O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que insistirá na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
Lula fez a declaração em evento em Laranjeiras, Sergipe, classificando a rejeição anterior como uma questão política, não técnica.
Fiquei triste quando rejeitaram, porque não foi por incompetência jurídica ou porque tem ficha suja. Ele é um homem íntegro, mas foi derrotado por política, afirmou o presidente. E o que vai acontecer? Vou mandar o Messias outra vez.
A rejeição de Messias pelo Senado em abril representou um revés para o Palácio do Planalto. Nos bastidores, Lula sinalizou a aliados o desejo de reapresentar o nome do AGU, considerando a derrota injusta.
Um obstáculo regimental impede que indicações rejeitadas sejam reapreciadas no mesmo ano legislativo. A regra, estabelecida pela Mesa do Senado, poderia barrar nova votação sobre Messias em 2026.
Aliados do governo avaliam que a superação desse entrave é possível, pois trata-se de norma infralegal. A manobra dependeria da disposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em pautar novamente a indicação.
A insistência de Lula em Messias reflete confiança no perfil técnico e na lealdade política do advogado-geral. Messias atuou como advogado da campanha de Lula em 2018 e como subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência.
A decisão de reenviar o nome também simboliza enfrentamento político. O governo busca consolidar sua base no Legislativo e evitar enfraquecimento na autoridade presidencial sobre indicações ao STF.
A negociação com Alcolumbre será decisiva nos próximos meses. O desfecho terá implicações diretas na composição do Supremo e no equilíbrio entre os poderes da República.
Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.
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