A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) prepara uma aposta estratégica para as eleições de 2026 e concentra esforços na atual tesoureira da legenda, Gleide Andrade, como candidata a deputada federal por Minas Gerais. Integrantes da cúpula petista demonstram confiança de que a dirigente conseguirá se eleger e ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados no próximo pleito.
O otimismo da sigla se sustenta em um cálculo eleitoral claro: Gleide herdará os votos do ex-deputado Odair Cunha, que deixou o mandato para assumir como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Nas eleições de 2022, Cunha foi reeleito com expressivos 129.146 votos, um capital político que o partido pretende transferir integralmente para a nova candidata.
A tesoureira do PT já iniciou o contato com o eleitorado mineiro que antes apoiava Cunha. Na festa de posse do novo ministro do TCU, Gleide foi vista circulando ativamente e tirando fotos com os convidados, que eram, em sua maioria, eleitores e lideranças políticas de Minas Gerais.
Gleide Andrade integra a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior tendência interna do PT e responsável por articular as principais decisões estratégicas da legenda. Ela é apontada como aliada de primeira hora da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, o que lhe confere forte respaldo dentro da máquina partidária.
A tesouraria do PT é considerada um dos postos de maior confiança dentro da estrutura partidária, já que controla o orçamento e as finanças da legenda em todo o país. O fato de Gleide ocupar essa posição demonstra o grau de proximidade com o núcleo duro do partido e sua capacidade de articulação política nos bastidores.
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, é tradicionalmente um estado decisivo nas eleições nacionais e concentra uma bancada federal numerosa e influente. A aposta do PT em uma candidatura com alto potencial de transferência de votos revela a ambição de ampliar sua representação na Câmara e fortalecer a base de sustentação do governo em Brasília.
A movimentação de Gleide Andrade nos círculos mineiros sinaliza que o partido não pretende desperdiçar o capital político construído por Odair Cunha ao longo de seu mandato. Com a máquina partidária alinhada e o apoio da corrente majoritária, a tesoureira reúne condições institucionais para consolidar seu nome como uma das principais apostas do PT para a bancada mineira em 2026.
Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Luciana
24/05/2026
Até quero ver essa tesoureira mostrar como vai fazer o dinheiro render pro povo, porque do jeito que tá, só sobe o preço do botijão e a fatura do cartão. Se não tiver proposta concreta pra aliviar o bolso de quem trabalha, é só mais uma promessa vazia.
Carlos A. Mendes
24/05/2026
O militar ali em cima resume bem o motivo de eu não embarcar nessa direita barulhenta — é difícil levar a sério. Dito isso, sendo tesoureira, espero que ela mostre com números o que planeja fazer, porque promessa vazia já tem de sobra.
Maria Antonia
24/05/2026
Mais uma aposta do PT para meter a mão no bolso do contribuinte. Colocar a tesoureira como candidata é quase uma confissão: o que interessa é controlar o orçamento para alimentar a máquina estatal, enquanto a iniciativa privada que gera riqueza de verdade fica à míngua.
Renato Professor
24/05/2026
Curioso: a tal “iniciativa privada que gera riqueza de verdade” depende visceralmente de subsídios estatais, infraestrutura pública e encomendas governamentais — ou seja, do nosso dinheiro. Quem sabe uma tesoureira entenda que é hora de cobrar essa conta, em vez de deixar o contribuinte bancar a socialização dos custos enquanto o lucro é privatizado.
Eduardo C.
24/05/2026
Interessante essa aposta, mas cadê os números? “Demonstram confiança” não é métrica. Queria ver uma projeção de intenção de voto com margem de erro e intervalo de confiança de 95%, aí sim teríamos algo para discutir.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/05/2026
Selva! Essa Gleide deve ser mais uma melancia do PT, verde por fora e vermelha por dentro, pronta pra torrar nosso dinheiro com pauta ideológica. Lugar de comunista é na lata de lixo da história, não no Congresso.
Mariana Santos
24/05/2026
Engraçado um militar falar em “torrar dinheiro” enquanto o orçamento das Forças Armadas consome bilhões sem transparência e a fome volta a assombrar o país. E a tal “lata de lixo da história” foi o Trotsky quem jogou nos burocratas que traíram a revolução, não em quem luta por creche, terra e dignidade.