O presidente do Conselho Europeu, António Costa, advertiu que a União Europeia corre o risco de fracassar se continuar a delegar suas decisões estratégicas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A declaração foi feita em reunião de líderes europeus em Chipre. Costa afirmou que os interesses de Washington divergem dos do bloco europeu e que a Europa deve adotar um caminho autônomo para proteger seus próprios interesses.
Ele mencionou pontos de atrito como a situação envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o conflito na Ucrânia e as tensões entre Israel e a República Islâmica do Irã. Para Costa, a política externa do bloco deve ser guiada por seus próprios valores e necessidades, em vez de seguir os objetivos de Washington.
As relações entre os Estados Unidos e a União Europeia permanecem tensas desde o retorno de Trump à Casa Branca. O governo norte-americano impôs tarifas comerciais a diversos países europeus, com percentuais que variam entre 10% e 41%.
Essas tarifas geraram forte reação entre os parceiros do continente. Trump ainda sugeriu a compra da Groenlândia, o que foi amplamente visto como ameaça à soberania da Dinamarca.
O presidente dos Estados Unidos também questionou o futuro da OTAN e cogitou a retirada americana da aliança militar. Costa analisou ainda uma Estratégia de Segurança Nacional que prevê estimular resistência à trajetória atual da Europa dentro dos próprios países europeus.
De acordo com Costa, essa formulação pode representar uma tentativa de fomentar o avanço de partidos de extrema direita no continente. Tal movimento minaria a coesão política da União Europeia, segundo sua avaliação.
O distanciamento se manifesta também no Oriente Médio, onde países europeus recusaram apoio a certas ações contra a República Islâmica do Irã. Algumas nações da OTAN negaram o uso de seu espaço aéreo para operações ofensivas, sinalizando resistência à agenda intervencionista.
Para Costa, a Europa precisa se reorganizar com base em uma visão multipolar, capaz de dialogar com diferentes potências. Essa postura é essencial para preservar a estabilidade política, econômica e energética do continente.
Ao defender uma política externa autônoma, Costa reforça a necessidade de o bloco se posicionar como força independente em um mundo em transformação.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: União Europeia condena ameaças de Trump contra infraestruturas civis no Irã
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Marcos Conservador
24/04/2026
Mais um socialista querendo posar de independente, mas no fundo sonha com uma Europa centralizada e intervencionista. Trump pelo menos defende o interesse do próprio país — coisa que esses burocratas de Bruxelas parecem ter esquecido há tempos.
Luciana
24/04/2026
Enquanto os grandes ficam discutindo quem manda em quem, a gente aqui continua pagando caro no gás e nos juros do cartão. União Europeia, Trump, Costa… tudo longe demais da realidade de quem precisa equilibrar o orçamento no fim do mês.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Ih minha gente, se depender do Trump tamo tudo lascado 😱🙏🇧🇷
Fernando O.
24/04/2026
Costa só disse o óbvio: se a Europa continuar esperando ordens de Washington, vai seguir tropeçando. O mundo mudou, mas tem gente que ainda acha que o século XX não acabou. Precisam acordar antes que virem figurantes no próprio continente.
Karina Libertária
24/04/2026
Ai, por favor, esse papo anti-Trump já cansou! A Europa devia era aprender a ser mais business oriented, investir fora e parar de depender de governo pra tudo. Ficam reclamando dos EUA, mas adoram o dinheiro americano, né?
Beto Engenheiro
24/04/2026
Concordo com Costa. A Europa precisa andar com as próprias pernas e investir pesado em infraestrutura e energia, sem depender de ordens vindas de fora. Sem obra concreta e autonomia, vai continuar patinando.
Renato Professor
24/04/2026
António Costa apenas verbalizou o óbvio que muitos fingem não perceber: a subordinação política e econômica da Europa a Washington é um suicídio civilizatório. Quando um bloco inteiro abre mão de sua autonomia estratégica, transforma-se em colônia de luxo. E depois a extrema-direita ainda fala em “soberania nacional”…
Zé Trovãozinho
24/04/2026
Lá vem mais um socialista de plantão querendo posar de estadista enquanto afunda o bloco em burocracia e ideologia. Ficam com medo do Trump porque ele não passa pano pra essa turma globalista. A UE já virou uma mini Cuba de terno e gravata, e o Costa ainda quer dar lição de moral.
Celio Fazendeiro
24/04/2026
Ah, pronto, mais um europeu querendo dar lição de moral enquanto vive de subsídio e burocracia. Costa devia era cuidar da lavoura e deixar de bancar o sabichão. Essa turma fala bonito, mas não planta um pé de milho pra sustentar o próprio continente.
Maura Santos
24/04/2026
Costa só falou o óbvio, né? Se a Europa continuar de joelhos pra Trump, vai acabar tomando choque igual o Brasil no apagão da era neoliberal. Soberania não se terceiriza, muito menos pra quem acha que o mundo é um reality show.
Alice T.
24/04/2026
Finalmente alguém na Europa falando o óbvio! A UE vive pagando de independente, mas corre pra seguir o roteiro dos EUA toda hora. Se quiser ter voz própria no mundo multipolar, precisa parar de agir como satélite de bilionário narcisista de outro continente.
Pedro
24/04/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil a gente continua pagando gasolina cara e IPVA alto, sem ninguém pra nos defender. Se até a Europa tá com medo de depender dos outros, imagina nós que dependemos do preço do barril lá fora pra encher o tanque.
Rick Ancap
24/04/2026
Ah pronto, socialista europeu chorando porque o “mercado” não pediu permissão pra ele.
Carlos A. Mendes
24/04/2026
Difícil discordar do Costa. A Europa vive dizendo que quer ser independente, mas basta o Trump abrir a boca que todo mundo lá fica olhando pra ver o que ele vai fazer. Se não tomarem as rédeas agora, vão acabar virando figurantes no próprio continente.
Vanessa Silva
24/04/2026
Concordo com o Costa. A Europa precisa agir de forma autônoma, com planejamento e visão de longo prazo, não como apêndice das decisões americanas. A dependência política só atrasa o desenvolvimento e a capacidade de responder aos desafios urbanos e econômicos do próprio continente.
Silvia D.
24/04/2026
Concordo plenamente com António Costa. A Europa precisa reafirmar sua autonomia e investir em políticas baseadas em evidências e cooperação, não em caprichos de um líder estrangeiro. Dependência cega nunca foi receita de sucesso — nem na saúde, nem na política.
Jeferson da Silva
24/04/2026
António Costa tá certíssimo. A Europa precisa parar de se ajoelhar pra qualquer bilionário de terno, seja Trump ou outro. Quando a gente entrega nossa soberania pros donos do capital, o povo é quem paga a conta — nas fábricas, nos salários, na vida real.
Adalberto Livre
24/04/2026
EU AVISEI!!! ESSES EUROPEUS VIVEM DE MÃO DADA COM ESQUERDISTA E DEPOIS CULPAM O TRUMP!!!
Tonho Patriota
24/04/2026
FAZ O L PRA VER SE A EUROPA NÃO VIROU COMUNISTA TAMBÉM, TÁ OK?!
Zizi
24/04/2026
António Costa apenas disse o óbvio, mas parece que o óbvio ainda precisa ser dito em voz alta quando se trata da política europeia. A submissão da União Europeia aos caprichos de Washington, especialmente sob a figura de Trump, é um sintoma do enfraquecimento da soberania política do continente. Desde a Segunda Guerra, a Europa vem se equilibrando entre a dependência militar dos Estados Unidos e a tentativa de construir uma identidade própria. Mas o que Costa denuncia é o perigo de continuar nesse papel de satélite, sem rumo próprio, esperando que o império do outro lado do Atlântico dite as regras do jogo.
É curioso observar como muitos desses “liberais” europeus, que gostam de pregar autonomia e democracia, acabam se ajoelhando diante de qualquer bravata americana. Trump, com seu discurso isolacionista e autoritário, não é um líder confiável para ninguém, muito menos para uma comunidade que se pretende democrática. O que ele representa é o retorno de uma lógica imperial, de imposição e chantagem — e a Europa, se quiser sobreviver politicamente, precisa parar de fingir que isso é parceria.
O alerta de Costa deveria ecoar também por aqui. Nós, latino-americanos, conhecemos bem o preço da subserviência a potências estrangeiras. Cada vez que abrimos mão de decidir nosso próprio destino, pagamos com pobreza, desigualdade e perda de dignidade. A União Europeia, se continuar refém de Washington, corre o risco de se tornar irrelevante, assim como tantos países que entregaram suas decisões aos “meninos mal-educados” do liberalismo global.
É hora de o mundo — inclusive a Europa — aprender o que Lula vem dizendo há tempos: independência não é isolamento, é respeito mútuo. Só há verdadeira soberania quando os povos decidem por si mesmos, com solidariedade e consciência histórica. Que os europeus ouçam António Costa, antes que se tornem mais um apêndice do império decadente americano.
Miriam
24/04/2026
António Costa está certo em cobrar autonomia da União Europeia. Ficar esperando o humor de Trump para definir política externa é o oposto de soberania. O bloco precisa parar de agir como subordinado e começar a se comportar como adulto nas relações internacionais.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
Lá vem mais um socialista querendo posar de estadista! A União Europeia já é um fracasso por causa dessa turma globalista que ajoelha pra burocrata de Bruxelas. Trump pelo menos defende o próprio país — coisa que esses comunistas de terno não fazem. Selva!
Augusto Silva
24/04/2026
Sgt Bruno, curioso você falar em “defender o próprio país” enquanto a Europa tenta justamente não virar colônia de Washington. Costa só lembrou o óbvio: quem ajoelha pra Trump não levanta mais.
Eduardo C.
24/04/2026
Difícil discordar de Costa. A UE precisa de autonomia real, não pode seguir os humores de Washington. Os números mostram que a dependência econômica e militar dos EUA ainda é enorme — sem reequilíbrio, o “fracasso” que ele menciona é questão de tempo.
Tadeu
24/04/2026
Sinceramente, isso aí pouco me afeta. O que eu quero saber é se essa briga vai mexer nas bolsas ou no câmbio, porque é isso que pega no bolso. Política externa é barulho, o que importa é o impacto na inflação e nos investimentos.
Mariana Ambiental
24/04/2026
António Costa só disse o óbvio: enquanto a Europa seguir ajoelhada pros caprichos de Washington, vai continuar sem soberania real. A dependência dos EUA é o mesmo tipo de submissão que o agronegócio brasileiro tem com as multinacionais — lucro pra poucos, prejuízo pro povo e pro planeta.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Costa só disse o óbvio: a Europa não pode continuar ajoelhada diante dos caprichos de um bilionário narcisista. Desde o Plano Marshall, os EUA tratam o continente como quintal estratégico. Está mais que na hora de Bruxelas estudar um pouco de autonomia e parar de confundir subserviência com aliança.
Evelyn Olavo
24/04/2026
Finalmente alguém na Europa fala o óbvio. A submissão cega a Washington só enfraquece o bloco e compromete qualquer projeto de soberania. Se a UE quer ser relevante, precisa agir como potência, não como satélite do trumpismo.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Falaste bonito, Evelyn. Aqui no interior a gente sabe bem o que é perder autonomia: quando o roçado depende do patrão de fora, o povo passa fome. A Europa tá precisando lembrar disso e plantar seu próprio milho, não viver de farelo americano.
Francisco de Assis
24/04/2026
Falou tudo, Evelyn! Essa dependência dos gringos é o que mantém a Europa ajoelhada — e o Brasil, por sorte, já entendeu que soberania se constrói com coragem, não com vassalagem.