A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) abriu consulta pública para definir os critérios de ruído do Eve 100, modelo de “carro voador” desenvolvido pela Eve/Embraer. A proposta limita o som emitido a 15 decibéis a 150 metros de altura. A medida integra o processo de certificação ambiental necessário para as primeiras viagens comerciais, previstas ainda nesta década.
Os critérios técnicos para testes e parâmetros de ruído em voo do Eve 100, modelo de “carro voador” em desenvolvimento pela Eve/Embraer, estão em consulta pública até o próximo dia 8, pelo setor de programas de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O documento prevê como base que o som emitido pelo veículo a 150 metros do chão em condições ideais de viagem chegue para os usuários a cerca de 15 decibéis, o que é semelhante a um sussurro.
Esse tipo de certificação, primeiro para veículos elétricos de decolagem e pouso verticais, indica o avanço no processo de certificação ambiental e é um passo necessário para a liberação das primeiras viagens, previstas ainda nesta década, e foram celebradas pelos executivos da startup.
“A publicação da ANAC da proposta dos critérios de ruído é um marco importante no desenvolvimento e na certificação do Eve 100”, disse Johann Bordais, CEO da Eve.
“Valorizamos a liderança da ANAC e sua abordagem colaborativa no desenvolvimento de uma estrutura adaptada a esta aeronave de tecnologia emergente. Essa iniciativa apoia a introdução segura e responsável das operações de eVTOL para a mobilidade urbana, ao mesmo tempo em que promove o alinhamento regulatório internacional.”
Apesar de ainda em desenvolvimento, o equipamento começa a chamar atenção de investidores, inclusive pelo apelo ambiental com a possibilidade de transporte com matriz energética elétrica. A Eve anunciou, hoje (19), a assinatura de um acordo de intenção de compra de 30 aeronaves elétricas com a empresa Moov, voltadas para o atendimento da indústria do turismo e mobilidade regional em Cabo Verde.
Fonte: Agência Brasil


José dos Santos
20/07/2026
Parece que tão preocupados com o barulho que o treco vai fazer, mas e o preço da gasolina que não baixa? Já pensou se esse carro voador ficar zumbindo igual enxame de mosquito perto de casa? Aí vão querer cobrar pedágio aéreo também. Pra mim, enquanto não resolverem o básico na rua, voar vai continuar sendo luxo de rico.
Karina Libertária
20/07/2026
15 decibéis a 150 metros? Isso é praticamente um sussurro, mas duvido que vá ser tão silencioso quando estiver sobrevoando seu condomínio. E, claro, mais uma regulamentação para atrasar ainda mais a operação comercial – enquanto isso, em Miami os eVTOLs já estão nos planos dos investidores de verdade. Querem saber se a ANAC também vai exigir que os passageiros comprovem renda para não dar carona pra quem vive de bolsa família?
Paulo Gestor RJ
20/07/2026
A regulamentação do ruído é um avanço necessário, mas minha preocupação é saber se esse modelo será financeiramente viável para o brasileiro médio. Controlar 15 dB a 150 metros de altura é tecnicamente desafiador e pode encarecer o projeto. Duvido que, com os custos de operação e manutenção, a tarifa fique acessível para algo além de nichos corporativos ou turísticos.