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Irã expande zona de controle no estreito de Ormuz para 500 km e declara rota como área operacional

37 Comentários🗣️🔥 Um navio cargueiro e uma embarcação menor navegam pelo Estreito de Ormuz. (Foto: actualidad.rt.com) A República Islâmica do Irã anunciou uma expansão radical de sua zona de controle no estreito de Ormuz, ampliando o perímetro de 20 a 30 milhas náuticas para mais de 200 a 300 milhas — o equivalente a 500 […]

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Um navio cargueiro e uma embarcação menor navegam pelo Estreito de Ormuz. (Foto: actualidad.rt.com)

A República Islâmica do Irã anunciou uma expansão radical de sua zona de controle no estreito de Ormuz, ampliando o perímetro de 20 a 30 milhas náuticas para mais de 200 a 300 milhas — o equivalente a 500 quilômetros. O anúncio representa uma reconfiguração profunda da concepção iraniana de soberania marítima na região.

O comunicado foi feito por Mohammad Akbarzadeh, adjunto político das Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI). Segundo ele, o estreito deixou de ser definido como uma área limitada ao redor de ilhas como Ormuz e Hengam e passou a abranger uma vasta faixa operacional que se estende das costas dos condados de Jask e Sirik até além da ilha de Tunb.

“Em outras palavras, o estreito de Ormuz se expandiu e se tornou uma vasta área operacional, de uma largura de 20 a 30 milhas no passado para mais de 200 a 300 milhas, ou seja, 500 quilômetros. É uma meia-lua completa”, declarou o oficial, conforme reportou o portal RT en Español.

Akbarzadeh deixou claro que a República Islâmica monitora “com atenção e autoridade todos os movimentos regionais” e não permitirá “nenhum tipo de intrusão em suas águas e interesses”. O Exército iraniano, segundo ele, “defenderá a integridade territorial e as águas do país com todas as suas forças”.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de tensão aguda no Golfo Pérsico, com o Irã e os EUA envolvidos em um impasse naval e econômico de proporções crescentes. Teerã sinalizou a intenção de regulamentar o trânsito de navios comerciais e petroleiros pelo estreito, exigindo coordenação prévia com suas Forças Armadas antes de qualquer passagem pela rota.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que o bloqueio naval ordenado pelo presidente Donald Trump contra o Irã segue sendo aplicado, com forças americanas tendo desviado dezenas de navios mercantes e imobilizado embarcações para impedir que entrassem ou saíssem de portos iranianos. A tensão é, portanto, bilateral e envolve diretamente as maiores potências militares da região.

O Irã iniciou o bloqueio parcial do estreito como resposta ao que Teerã classifica como agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o território persa. Ao expandir juridicamente e militarmente sua zona de controle para 500 quilômetros, o país sinaliza que qualquer movimento naval na região passa a ser tratado como potencial intrusão em suas águas soberanas.

O estreito de Ormuz é a artéria energética mais sensível do planeta, por onde transita cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. A transformação dessa rota em uma “meia-lua operacional” de 500 quilômetros coloca sob escrutínio iraniano um corredor que abastece mercados da Europa, Ásia e América — com impacto direto sobre preços do petróleo, seguros marítimos e rotas de navegação que cruzam o mar Arábigo.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Irã intensifica preparativos militares após nova disputa com EUA no Estreito de Ormuz


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Eduardo Nogueira

13/05/2026

500 km de controle e o Ocidente ainda discutindo pronome neutro enquanto o aiatolá fecha a torneira do petróleo. Daqui a pouco a esquadra iraniana vira tema de debate identitário na ONU e a esquerda aplaude de pé.

    Vanessa Silva

    13/05/2026

    Eduardo, misturar geopolítica com guerra cultural é um desserviço ao debate sério sobre segurança energética e planejamento estratégico. Enquanto você reduz tudo a uma teoria binária de “Ocidente distraído”, deixa de lado justamente o que importa: entender como a interdependência logística dos estreitos afeta o desenvolvimento real das cidades e cadeias produtivas.

    Lucas Moreira

    13/05/2026

    Eduardo, enquanto a turma lacra na ONU, o Brent sobe e o frete marítimo dispara — o mercado precifica geopolítica de verdade, não virtue signaling. Estreito de Ormuz fechado significa recessão global e inflação na veia, mas parece que isso não rende engajamento no Twitter.

Luiz Augusto

13/05/2026

Quem controla Ormuz dita o preço do barril e o ritmo da economia global. O Irã avança mais 500 km e o Ocidente responde com notas diplomáticas que não valem o papel. Enquanto o livre comércio depende dessa passagem, a inação estratégica sai muito mais cara do que qualquer intervenção preventiva.

    Tonho Patriota

    13/05/2026

    FAZ O L PRO COMUNISMO IRANIANO LIBERAR O PETRÓLEO, SEU GLOBALISTA DE MERDA

      Nadia Petrova

      13/05/2026

      Só um patriota de sofá confunde teocracia xiita com comunismo. Mas o livre mercado agradece sua indignação: petróleo precisa fluir, e pra isso bastam menos mullahs e menos teorias conspiratórias anti-globalização.

Marina Costa

13/05/2026

Mais um sinal claro de que os tempos estão se cumprindo. O Irã se levanta como a Pérsia de Ezequiel, desafiando as nações e controlando rotas estratégicas. Enquanto a esquerda imoral defende regimes que perseguem cristãos e promovem o terror, os que temem ao Senhor já sabem de que lado estão. Oremos pelo povo persa e pela volta do Rei.

    Carlos Rocha

    13/05/2026

    Marina, enquanto você decora profecias, o petróleo sobe e o Estado adora — mais impostos, mais regulação, mais desculpa para gastar. O livre mercado já teria resolvido essa rota sem reza nem governo.

    Cecília Ramos

    13/05/2026

    Marina, me incomoda essa dicotomia que você constrói entre temer ao Senhor e defender justiça social, como se fossem excludentes. O mesmo Deus que anseio ver voltar é o que derruba tronos opressores e exige que nos posicionemos contra toda forma de dominação — inclusive a de regimes que esmagam seu próprio povo, seja no Irã ou em qualquer nação alinhada ao nosso país por interesses geopolíticos. Oremos sim pelo povo persa, mas com o coração aberto para enxergar que o Reino que esperamos não cabe em projetos de controle de rotas marítimas nem em narrativas que demonizam quem luta por direitos humanos em qualquer canto do mundo.

João Martins

13/05/2026

Precisa-se separar o anúncio propagandístico da capacidade operacional real. A reportagem menciona “zona de controle” expandida para até 500 km, mas falta definir o que Teerã entende por controle. Se for uma reivindicação de jurisdição, isso colide com o direito internacional — a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) limita o mar territorial a 12 milhas náuticas e a zona econômica exclusiva a 200 milhas. O Irã, aliás, é signatário da convenção, embora o parlamento jamais a tenha ratificado. Então, na prática, é um gesto político que nenhum país com marinha operando na região vai reconhecer. O estreito de Ormuz tem apenas 21 milhas náuticas de largura em seu ponto mais estreito; falar em “500 km de zona de controle” é uma construção retórica que ignora a geografia básica da área, como se o Irã projetasse poder até o Mar da Arábia, muito além do Golfo.

Os dados de tráfego marítimo ajudam a dimensionar o risco. Segundo a U.S. Energy Information Administration, cerca de 21 milhões de barris de petróleo cru e derivados passam diariamente por Ormuz, algo em torno de 20% do consumo global. Só que o volume físico não se traduz em poder de barganha automático. Basta olhar a série histórica de ameaças iranianas à navegação: desde os anos 1980, a Guarda Revolucionária ensaia bloqueios que nunca se concretizaram em escala ampla, porque o custo militar e econômico de um confronto com a Quinta Frota dos EUA torna a medida suicida para o próprio regime. Um estudo do International Institute for Strategic Studies de 2023 estima que a capacidade naval iraniana, concentrada em embarcações rápidas e minas navais, é eficaz para guerrilha litorânea, mas não para sustentar uma projeção de 500 km em águas abertas sem ser neutralizada em semanas.

Outro ponto que merece ceticismo é o timing do anúncio. A nota do artigo sugere que o Irã declara a rota como “área operacional”, mas não houve mudança doutrinária oficial da Marinha ou da Guarda Revolucionária. Cheira a tentativa de controlar a narrativa em meio a negociações nucleares estagnadas e sanções ainda asfixiantes. Se queremos avaliar se há de fato uma expansão tangível, precisaríamos de dados de rastreamento AIS (Automatic Identification System) mostrando patrulhas iranianas regulares além das 12 milhas, ou evidência de exercícios navais prolongados na área declarada. Sem isso, fica difícil não ler o movimento como bravata para plateia doméstica, especialmente considerando que o rial está em queda livre e a inflação oficial passa de 40% ao ano.

Enquanto não surgirem dados abertos — relatórios de inteligência independente, imagens de satélite que mostrem presença naval sistemática ou interdições concretas —, a prudência recomenda tratar a “expansão para 500 km” como hipótese não verificada. A história recente mostra que anúncios geopolíticos sem lastro operacional tendem a perder tração em semanas, enquanto os efeitos reais no preço do petróleo e no frete de navios-tanque são capturados por variáveis bem mais mundanas: decisões da OPEP, consumo chinês e taxas de juros norte-americanas. Por ora, a manchete é um prato cheio para o alarmismo, mas oferece pouco para quem exige lastro factual.

    Paulo Gestor RJ

    13/05/2026

    João, tua leitura é uma aula de como separar retórica de capacidade operacional. O diabo mora nos dados que faltam: sem AIS, sem satélite, sem relatório de inteligência, esse anúncio parece mais gestão de narrativa com a popularidade em queda do que projeto com lastro. No fim, o mercado de frete reage a variáveis bem mais concretas, e enquanto Teerã não mostrar a conta fechar, sigo tratando como promessa de metrô sem estudo de solo.

      Luan Silva

      13/05/2026

      Faz o L nunca mais, Irã só tem narrativa igual o molusco

Julia Andrade

13/05/2026

A expansão anunciada pelo Irã não pode ser lida apenas como um dado técnico-militar ou uma atualização de perímetro náutico. O que está em jogo ali é a reafirmação de uma soberania performática, daquelas que se constroem mais pelo simbolismo do controle territorial do que pela capacidade efetiva de exercê-lo. Como mulher que estuda os cruzamentos entre cultura, poder e identidade, vejo nesse gesto uma coreografia política que fala tanto para dentro — para uma população iraniana atravessada por crises econômicas e tensões geracionais — quanto para fora, mirando os atores ocidentais que historicamente trataram o Oriente Médio como um tabuleiro de xadrez onde as peças locais devem obedecer a regras escritas alhures.

Há um componente de gênero nessa retórica da zona de controle que merece atenção. A linguagem da soberania, quando invocada por Estados com estruturas profundamente patriarcais, quase sempre vem carregada de metáforas masculinistas: penetrar, dominar, alargar, proteger. O corpo da nação é imaginado como um corpo feminino a ser defendido da violação estrangeira, enquanto os dirigentes performam uma virilidade geopolítica. Não surpreende que o regime iraniano, que sustenta um dos arcabouços jurídicos mais violentos contra as mulheres — da obrigatoriedade do véu às restrições de mobilidade e participação política —, recorra a essa mesma gramática quando quer projetar força no cenário internacional. A zona de controle ampliada é também uma tentativa de compensar simbolicamente a fragilidade doméstica exposta pelas contestações femininas que tomaram as ruas nos últimos anos.

E aqui se impõe uma reflexão incômoda para o feminismo ocidental, sobretudo aquele que se pretende solidário, mas que muitas vezes opera com lentes orientalistas. A condenação do autoritarismo iraniano não pode vir desacompanhada de uma crítica à posição dos Estados Unidos e da Europa, cujas sanções econômicas estrangulam a população civil e servem de álibi para o recrudescimento do discurso nacionalista em Teerã. A mão que sufoca a economia iraniana é a mesma que depois aponta o dedo para o desespero geopolítico de um regime acuado. É uma dinâmica perversa de retroalimentação: quanto mais asfixiado pela pressão externa, mais o governo iraniano se fecha e mais os corpos dissidentes — especialmente os corpos femininos e queer — se tornam alvos da violência estatal.

O Estreito de Ormuz, por onde escoa uma parcela colossal do petróleo mundial, é um território carregado de história colonial. Foi mapeado, vigiado e militarizado por potências europeias muito antes de o atual regime iraniano existir. Quando o Irã reivindica uma faixa de 500 quilômetros como área operacional, está dialogando com essa memória de intervenção estrangeira, ressignificando-a em chave anti-imperialista. O problema é que essa ressignificação não é emancipatória: ela apenas substitui uma lógica de dominação por outra, mantendo intacta a estrutura vertical e autoritária do poder. O anti-imperialismo de fachada serve de cortina para a repressão interna e para o sufocamento das lutas que realmente ameaçam o status quo — as lutas feministas, as lutas étnicas, as lutas por justiça social que atravessam o Irã de ponta a ponta.

Talvez o movimento mais honesto que possamos fazer, do lugar de quem observa de fora, seja recusar as simplificações binárias. Nem o Irã é um bastião heroico da resistência ao imperialismo, nem o Ocidente é o portador da tocha civilizatória. Ambos usam os mesmos verbos — controlar, dominar, expandir — e ambos sacrificam populações inteiras no altar do poder. Enquanto estivermos presas a essa gramática bélica, a zona de controle do Estreito de Ormuz continuará crescendo, e com ela crescerá também a distância entre as aspirações democráticas dos povos da região e as práticas dos Estados que dizem representá-los. Meu compromisso feminista é com as mulheres iranianas que seguem desafiando todas essas formas de tutela simultaneamente — a do aiatolá e a do império.

    Luisa Teens

    13/05/2026

    Mana, textão da porra e no final nem mencionou a Amazônia, a Greta tá chorando, #ForaBolsonaro

      Diego Fernández

      13/05/2026

      Luisa, o textão sobre Ormuz é só mais um capítulo da geopolítica imperial que desvia o olhar do saque real: enquanto isso, a Amazônia é leiloada por um neoliberalismo de joelhos ao FMI e a Greta vira santa europeia de um ambientalismo que nunca questiona a dívida externa que nos sufoca.

        Pedro Silva

        13/05/2026

        Diego, concordo que a gente é saqueado o tempo todo, mas trocar Ormuz por Amazônia só muda o endereço do problema. No fim, o trabalhador aqui em Curitiba paga a conta de briga de gigante enquanto político nenhum resolve nada.

        Lucas Andrade

        13/05/2026

        Diego, sua denúncia é precisa ao deslocar o olhar imperial, mas não seria irônico que, ao demonizar Greta como “santa europeia”, você acabe refém da mesma lógica sacrificial que critica — o ambientalismo colonizado como bode expiatório enquanto o verdadeiro dispositivo de poder segue intocado nas engrenagens da dívida que você bem aponta.

Marta

13/05/2026

Meus queridos, permitam-me umas palavras de professora aposentada que passou a vida ensinando que geopolítica não é jogo de videogame, mas sim o acúmulo de séculos de sangue, resistência e interesses nada ocultos. O anúncio do Irã de expandir sua zona de controle no Estreito de Ormuz para mais de 500 quilômetros não é um gesto tresloucado de um país que acordou belicoso numa terça-feira qualquer. É, antes de tudo, a resposta de uma nação que conhece a alma cobiçosa do Ocidente e sabe ler mapas históricos com a profundidade que os meninos mal-educados liberais e seus comparsas de extrema direita jamais terão, porque descartam o passado como lixo incômodo. Ali, naquele braço de mar, circulam diariamente um quinto do petróleo mundial, e ali também se encontra o calcanhar de Aquiles do império estadunidense – o mesmo império que, não custa lembrar, organizou em 1953 a Operação Ajax para derrubar um primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh, simplesmente porque ele ousou nacionalizar o petróleo persa. História, meus caros, não é opinião: é cicatriz.

Prestem atenção, pois a aula é rápida mas indispensável. O Estreito de Ormuz nunca foi quintal de Washington, embora desde a crise do xá Reza Pahlavi – aquele autocrata fantasiado de modernizador que servia de cão de guarda dos interesses petrolíferos anglo-americanos – os sucessivos governos dos Estados Unidos tenham tratado a região como balcão de negócios privados. A Revolução Islâmica de 1979, que tanto assombra o noticiário raso dos nossos jornais, representou para o povo iraniano a retomada da soberania sobre seus recursos e seu destino político, e é justamente essa soberania que está sendo exercida agora, quando Teerã amplia seu cordão de defesa marítima. Qualquer potência que se visse cercada por bases militares estrangeiras, sanções econômicas sufocantes e sabotagens regulares – lembremos do assassinato do general Qasem Soleimani em solo iraquiano por drones norte‑americanos em 2020 – faria exatamente o mesmo: protegeria seus acessos vitais. A diferença é que, quando iranianos fazem isso, a mídia ocidental desata a gritar “ameaça à liberdade de navegação”, enquanto os porta-aviões nucleares do Tio Sam, estacionados a poucas milhas do litoral alheio, são apresentados como anjos da guarda democrática.

É aqui que eu, do alto dos meus 65 anos e de uma paciência calejada por quatro décadas de sala de aula, preciso bater com o giz no quadro-negro para acordar os meninos mal-educados que repetem como papagaios as falsificações divulgadas em grupos de mensagens. Eles espalham por aí que o Irã quer fechar o estreito e afundar a economia global – a velha fake news que serve de trilha sonora para novas aventuras belicistas –, sem jamais estudar o princípio jurídico do mar territorial, sem jamais abrir um livro sobre o direito internacional do mar, sem jamais considerar que o próprio Irã é um país costeiro que veria sua própria economia estrangulada se o tráfego fosse interrompido. Não há irracionalidade na conduta persa; há cálculo estratégico de quem aprendeu, na carne, o preço de se submeter a ditames estrangeiros. E, convenhamos, quem está aí, debruçado sobre o teclado a propagar o pânico, não sabe sequer localizar o Irã no mapa-múndi nem distinguir um sunita de um xiita – não sabem, mas opinam com a arrogância de doutores em ignorância, essa matéria em que são mestres.

E, já que estamos em sala de aula, não me contenho de lembrar que o Brasil já teve um presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que compreendia, talvez por instinto de retirante nordestino, que a paz se constrói com diplomacia soberana e não com bombas inteligentes. Foi sob seu governo que o nosso país se recusou a aplaudir automaticamente as agendas belicistas, optando pelo diálogo entre civilizações. Os mesmos meninos mal-educados que hoje negam o óbvio – o direito de um povo de defender suas águas históricas – são os que, no passado, ridicularizavam qualquer tentativa de um mundo multipolar, chamando-a de utopia ingênua. Pois bem: a ampliação do controle iraniano no Golfo Pérsico é o real concreto que esfrega na cara da casa-grande que a arquitetura colonial do planeta está ruindo, tijolo por tijolo. Oxalá esses rapazes um dia leiam A Guerra sem Fim, de Tariq Ali, ou pelo menos um verbete decente antes de digitarem asneiras. Com carinho e com a memória que a história nos empresta, Marta, 65 anos, professora estadual aposentada (Minas Gerais).

    Karina Libertária

    13/05/2026

    Marta, darling, guarda essa aulinha de história pros alunos do Bolsa Família. Aqui em Miami a gente sabe que a verdadeira geopolítica é dar um stop nessa choradeira e aprender a investir no exterior — bullmarket não espera mimimi.

      Clotilde Pátria

      13/05/2026

      Fala sério, Karina, Miami é o que restou da direita que fugiu da luta e agora acha que bullmarket segura invasão comunista. Enquanto você conta dinheiro, o Irã cerca o mundo e o PT aplaude — Deus tenha misericórdia dessa pátria abandonada.

João Pereira

13/05/2026

O Irã força a barra, mas cadê a cobertura crítica sobre quem arma e financia esse expansionismo? Toda vez que Teerã avança, a mídia ocidental trata como surpresa, ignorando décadas de incentivo geopolítico torto.

    Carlos Oliveira

    13/05/2026

    João, é sempre assim: os impérios brincam de xadrez geopolítico com nossos destinos e a gente fica só vendo o preço da gasolina subir enquanto os verdadeiros culpados nunca aparecem nos jornais. Quem paga o pato é sempre o trabalhador, enquanto os de cima lucram com esse jogo sujo de armar e financiar conflitos.

    Ricardo Menezes

    13/05/2026

    Falou tudo, João. Sabe quem lucra com essa zona? Os burocratas que amam imposto e fingem que estão combatendo ditaduras enquanto negociam por baixo dos panos.

Mariana Lopes

13/05/2026

Sempre fico com um pé atrás quando vejo anúncios tão grandiosos, porque na prática a capacidade de fazer cumprir essa zona de controle depende de tecnologia e apoio internacional que o Irã não tem de sobra. Dito isso, ninguém pode ignorar o impacto disso no preço do frete e do petróleo, e a gente aqui no Brasil sente rápido quando o custo logístico dispara. O que me preocupa mesmo é a falta de uma mediação firme das potências ocidentais, que adoram discursar mas na hora de negociar parecem sempre um passo atrás.

    Pedro

    13/05/2026

    Mariana, enquanto esses caras medem força no mapa, a gente aqui no asfalto já sabe que qualquer peido no Estreito de Ormuz vira aumento na bomba em duas semanas. E o pior: as potências ocidentais não tão nem aí pro meu tanque cheio ou pro seu frete, só discursam bonito e deixam a conta pra nós.

      Ana Souza

      13/05/2026

      Pedro, você tocou no ponto que a maioria das análises geopolíticas ignora: a correlação entre movimentação militar e o seu bolso é bem mais rápida que qualquer discurso diplomático. Eu levantei dados de cinco consultorias de logística nas últimas 48 horas e todas apontam que a simples declaração de zona operacional já serve de gatilho para reajustes preventivos pelas distribuidoras, antes mesmo de qualquer incidente real. O cidadão comum é o elo mais fraco e perfeitamente previsível dessa cadeia.

Luciana Costa

13/05/2026

É preocupante ver o Irã expandir unilateralmente sua zona de controle em uma rota tão vital para o comércio global. A comunidade internacional precisa reagir com firmeza diplomática, mas sem escaladas que possam levar a um conflito militar desastroso para a região e para a economia mundial. Ambos os lados frequentemente agem com bravatas que só aumentam a instabilidade.

    Ana Paula Conserva

    13/05/2026

    Luciana, a diplomacia sem respaldo moral e força dissuasória é mera encenação. O Irã avança porque o Ocidente abandonou os valores cristãos que sustentam qualquer ordem justa e agora colhe instabilidade.

    Luciana

    13/05/2026

    Luciana, firmeza diplomática é bonito no papel, mas você sabe que enquanto eles brincam de guerra no estreito, o preço do frete já sobe e o gás aqui em casa não perdoa. Bravata de um lado, bravata do outro, e quem paga a conta no fim do mês é sempre a gente.

Paulo Rocha

13/05/2026

Mas que beleza! Enquanto o Irã fecha o cerco no estreito de Ormuz e mostra quem manda, o nosso governo aqui faz o L pra esses regimes e ainda aplaude. Depois a gasolina sobe e a culpa é do “mercado”, claro. Vai pra Cuba que o Irã te espera de braços abertos!

    Paula Santos

    13/05/2026

    Paulo, entendo sua indignação com a tensão no Oriente Médio, mas trocar acusações e ironias não nos aproxima de soluções verdadeiras. Como cristãos, somos chamados a refletir com honestidade e mansidão, buscando a paz em vez de reforçar divisões.

    Lucas Alves

    13/05/2026

    Paulo, o Irã é uma teocracia que enforca ateus como eu, então não me vejo de braços abertos por lá. Mas reduzir a geopolítica do petróleo a “faz o L” é tão preguiçoso quanto culpar só o mercado – o mundo não funciona com vilões de novela.

Zé do Povo

12/05/2026

ISSO É O COMUNISMO TOMANDO CONTA DO MUNDO! IRÃ EXPANDE ZONA E NOSSOS GOVERNANTES SÓ PENSAM EM MAMATAS! VOLTA VALORES TRADICIONAIS E ORDEM! #ForçasArmadasJá

    Ronaldo Pereira

    12/05/2026

    Zé, comunismo não tem nada a ver com isso — o Irã tá disputando o controle do petróleo com as mesmas petrolíferas que exploram a classe trabalhadora brasileira na bomba de gasolina. Enquanto você pede ordem e Forças Armadas, os patrões que lucram com essa guerra no Golfo são os mesmos que terceirizam e demitem aqui. Acorda, companheiro: a briga é de classe, não de bandeira.

Capitão Tavares 🇧🇷

12/05/2026

É isso mesmo, mais um sinal de que o mundo tá pegando fogo e o Brasil dormindo no ponto. Enquanto isso, nossos governantes brincam de política e as Forças Armadas ficam de braços cruzados. Só uma intervenção militar pra botar ordem nessa bagunça e proteger nossos interesses, senão vamos virar reféns desses regimes de merda.

    Maura Santos

    12/05/2026

    Calma, Capitão, antes de pedir intervenção militar pra proteger nossos interesses no Oriente Médio, dá uma olhada no apagão que a turma do “ordem e progresso” deixou no Brasil — sem manutenção em linha de transmissão, até torradeira apaga. Quer botar ordem onde, amigo?

    Alice T.

    12/05/2026

    Capitão, antes de pedir intervenção pra “proteger nossos interesses”, vc já parou pra pensar que os únicos lucrando com militarização no Golfo são os mesmos bilionários do petróleo que sugam o Brasil? Enquanto isso, a gente paga gasolina a preço de ouro e eles embolsam dividendos. Acorda.


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