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Comissão sobre penduricalhos inicia trabalhos amanhã no STF

Grupo atuará até 20/3 para buscar uma solução coordenada, transparente e fiscalmente responsável para as remunerações acima do teto A comissão técnica de assessoramento aos Três Poderes da República criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os chamados penduricalhos aos salários do funcionalismo público tem a primeira reunião marcada para a manhã desta quarta-feira […]

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Grupo atuará até 20/3 para buscar uma solução coordenada, transparente e fiscalmente responsável para as remunerações acima do teto

A comissão técnica de assessoramento aos Três Poderes da República criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os chamados penduricalhos aos salários do funcionalismo público tem a primeira reunião marcada para a manhã desta quarta-feira (4), às 10h, quando deverá iniciar o debate sobre regras de transição que garantam o respeito ao teto constitucional para a remuneração dos servidores.

A portaria que criou a comissão foi publicada na noite desta segunda-feira (2) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O grupo terá a missão de elaborar proposta sobre o cumprimento do teto remuneratório e regras de transição relacionada aos temas tratados na Reclamação 88.319 e da ADI 6.606, de relatoria dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, respectivamente. O documento detalha o cronograma dos trabalhos, com reuniões semanais até 20 de março, quando deverá ser entregue um relatório final.

De acordo com a portaria, o grupo poderá ouvir especialistas, representantes de órgãos públicos e privados, entidades acadêmicas e membros da sociedade civil.

A criação do grupo foi resultado de uma articulação entre as cúpulas dos Três Poderes para resolver a questão, após decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderem abruptamente o pagamento de qualquer penduricalho, e apresentar uma solução definitiva, que passe tanto pela edição de uma lei nacional, quanto pela manutenção da responsabilidade fiscal.

Para o presidente do STF, ministro Edson Fachin, é legítimo que os servidores públicos queiram preservar o valor real das suas remunerações, como estabelece o artigo 37 da Constituição Federal, da mesma forma que é dever do Estado a governança responsável da despesa pública, respeitando o processo legislativo.

“O que é absolutamente ilegítimo é que qualquer aumento remuneratório seja feito em desrespeito ao teto remuneratório ou sem a observância do processo legislativo. Vale dizer, apenas o Congresso Nacional e o Poder Executivo é que podem aprovar o aumento de gastos com o funcionalismo, por meio de lei, por sua inclusão no orçamento. É preciso, portanto, debate público com total transparência”, afirmou o ministro.

Penduricalhos

São classificados como penduricalhos todas as verbas pagas a título de indenização por diversos órgãos por fora do teto constitucional, que equivale ao salário de um ministro do Supremo, atualmente em R$ 43,6 mil.

A tendência é que um acordo sobre o tema seja votado pelo Supremo no dia 25 de março, quando o plenário da Corte deve retomar o julgamento das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes.

Na semana passada, o julgamento do caso foi iniciado, mas os ministros decidiram adiar a votação para analisar a complexidade do tema.

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto. O ministro Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Confira abaixo os integrantes da comissão técnica:

Poder Judiciário

  • Bruno César de Oliveira Lopes
  • Clara da Mota Santos Pimenta Alves
  • Desdêmona Arruda
  • José Gomes Filho
  • Roberto Dalledone Machado Filho

Senado

  • Ana Paula de Magalhães Albuquerque Lima
  • Danilo Augusto Barboza de Aguiar
  • Gabrielle Tatith Pereira
  • Ilana Trombka

Câmara dos Deputados

  • Guilherme Brandão
  • Jules Michelet
  • Lucas Ribeiro
  • Sabá Cordeiro

Governo Federal

  • Dario Durigan (Secretário Executivo do Ministério da Fazenda)
  • Flávio José Roman (Advogado-Geral da União)
  • Representante da Casa Civil da Presidência da República
  • Representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Instituições convidadas:

Procuradoria-Geral da República

  • Carlos Vinícius Alves Ribeiro
  • Eliane Peres Torelly de Carvalho
  • Ubiratan Cazetta

Tribunal de Contas da União

  • Alessandro Giuberti Laranja
  • Cláudia Regina Bezerra Jordão
  • Cristiano Brilhante de Souza Egbert Nascimento Buarque

Defensoria Pública da União

  • Thomas de Oliveira Gonçalves
  • Thiago Moreira Parry

Contribuições à comissão poderão ser encaminhadas pelo e-mail comissao@stf.jus.br.

Clique aqui para acessar a íntegra da portaria.

Publicado originalmente pelo STF e Agência Brasil

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