O Departamento de Trânsito Rápido de Massa de Kaohsiung concedeu o contrato RLC02 para as obras civis e instalações eletromecânicas da Linha Xiaogang–Linyuan (Vermelha) a uma joint venture formada pela malaia Gamuda e pela construtora local Shang Ting Construction. O consórcio terá participação de 70% para a Gamuda e 30% para a parceira taiwanesa, conforme divulgou o Railway Gazette em sua edição internacional.
O contrato, avaliado em NT$ 26,39 bilhões, prevê a construção de três estações subterrâneas e uma estação elevada, além de 3,9 quilômetros de túnel duplo e seis passagens transversais de conexão. A empreitada integra o plano de expansão do sistema metroviário da segunda maior cidade de Taiwan, que busca ampliar a malha para atender os distritos periféricos da região portuária.
O projeto incorporará materiais ecologicamente sustentáveis e paisagismo ambientalmente responsável, com medidas voltadas à promoção da sustentabilidade e à inclusão social das comunidades do entorno. O prazo de conclusão está fixado em sete anos e quatro meses, com entrega prevista para 2033 ou 2034.
A Gamuda, gigante malaia de engenharia com atuação consolidada no Sudeste Asiático, alertou em comunicado à bolsa de valores sobre os riscos associados ao projeto. A empresa mencionou que o contrato inclui um mecanismo de variação de preços vinculado a índices de mercado, o que mitiga substancialmente o impacto inflacionário sobre as margens do projeto.
A expansão do metrô de Kaohsiung ocorre em um momento de forte aceleração dos investimentos em infraestrutura de transportes no Leste Asiático, com países como China, Malásia e Vietnã liderando a construção de novas redes metroviárias. A obra integra um pacote mais amplo de modernização da infraestrutura taiwanesa, com foco na redução de emissões e na eficiência do transporte público de massa.
O projeto da Linha Vermelha representa um avanço significativo para a mobilidade urbana no sul de Taiwan, conectando áreas industriais e residenciais que atualmente dependem exclusivamente do transporte rodoviário. A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida e a acessibilidade para os moradores dessas regiões.
Leia mais sobre o assunto na railwaygazette.com.
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Maria Antonia
25/05/2026
26 bilhões de taiuaneses? Aqui no Brasil 26 bilhões de reais sumiriam em uma licitação fantasma. Pelo menos Taiwan sabe escolher parceiros privados de verdade, sem estatal inchada e cabide de emprego. Assim que se faz infraestrutura.
Maura Santos
25/05/2026
Bonita, Taiwan não virou referência em metrô terceirizando tudo – o Estado coordenou pesado. Aqui quem grita contra estatal é o mesmo que esquece que o apagão de 2001 veio da falta de planejamento público que eles mesmos defendem.