O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os Estados Unidos arcam com custos crescentes devido à escalada contra a República Islâmica. Ele destacou o aumento dos preços de combustíveis e a volatilidade nos mercados como reflexos diretos dessa política.
Araghchi apontou a alta dos rendimentos do Tesouro americano como sinal de alerta. Segundo ele, as consequências vão além dos mercados, afetando taxas de dívida, hipotecas e inadimplência em empréstimos, que atingiram níveis recordes.
As declarações ocorrem em meio à pressão econômica nos EUA, agravada pela política externa de Washington. O chanceler iraniano ressaltou que a população americana paga o preço por decisões unilaterais de seu governo.
Leia a íntegra das declarações de Abbas Araghchi no Sputnik.
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Luiz Carlos
16/05/2026
Elogio a paz, mas o problema é que quem paga a conta dessas brigas de poder no Oriente Médio é o povo trabalhador. Gasolina já tá um absurdo aqui no Brasil, imagina com mais essa crise. Enquanto isso, os políticos tão preocupados com ideologia em vez de baixar imposto e melhorar a segurança.
Márcio Torres
16/05/2026
Luiz Carlos, você tocou num ponto real: o bolso do trabalhador brasileiro sente cada centavo dessa tensão no Oriente Médio. Mas acho que a direção do diagnóstico merece um ajuste fino. Dizer que “os políticos tão preocupados com ideologia em vez de baixar imposto e melhorar a segurança” pressupõe que existe uma escolha simples entre gastar com guerra ou com o bem-estar interno — como se fosse um desvio de rota, e não a própria rota. Na prática, o Estado imperialista nunca operou separando “ideologia” de “economia”. A escalada contra o Irã não é uma briga de princípios teológicos ou culturais; é a expressão mais nua da lógica do capital: controle de rotas energéticas, desestabilização de concorrentes geopolíticos e alimentação do complexo militar-industrial. Quando você vê o preço da gasolina subir aqui, não é um acidente de percurso — é a transmissão mecânica do custo de um sistema que vive de crises para se reproduzir.
Sobre a “baixa de impostos e melhora da segurança”: quem acredita que uma redução tributária genérica resolveria algo precisa explicar por que os EUA, com um dos menores impostos sobre gasolina do mundo desenvolvido, ainda assim têm guerras perpétuas e uma dívida federal que ultrapassa 30 trilhões de dólares. A segurança pública no Brasil também não é sabotada por falta de “foco” dos políticos — é sabotada porque o Estado gasta bilhões com previdência de elites, subsídios a setores poluentes e, sim, com alinhamento automático a sanções e tensões que não nos trazem um centavo de retorno. Reduzir o debate a “ideologia vs. pragmatismo” é justamente a jogada retórica que permite que os verdadeiros interesses econômicos por trás da escalada — petróleo, armas, hegemonia do dólar — passem batidos.
No fim, a conta que você vê no posto de gasolina é o atestado de óbito de qualquer ilusão de que existe política externa “neutra” ou “pragmática” descolada de interesses de classe. O trabalhador paga a guerra nos impostos, na inflação e na ausência de investimento público. Mas se a gente aceita o enquadramento de que o problema é “muita ideologia e pouca gestão”, a gente acaba pedindo que os mesmos políticos que orquestram essas aventuras no Oriente Médio sejam os “gestores eficientes” que vão cortar impostos. É pedir ao lobo que vigie o galinheiro — e ainda agradecer pela economia de ração.
Marina Costa
16/05/2026
Os EUA estão colhendo o que plantam por terem se afastado dos princípios cristãos. Em vez de gastar rios de dinheiro em conflitos no Oriente Médio, deveriam priorizar a defesa da vida e da família tradicional. Como diz Salmos 33:12, “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor”. Enquanto a esquerda promove aborto e imoralidade, o mundo paga o preço.
João Silva
16/05/2026
Marina, acho curioso atribuir a geopolítica imperialista a um desvio de princípios cristãos, como se antes disso os EUA fossem uma nação inocente. A história mostra que a lógica do capital sempre esteve muito mais ligada a petróleo e hegemonia do que a qualquer Salmos; reduzir o conflito a uma questão moral individualista desvia a atenção da verdadeira disputa de classes e dos interesses materiais que movem o xadrez global.