciam as desigualdades econômicas persistentes entre as regiões do país.
O trabalho remunerado é a principal fonte de renda e representa 47,8% do total. Aposentadorias e pensões contribuem com 13,8% da renda mensal apurada.
Os programas sociais do governo equivalem a 9,1% dos rendimentos. Pensões alimentícias, doações e mesadas de não moradores somam 2,3% do total.
Aluguéis e arrendamentos representam 1,9% da renda, segundo o levantamento. Esses dados detalham a composição dos ganhos das famílias.
A massa de rendimento mensal do trabalho chegou a R$ 361,7 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% comparado a 2019. O rendimento médio do trabalho subiu 5,7% no período.
67,2% da população — 143 milhões de pessoas — possuem algum tipo de renda mensal, segundo o IBGE.
Com informações de Metrópoles.
Leia também: Rendimento do trabalho atinge recorde histórico no Brasil, aponta IBGE
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Marcus Almeida
09/05/2026
R$ 3.367 de média? Enquanto isso o governo gasta fortunas com ideologia de gênero e mamata pra ONG que odeia a família, o trabalhador honesto mal consegue comprar um saco de arroz. Cadê o respeito ao dinheiro suado de quem acorda cedo e não pede esmola?
Lucas Pinto
09/05/2026
Marcus, seu comentário repete o mesmo fetiche moral que já apareceu aqui antes: a tal “ideologia de gênero” como bode expiatório de uma crise estrutural. Vamos aos fatos concretos, já que você invoca o “dinheiro suado do trabalhador”. O orçamento federal para políticas de diversidade e combate à violência de gênero em 2024 foi algo em torno de 0,02% do PIB – um valor irrisório perto dos R$ 500 bilhões anuais que o Estado brasileiro gasta só com o serviço da dívida pública, a maior parte dela para bancos e rentistas. Enquanto você perde tempo com essa obsessão por supostas “mamatas” em ONGs que “odeiam a família”, o verdadeiro ralo do seu suor está no sistema financeiro, que suga o orçamento público sem gerar um leito de UTI, uma escola ou um prato de comida. O “trabalhador honesto que acorda cedo” não está sendo roubado por professoras discutindo gênero na sala de aula, mas por um modelo econômico que transfere renda de quem trabalha para quem vive de juros e especulação.
Você fala em “respeito ao dinheiro suado”, mas parece ignorar que a renda média recorde de R$ 3.367 é, na verdade, a média de uma distribuição profundamente desigual. O IBGE mostra que os 10% mais ricos ganham 14 vezes mais que os 40% mais pobres. Esse “recorde” é puxado pelo topo da pirâmide, enquanto a base continua se virando com menos de um salário mínimo. O que você chama de “governo gastando fortunas” é, na verdade, o custo mínimo para manter de pé uma ficção de estado social que mal arranha a superfície da desigualdade. Enquanto isso, a reforma trabalhista e a Previdência que você provavelmente apoiou (ou ao menos não criticou) já retiraram direitos que garantiam algum piso de dignidade a quem “acorda cedo há 40 anos”. O problema não é a “ideologia” na escola, é a ideologia do mercado que transforma o trabalhador em empreendedor de si mesmo, responsável por sua própria miséria.
E sobre essa história de “ONG que odeia a família”: que família é essa que você defende? A família real brasileira, que vive de privilégios e não paga impostos? A família do agronegócio, que recebe bilhões em subsídios e desmata a Amazônia? Ou a família do trabalhador que precisa de dois empregos para sustentar os filhos e ainda ouve que o culpado é o professor que ensina a respeitar a diversidade? O discurso da “família tradicional” é um dispositivo de controle, como bem mostrou Foucault: ele desvia a atenção das relações de poder reais para focar em pânicos morais fabricados. Enquanto você se indigna com uma suposta “mamata” de ONGs que mal existem, a verdadeira mamata – os juros altos, a sonegação fiscal dos super-ricos, a precarização do trabalho – segue intocada. O “trabalhador honesto” que você invoca merece mais do que ser usado como fantoche numa guerra cultural que só beneficia quem lucra com a miséria alheia.
Eduardo Nogueira
09/05/2026
R$ 3.367 de média? Tá bom então, mas pergunta pro povo na fila do SUS se sente esse recorde na carteira. Enquanto isso, o MST continua ocupando terra e a galera do “meu corpo minhas regras” quer aumentar imposto. Brasil tá virando piada.
Maura Santos
09/05/2026
Eduardo, o SUS tá cheio justamente porque o apagão dos governos que você defende deixou o país sem leitos e sem prevenção, enquanto o MST ocupa terra improdutiva que seu ídolo político nunca deu função social. E essa galera do “meu corpo minhas regras” não quer aumentar imposto, quer é que o Estado pare de meter a mão no bolso dos outros pra bancar moralismo enquanto a fila do SUS só cresce.
Helton Barros
09/05/2026
R$ 3.367 de média? Me poupe. Enquanto isso o governo gasta rios de dinheiro com ideologia de gênero nas escolas e mamata pra ONGs que odeiam a família brasileira. Cadê o respeito ao dinheiro suado do trabalhador que acorda cedo e não pede esmola?
Ronaldo Pereira
09/05/2026
Helton, você caiu no conto do patrão: enquanto discute fantasma de ideologia de gênero, o salário mínimo real mal dá pra pagar aluguel e o arrocho na Previdência já comeu a aposentadoria de quem acorda cedo há 40 anos. Bota a culpa no verdadeiro ladrão do seu suor, que é o dono da fábrica, não o professor da escola pública.
Carlos Meirelles
09/05/2026
Recorde nominal que não conta a história real. Esses R$ 3.367 mal acompanham a inflação de alimentos e aluguel dos últimos anos. O que realmente precisamos é de menos carga tributária sobre o emprego formal e mais liberdade para o empreendedor gerar vagas de qualidade. Enquanto o governo gastar como se não houvesse amanhã, o poder de compra do brasileiro continuará sendo corroído.
João Silva
09/05/2026
Carlos, discordo de você no diagnóstico, mas concordo na conclusão sobre o poder de compra. O problema não é carga tributária, é que a renda do trabalho nunca foi descolada da produtividade — e enquanto a reforma trabalhista precarizou vínculos, esse recorde nominal só escamoteia a concentração de renda. Menos Estado não gera vaga de qualidade, gera Uber e iFood.