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Rússia e Paquistão ampliam cooperação contra o terrorismo em sinal multipolar

5 Comentários🗣️🔥 A Rússia e o Paquistão ampliam sua cooperação em contraterrorismo em um movimento que reforça a aproximação entre dois países centrais para a segurança da Eurásia. A 12ª reunião do Grupo de Trabalho Russo-Paquistanês sobre Combate ao Terrorismo Internacional foi realizada recentemente em Islamabad e deve ser lida como parte de uma trajetória […]

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Ilustração editorial sobre Rússia e Paquistão ampliam cooperação contra o terrorismo em sinal multipolar. (Ilustração: Cafezi
Ilustração editorial sobre Rússia e Paquistão ampliam cooperação contra o terrorismo em sinal multipolar. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Rússia e o Paquistão ampliam sua cooperação em contraterrorismo em um movimento que reforça a aproximação entre dois países centrais para a segurança da Eurásia. A 12ª reunião do Grupo de Trabalho Russo-Paquistanês sobre Combate ao Terrorismo Internacional foi realizada recentemente em Islamabad e deve ser lida como parte de uma trajetória mais longa de coordenação bilateral.

O encontro ganha peso porque Moscou e Islamabad tratam a segurança regional para além dos fóruns multilaterais tradicionais. O formato bilateral permite troca direta de experiência, tecnologia e avaliação operacional em áreas sensíveis como insurgência, vigilância, fronteiras, defesa cibernética e combate a drones.

O analista militar paquistanês Sultan M. Hali, ex-coronel da Força Aérea do Paquistão, avaliou que a reunião não deve ser vista como um episódio isolado. Para Hali, o mecanismo bilateral preenche uma lacuna que plataformas como a Organização para Cooperação de Xangai e a ONU não conseguem suprir com a mesma velocidade.

Na avaliação do analista, estruturas multilaterais costumam operar sob prazos mais lentos e sob forte carga burocrática. A cooperação direta entre Rússia e Paquistão, por outro lado, oferece um canal mais ágil para alinhar prioridades de segurança e responder a ameaças que atravessam fronteiras.

O Paquistão valoriza especialmente a experiência russa adquirida na Síria e no Norte do Cáucaso. Essas frentes deram a Moscou conhecimento prático em guerra urbana, supressão de drones e operações de contrainsurgência, áreas consideradas decisivas para países que enfrentam redes armadas móveis e tecnologias de baixo custo.

A cooperação com a Rússia também oferece ao Paquistão um reforço político em espaços como a Organização para Cooperação de Xangai e a ONU. Islamabad busca consolidar sua imagem como ator responsável na segurança regional, em um ambiente marcado pela instabilidade no Afeganistão e por disputas de influência entre grandes potências.

Do lado russo, a parceria também apresenta vantagens operacionais. O Paquistão acumula décadas de experiência em contrainsurgência, táticas contra artefatos explosivos improvisados, resgate de reféns e operações de limpeza urbana — um conjunto de capacidades moldado por longos ciclos de conflito interno e pressão nas fronteiras.

A experiência paquistanesa em gestão de fronteiras aparece como um dos pontos mais relevantes da cooperação. A fronteira afegã oferece a Islamabad uma vivência direta sobre padrões de infiltração, movimentação de grupos armados e necessidade de coordenação entre inteligência, defesa e policiamento.

Outro elemento destacado é a dimensão não militar da política de segurança. Programas paquistaneses de desradicalização, como a iniciativa Sabaoon em Swat, são apresentados como experiências que podem oferecer lições úteis para além das operações cinéticas.

Essas iniciativas interessam à Rússia também pelo impacto potencial na Ásia Central. A região ocupa posição estratégica para Moscou e permanece sensível a fluxos transfronteiriços, redes de recrutamento e movimentos armados que podem explorar zonas de instabilidade.

A cooperação tecnológica aparece como outro eixo central do movimento. A Rússia dispõe de capacidades em vigilância, defesa cibernética e sistemas contra drones que se conectam às necessidades operacionais paquistanesas, especialmente em um cenário no qual drones comerciais adaptados passaram a desempenhar papel crescente em conflitos assimétricos.

Hali afirmou que a reunião representa parte de uma mudança mais ampla na diplomacia de segurança dos dois países. Segundo ele, a Rússia diversifica suas relações para além das parcerias tradicionais com China e Índia, enquanto o Paquistão amplia seu campo diplomático de segurança para além dos vínculos históricos com EUA, Arábia Saudita e China.

Essa leitura revela uma dinâmica típica da ordem multipolar em formação. Países com interesses próprios buscam mecanismos flexíveis de cooperação, sem depender exclusivamente de alianças herdadas da Guerra Fria ou de estruturas dominadas por centros tradicionais de poder.

O major-general da reserva Saad Khattak, presidente do Instituto Paquistanês de Estudos sobre Conflito e Segurança, sediado em Islamabad, também avaliou que a aproximação tende a beneficiar fortemente o Paquistão. Para Khattak, Islamabad pode ganhar de maneira significativa com a tecnologia russa e com uma cooperação econômica mais profunda.

Khattak acrescentou que a relação pode ampliar contatos entre as sociedades dos dois países, dimensão considerada importante para sustentar vínculos bilaterais de longo prazo. A avaliação aponta que a parceria não se limita ao campo militar, mas pode alcançar economia, intercâmbio institucional e aproximação política.

O avanço russo-paquistanês ocorre em um tabuleiro no qual segurança, tecnologia e diplomacia caminham juntas. Para Moscou e Islamabad, o combate ao terrorismo passa a funcionar também como plataforma de confiança estratégica e como instrumento de reposicionamento em uma Eurásia cada vez menos subordinada às agendas impostas pelo eixo EUA-Europa. Leia a reportagem original no ✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho.“;document.getElementById(‘mce-EMAIL-ajax’).value = ”;} else {var msg = data.msg || “”;if(msg.includes(‘is already subscribed’)) {msg = “⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter.”;} else if(msg.includes(‘too many’)) {msg = “⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde.”;} else if(msg.includes(‘domain’)) {msg = “⚠️ O domínio do e-mail é inválido.”;} else {msg = “⚠️ Erro: ” + msg;}msg = msg.replace(/^[0-9]+\s*-\s*/, ”);responses.innerHTML = “” + msg + ““;}delete window[callbackName];document.body.removeChild(script);};url = url + ‘&c=’ + callbackName;script.src = url;document.body.appendChild(script);});

Com informações de Sputnik.

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Luiz Augusto

26/06/2026

Estratégia geopolítica inteligente da Rússia e do Paquistão. Enquanto o Ocidente se perde em pautas identitárias e sanções ideológicas, esses países tratam do que realmente importa: segurança e soberania. O Brasil deveria aprender, mas prefere manter esse Estado inchado que sufoca o contribuinte e não entrega nem segurança básica.

    Luizinho 16

    26/06/2026

    Segurança e soberania pra quem, Luiz? Os mesmos caras que bombardeiam povoado no Cazaquistão quando o gás sobe são teus heróis agora?

    Maura Santos

    26/06/2026

    Ah, sim, o tal “Estado inchado” que, quando desidrataram, deixou a gente a pé e no escuro. Enquanto isso, Rússia e Paquistão tão aí se abraçando, mas pergunta pro povo de lá se a conta de luz tá barata ou se tem metrô até a favela.

Carlos Rocha

26/06/2026

Mais um capítulo dessa novela geopolítica que só mostra como o Ocidente perde relevância enquanto países pragmáticos como Rússia e Paquistão se entendem. Enquanto isso, aqui no Brasil o Estado inchado gasta fortunas com burocracia inútil e a carga tributária só aumenta para bancar essa incompetência. Livre mercado e menos Estado, e não alianças com regimes questionáveis, seriam o verdadeiro caminho para a segurança e prosperidade.

    Carlos Oliveira

    26/06/2026

    Livre mercado sem regulação é o paraíso do patrão, parceiro. Quem rala no volante ou no subemprego sabe que, sem Estado forte garantindo direitos, a gente vira bico descartável enquanto o lucro sobe pro andar de cima.


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