A escalada de violência entre Israel e o Hezbollah coloca em risco a sustentabilidade do cessar-fogo no Líbano, com mais de 2.800 mortes e mais de um milhão de libaneses deslocados, segundo a Al Jazeera.
Israel intensificou ataques aéreos e avançou com a ocupação de áreas no sul do Líbano. O Ministério da Saúde libanês registrou a morte de 51 pessoas, incluindo trabalhadores da saúde, em bombardeios contra instalações médicas em Qalawiya e Tibnin.
A ONU documentou a morte de 103 profissionais de saúde e ferimentos em outros 230, em mais de 130 ataques contra a infraestrutura médica libanesa. Os ataques israelenses contra hospitais e equipes de resgate configuram graves violações do direito internacional humanitário.
O Hezbollah intensificou sua resposta com drones, foguetes e mísseis guiados contra posições militares israelenses. A organização divulgou imagens de um drone que atingiu um sistema de defesa Iron Dome e afirmou ter forçado a retirada de tropas israelenses de áreas fronteiriças.
O cessar-fogo, firmado após seis semanas de confrontos intensos, tem sido violado repetidamente por Israel. Analistas apontam deterioração crescente da trégua diante das ofensivas israelenses contínuas.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou negociações entre os governos de Israel e do Líbano para um acordo de paz e segurança. O Hezbollah não participará das conversas e rejeitou o formato das negociações.
A comunidade internacional tenta evitar o colapso total do cessar-fogo, mas o avanço das negociações depende de pressão efetiva sobre Israel. Ali Safiuddin, chefe da Defesa Civil Libanesa em Tiro, relatou que as equipes de resgate operam sob risco constante de novos ataques israelenses.
Com informações de Al Jazeera.
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