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Militares condenados por trama golpista são presos por disseminação de desinformação

0 Comentários🗣️🔥 Três militares foram presos na manhã do dia 10 de abril de 2026, acusados de integrarem o núcleo 4 de uma trama golpista voltada para a disseminação de desinformação contra o sistema eleitoral. Os condenados são o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, todos implicados […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 11:11

Três militares foram presos na manhã do dia 10 de abril de 2026, acusados de integrarem o núcleo 4 de uma trama golpista voltada para a disseminação de desinformação contra o sistema eleitoral. Os condenados são o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, todos implicados em crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

De acordo com o portal Metrópoles, Ângelo Denicoli, natural do Espírito Santo, teve passagem pelo Ministério da Saúde no governo de Jair Bolsonaro e atuou ativamente para descredibilizar as eleições. Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército, fez uso de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para propagar informações falsas sobre o processo eleitoral.

Já Guilherme Almeida, que comandava o 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, teve papel central na estruturação tática da organização criminosa.

As prisões foram ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e executadas pela Polícia Federal. Além dos três militares detidos, outros nomes ligados ao núcleo 4 estão sob custódia ou foragidos, como o coronel Reginaldo Abreu e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, apontado como peça-chave na rede de desinformação.

As investigações revelam que o grupo utilizava táticas sofisticadas de manipulação de dados e narrativas para minar a confiança nas instituições democráticas, incluindo a disseminação de conteúdos falsos sobre urnas eletrônicas e a lisura do pleito.

Os desdobramentos do caso continuam a expor a complexidade das articulações golpistas que envolveram militares de diferentes patentes e civis em cargos estratégicos. As condenações reforçam a atuação do STF no combate a tentativas de subversão da ordem constitucional, especialmente em um contexto de polarização política e uso de desinformação como arma contra as instituições.

A identificação de estruturas como o núcleo 4 demonstra como operações psicológicas e de inteligência foram instrumentalizadas para fins antidemocráticos. O caso levanta debates sobre o papel de militares em atividades que extrapolam suas funções constitucionais, bem como sobre a responsabilização de agentes públicos que se valem de posições de poder para fins ilícitos.

Autoridades seguem monitorando outros possíveis envolvidos na trama, enquanto os presos aguardam os próximos passos do processo judicial. As investigações apontam para ramificações que podem envolver mais nomes e instituições, mantendo o caso como um dos mais relevantes no cenário político-judicial recente.

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