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Ciclones tropicais podem virar sumidouros de carbono em 2035

2 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Ciclones tropicais podem virar sumidouros de carbono em 2035. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6) Os ciclones tropicais, atualmente responsáveis por emissão de carbono oceânico, podem mudar seu comportamento e começar a absorver CO2 da atmosfera até meados da próxima década, de acordo com uma nova pesquisa de alcance global. O […]

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Ilustração editorial sobre Ciclones tropicais podem virar sumidouros de carbono em 2035. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Os ciclones tropicais, atualmente responsáveis por emissão de carbono oceânico, podem mudar seu comportamento e começar a absorver CO2 da atmosfera até meados da próxima década, de acordo com uma nova pesquisa de alcance global. O estudo, publicado na revista Nature Geoscience, alerta que a aceleração do aquecimento global pode reverter o papel desses fenômenos extremos até por volta de 2035.

Para chegar a essas conclusões, uma equipe internacional utilizou observações de satélites e boias para construir um conjunto diário de fluxo de CO2 entre oceano e atmosfera. Isso permitiu isolar o efeito isolado dos ciclones e observar sua evolução ao longo de quase três décadas.

Os resultados mostram que, em média desde 1993, os ciclones tropicais foram responsáveis por entre 9% e 23% da liberação líquida de carbono nos principais oceanos. Essa contribuição, no entanto, diminuiu mais da metade nos anos 2010, sinalizando uma tendência consistente de declínio.

O mecanismo por trás desse freio está no gradiente vertical de temperatura do oceano. O aquecimento da superfície, mais rápido que o das camadas inferiores, intensifica as esteiras frias deixadas pelos furacões — rastros de água gelada que persistem por semanas e absorvem mais CO2 atmosférico.

Essas esteiras elevam o desequilíbrio químico na interface ar-mar, ampliando o papel do oceano como sumidouro de carbono. É justamente esse efeito que, segundo o estudo, vem reduzindo a contribuição dos ciclones para a emissão de CO2.

Zhanhong Ma, professor da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa da China e coautor do estudo, ressaltou que a escassez de medições durante e após a passagem de tempestades mantinha o papel dos ciclones no ciclo do carbono como uma incógnita. A nova base de dados supera essa limitação e revela uma tendência clara de redução da liberação de CO2.

Se as emissões humanas continuarem altas, a virada pode ocorrer por volta de 2035, quando os ciclones começariam a capturar mais carbono do que liberam. Essa absorção forçada, alertam os cientistas, agravaria a acidificação oceânica, reduzindo a disponibilidade de carbonato de cálcio para corais e moluscos e encolhendo habitats marinhos.

A boa notícia é que cortes imediatos nas emissões poderiam postergar essa reversão até a década de 2040. Nesse cenário, o fluxo de carbono relacionado a ciclones só retornaria aos níveis atuais no final deste século, ganhando tempo para adaptação dos ecossistemas.

O estudo, divulgado com destaque por Phys.org e liderado por instituições de ponta na China, Alemanha e Estados Unidos, reforça a urgência de ações globais coordenadas. A mensagem é clara: ignorar a ciência do clima pode transformar os próprios mecanismos naturais do planeta em novos vetores de destruição ambiental.

Leia mais sobre o assunto na phys.org.


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Ricardo Menezes

25/05/2026

Mais uma lorota pra esquerda pedir mais imposto verde. Enquanto isso, o governo me cobra 40% de tudo que produzo e ainda quer regular ciclone. Livre mercado resolve isso muito antes de 2035 sem um centavo de taxa nova.

    Alice T.

    25/05/2026

    Livre mercado resolve ciclone do mesmo jeito que resolveu o furacão Katrina: com especulação imobiliária e zero adaptação climática. Enquanto isso, os mesmos bilionários liberais que choram imposto recebem 400 bilhões de dólares em subsídios federais por ano nos EUA, mas a conta do carbono fica pra sociedade, né?


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