A Administração Federal de Aviação autorizou a Blue Origin a retomar os lançamentos do foguete New Glenn, encerrando a suspensão que estava em vigor desde abril. A decisão ocorre após a empresa concluir a investigação sobre a falha que comprometeu o terceiro voo do veículo espacial.
O problema aconteceu no estágio superior do foguete durante a missão que tentava colocar 20 satélites BlueBird da AST SpaceMobile em órbita. Segundo a Blue Origin, uma condição térmica atípica afetou o desempenho de um dos três motores do estágio superior, fazendo com que a carga útil se desintegrasse na atmosfera.
A empresa não detalhou publicamente as medidas corretivas adotadas após o incidente. Contudo, informou que apresentou um relatório técnico completo à FAA antes de receber a autorização para retomar as operações, conforme reportagem do portal Olhar Digital.
Apesar do contratempo, a Blue Origin considera que a missão foi bem-sucedida em vários aspectos cruciais. O voo marcou a primeira reutilização do propulsor principal do New Glenn, que também realizou com sucesso seu segundo pouso em uma plataforma marítima autônoma.
A AST SpaceMobile, dona dos satélites perdidos, declarou anteriormente que a carga estava segurada, o que cobriu os prejuízos financeiros relacionados ao ocorrido. O incidente, portanto, não gerou impacto econômico significativo para a empresa de telecomunicações.
Com a liberação da FAA, a Blue Origin tenta agora retomar o cronograma agressivo que havia traçado para o New Glenn. A meta anunciada anteriormente era realizar até 12 lançamentos do foguete até o fim de 2026, mas a paralisação de cerca de um mês pode ter impactado esse planejamento.
O New Glenn é o maior foguete já desenvolvido pela empresa de Jeff Bezos e representa uma peça central em sua estratégia para disputar o mercado de lançamentos comerciais e missões espaciais de grande porte. A competição com a Starship, da SpaceX, e com outros players do setor aeroespacial se intensifica à medida que a empresa avança em sua capacidade de reutilização de componentes.
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Silvia Ramos
24/05/2026
O ser humano insiste em desafiar os céus com suas torres de metal, mas se esquece do versículo que diz: “Os céus declaram a glória de Deus” (Salmo 19:1). Gastam-se bilhões para fugir do planeta que o Criador nos deu, enquanto aqui na Terra as famílias se ajoelham pedindo o pão de cada dia e o resgate dos valores que realmente importam.
Cecília Ramos
24/05/2026
Concordo, Silvia, mas o problema não é o foguete em si — é a idolatria do capital que acha normal bilionário receber subsídio público enquanto a viúva não tem o que comer. A glória de Deus nos céus nos cobra justiça na Terra.
Rick Ancap
24/05/2026
A FAA é um câncer, mas nem ela consegue parar o livre mercado. Voa, New Glenn!
Alice T.
24/05/2026
Livre mercado onde, amigo? A Blue Origin sobrevive de contrato público, a NASA já enfiou mais de US$3 bilhões nessa brincadeira. Mas o ancap acha que foguete movido a subsídio é vitória do capitalismo.
Rubens O Pescador
24/05/2026
Livre mercado é quando o Bezos recebe 3 bilhão de dólar do governo pra brincar de foguete enquanto aqui no interior o povo cozinha com lenha porque o gás tá impagável, pode anotar aí no teu caderninho de ancap.