Os preços do petróleo voltaram a subir diante da persistente restrição no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor responsável por cerca de 20% da energia embarcada globalmente, conforme relatou o Valor Investe. A trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã segue sem aval formal de Teerã ou Israel, alimentando incerteza sobre a oferta.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para junho encerrou a US$ 101,91 o barril, alta de 3,48%. O WTI, referência norte-americana, avançou 3,67%, a US$ 92,96. O movimento veio reforçado por dados do American Petroleum Institute, que apontaram queda de 4,5 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA.
Com a produção do Golfo ainda limitada e os estoques americanos em retração, as cotações voltaram ao nível simbólico de US$ 100, sinalizando pressão tanto sobre importadores europeus quanto sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados. O grupo Opep+ monitora a situação diante do risco de novos cortes de transporte ou de retaliações na região.
Para o Brasil, que opera o pré-sal com custo competitivo e crescente autonomia logística, a valorização do Brent sustenta ganhos de caixa da Petrobras e reforça a discussão sobre a política de preços internos. Enquanto o barril se firma acima da barreira psicológica, o país consolida espaço entre exportadores relevantes de energia em um mundo cada vez mais multipolar.
Com informações de OILPRICE.
Leia também: Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz
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Jeferson da Silva
23/04/2026
Enquanto meia dúzia lucra com o barril subindo, é o trabalhador que paga a conta no posto e no gás de cozinha. Essa dependência do petróleo mostra como o povo fica refém do jogo geopolítico lá de fora. Precisamos é investir em energia limpa e soberania nacional, não ficar ajoelhado diante da Opep ou dos EUA.
Augusto Silva
23/04/2026
Enquanto os falcões de sempre torcem por caos no Oriente Médio pra inflar o barril, o Brasil colhe os frutos do pré-sal e da política energética soberana. Se o jogo é geopolítico, temos que jogar bem: refino nacional forte e transição energética planejada. A histeria especulativa lá fora não pode ditar o preço do nosso futuro.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Vixe Maria, é o fim dos tempos, o petróleo subindo e o povo sem gasolina, só Jesus na causa! 🇧🇷🙏🇺🇸
Marcos Conservador
23/04/2026
Mais uma prova de que o mundo depende demais desse “ouro negro”. Enquanto isso, tem gente achando que transporte público e energia limpa são papo de comunista. Depois reclamam quando o preço da gasolina explode e a culpa cai no governo de plantão.
Alice T.
23/04/2026
Pois é, Marcos, mas os bilionários que lucram com esse “ouro negro” adoram posar de defensores do livre mercado — até o barril subir e eles correrem pro Estado pedir subsídio. Liberalismo só vale quando o lucro é deles, né?