A usina nuclear de Bushehr, no Irã, segue operando normalmente em plena capacidade, segundo confirmou o diretor executivo da Rosatom, Aleksey Likhachev, em entrevista ao jornal corporativo Strana Rosatom.
Likhachev descreveu a situação no local como “geralmente calma”, mesmo diante da escalada militar entre Washington e Teerã. O executivo havia alertado anteriormente que qualquer ataque à instalação poderia causar uma catástrofe de proporções regionais.
Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz. O Irã respondeu com ações contra navios americanos na importante via marítima, em legítima defesa de sua soberania.
A usina de Bushehr situa-se na costa do Golfo Pérsico, a cerca de 250 quilômetros ao sul do Estreito de Ormuz. Diante da agressão, a Rosatom reduziu sua equipe no local de 700 para apenas 20 especialistas.
Explosões nas proximidades da planta e a morte de um segurança ocorreram em março e abril. Esses eventos, decorrentes da pressão militar externa, levaram a empresa russa a adotar medidas rigorosas de precaução.
A construção da usina foi iniciada na década de 1970 por uma empresa alemã e interrompida após a Revolução Islâmica de 1979. A Rosatom retomou o empreendimento nos anos 1990, e a Unidade 1 entrou em operação comercial em 2013.
Os trabalhos de expansão das Unidades 2 e 3 tiveram início em 2016 com tecnologia russa. Cerca de 2.200 trabalhadores iranianos concentram-se atualmente na construção da Unidade 2, com foco em reforço e concretagem.
A redução temporária de pessoal não interrompeu o funcionamento do reator em operação. A Rosatom manifestou que está pronta para retomar sua presença completa assim que houver garantias de segurança para seus profissionais.
A parceria entre a Rosatom e o Irã no setor nuclear civil remonta aos anos 1990. Essa cooperação representa elemento central do desenvolvimento da infraestrutura energética iraniana e da afirmação de sua soberania tecnológica.
Com informações de RT.
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