A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, reuniu-se com mulheres rurais em Jocotitlán, no Estado do México, para reforçar a defesa da soberania alimentar do país. Ela acusou a oposição conservadora de tentar recuperar privilégios perdidos, comparando-os aos grupos que apoiaram o imperador Maximiliano no século XIX.
Sheinbaum reafirmou os princípios éticos de seu governo e declarou que não tolerará corrupção no serviço público. Em discurso, afirmou que ‘não pode haver governo rico com povo pobre’ e convocou a população a defender os avanços sociais conquistados.
O governo mexicano lançou o plano El Maíz es la Raíz, iniciativa para proteger a biodiversidade agrícola contra sementes híbridas de corporações transnacionais. A presidenta alertou que a dependência dessas empresas ameaça a autonomia alimentar do país.
O programa capacita produtores rurais e estabeleceu a meta de beneficiar um milhão de camponeses até 2028. Técnicos atuam em oito estados do sul e sudeste, melhorando solos e aumentando a produtividade das lavouras.
Foi criado o subprograma Comaleras del Bienestar, que distribui equipamentos e insumos para mulheres que produzem tortilhas artesanais. A ação visa agregar valor aos produtos e fortalecer a economia local.
O governo também promove a abertura de tortillerías comunitárias geridas por cooperativas. A medida busca garantir preços justos para os excedentes agrícolas e assegurar a renda das famílias camponesas.
Sheinbaum encerrou seu discurso com um chamado à unidade entre governo e povo. O programa El Maíz es la Raíz protege a identidade cultural mexicana e resiste aos interesses das corporações transnacionais, segundo reportagem do portal Regeneración.
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