Segundo o Resumen Latinoamericano, Rubio foi acusado de disseminar desinformação e promover uma política externa agressiva, especialmente em relação a Cuba.
Durante as audiências, Rubio reiterou críticas à empresa estatal cubana GAESA, classificando-a como uma entidade militar e usando isso para justificar a manutenção do bloqueio econômico à ilha. As declarações foram interpretadas como uma tentativa de criar justificativas para uma possível agressão militar contra Cuba, ao rotular a entidade como um ‘vilão perfeito’.
Rubio também defendeu a inclusão de Cuba na lista de países que supostamente apoiam o terrorismo, posição que foi rebatida por outros parlamentares. O senador Chris Van Hollen questionou a falta de provas concretas para tal acusação, destacando que muitas das organizações citadas por Rubio já não existem ou não mantêm vínculos com Cuba.
Outro ponto de atrito foi a política dos EUA em relação ao Irã. Rubio foi criticado por sua postura belicista e por seu papel na escalada de tensões com o país. Van Hollen classificou a política externa americana como ‘estúpida e imprudente’, ressaltando os impactos negativos dessa abordagem na economia dos EUA, como o aumento da inflação e do custo de vida.
O senador ainda abordou questões relacionadas à Colômbia e ao México, alegando que drones usados por cartéis mexicanos representam uma ameaça aos EUA. No entanto, não mencionou que a maioria das armas utilizadas pelos cartéis é proveniente dos próprios Estados Unidos, o que gerou acusações de hipocrisia na política americana.
As declarações de Rubio refletem a continuidade da política da administração Trump para Cuba e outros países da América Latina, com ênfase em sanções e pressão econômica. A comunidade internacional acompanha com preocupação as implicações dessas medidas para a estabilidade regional.