Observadores do céu testemunharão um fenômeno astronômico raro neste fim de semana. Uma Lua Azul coincidirá com uma microlua, resultando na menor lua cheia do ano.
Segundo o portal Live Science, a Lua Azul atingirá sua plenitude às 4h45 da madrugada de 31 de maio. O melhor momento para observação será ao anoitecer, quando surgir no horizonte sudeste com tonalidade alaranjada.
A coloração não tem relação com o nome do fenômeno. Ocorre devido ao espalhamento de Rayleigh, mesmo efeito que torna o céu azul durante o dia e os poentes avermelhados.
A definição de Lua Azul refere-se à segunda lua cheia em um mesmo mês calendário. Astrônomos classificam este evento como Lua Azul mensal.
Existe também a Lua Azul sazonal, terceira lua cheia em uma estação astronômica com quatro plenilúnios. Esta versão segue o ritmo das estações, não dos meses do calendário.
O evento também será uma microlua, quando o satélite natural atinge seu ponto mais distante da Terra. A órbita lunar elíptica faz com que o astro alcance dois extremos mensais: perigeu e apogeu.
A lua chegará ao apogeu às 12h32 de 1º de junho, menos de 24 horas após a plenitude. A uma distância de 406.369 quilômetros da Terra, será a lua cheia mais distante e menor de 2026.
O disco lunar parecerá cerca de 7% menor que uma lua cheia média. A diferença é sutil, mas perceptível para observadores atentos.
A Lua das Flores de 1º de maio e a Lua do Morango de 29 de junho também serão microluas. A de maio será a mais distante e menor entre as três.
Durante a ascensão da Lua Azul, uma estrela brilhante surgirá logo abaixo. Trata-se de Antares, supergigante vermelha a 550 anos-luz de distância e estrela mais luminosa da constelação de Escorpião.
O oposto da microlua é a superlua, quando a lua cheia coincide com o perigeu. Em 2026, as superluas ocorrerão em 24 de novembro e 23 de dezembro, conforme dados da NASA.
A próxima Lua Azul mensal acontecerá em 31 de dezembro de 2028. A próxima Lua Azul sazonal está prevista para 20 de maio de 2027. Cada tipo ocorre aproximadamente a cada dois anos e meio.
Para observadores brasileiros, recomenda-se buscar um horizonte sudeste desobstruído após o pôr do sol. O fenômeno não requer equipamentos especiais, apenas céu limpo para apreciar este evento celeste singular.
Leia mais sobre o assunto na livescience.com.
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