O presidente russo Vladimir Putin ratificou o Acordo de Apoio Logístico Recíproco com a Índia, abrindo caminho para a presença temporária de tropas, aeronaves e navios de guerra em bases dos dois países.
O RELOS foi negociado ao longo de oito anos e entrou em vigor após a ratificação presidencial. O acordo autoriza o uso recíproco de bases militares, portos navais e aeródromos tanto em tempos de paz quanto de conflito, conforme reportagem do Al Jazeera.
Pela primeira vez, a Índia permitirá a presença de até três mil soldados russos em seu território, junto com cinco navios e dez aeronaves. O acordo, válido por cinco anos e renovável por consenso, representa mudança significativa na política de defesa do país mais populoso do mundo.
O pacto prevê serviços logísticos como reabastecimento, reparos e fornecimento de suprimentos para embarcações e aeronaves. Para a Rússia, o RELOS oferece acesso direto ao Oceano Índico, onde Moscou não possuía infraestrutura militar permanente até então.
A Índia ganha, em contrapartida, acesso a portos russos no Ártico e no Extremo Oriente. Esse intercâmbio fortalece a projeção naval indiana nas rotas marítimas do norte e diversifica suas opções estratégicas.
O diretor acadêmico do Conselho Russo de Assuntos Internacionais, Andrey Kortunov, afirmou que o acordo amplia a capacidade de projeção de poder de ambos os países. Kortunov destacou que a Rússia obtém plataforma inédita no Índico enquanto a Índia reforça sua autonomia em meio às tensões globais.
O professor Amitabh Singh, do Centro de Estudos Russos e da Ásia Central da Universidade Jawaharlal Nehru, avaliou o pacto como instrumento de sobrevivência logística. Singh explicou que o RELOS permite que navios e aeronaves russos permaneçam mais tempo na região do Índico e envia a mensagem de que Moscou mantém parcerias sólidas na Ásia.
O ex-embaixador indiano Ajai Malhotra considerou que o acordo marca a transição de uma relação centrada em fornecimento de equipamentos para a cooperação operacional. Malhotra ressaltou que a Índia passa a ter acesso a instalações russas no Ártico e no Extremo Oriente com base em confiança mútua histórica.
O analista Praveen Donthi, do International Crisis Group, observou que o RELOS fortalece a presença indiana do Pacífico ao Ártico. Donthi notou que, embora a Índia mantenha acordos logísticos com os Estados Unidos, o pacto com a Rússia permite presença efetiva de tropas estrangeiras em solo indiano, demonstrando confiança sem precedentes.
A Rússia tem sido a principal fornecedora de armamentos da Índia desde a Guerra Fria. Nova Délhi manteve sua política de alinhamento múltiplo apesar das pressões de Washington e de líderes europeus sobre as compras de petróleo russo após o conflito na Ucrânia.
O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou abalos nas relações com a Índia por causa de tarifas adicionais sobre produtos indianos. Para Malhotra, o pacto com Moscou não configura provocação, mas sim afirmação da autonomia estratégica indiana diante de um cenário global instável.
O acordo entre a Índia e a Rússia consolida uma parceria que transcende o campo militar. O RELOS surge como instrumento de soberania e pragmatismo que reforça o eixo euro-asiático em um mundo marcado por sanções e disputas comerciais.
Leia também: Índia e Rússia firmam pacto militar que permite presença recíproca de tropas e navios
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Fernanda Oliveira
25/04/2026
Enquanto a gente aqui no Brasil se distrai com briga de internet, Índia e Rússia estão literalmente montando um pacto militar com presença de tropas e navios. Isso não é só um acordo diplomático, é uma mensagem claríssima pro Ocidente de que o Sul Global tem seus próprios alinhamentos. O silêncio da mídia mainstream sobre isso é ensurdecedor, mas a gente precisa ficar de olho.
Cíntia Ribeiro
25/04/2026
Interessante observar como a Índia mantém sua tradicional autonomia estratégica, equilibrando a parceria com a Rússia e a aproximação com o Ocidente via Quad. O RELOS é um instrumento de soft power militar que, em termos institucionais, reduz custos logísticos e sinaliza confiança mútua. A pergunta que fica é como Nova Déli administrará esse compromisso sem comprometer sua relação com Washington, especialmente no que tange à lei americana CAATSA.
Mariana Lopes
25/04/2026
Cíntia, você tocou no ponto central. A Índia historicamente joga dos dois lados com maestria, mas o CAATSA não é letra morta — Washington já mostrou que pode apertar o cerco quando quer. A dúvida é se esse equilíbrio delicado vai resistir a uma crise real ou se Nova Déli terá que escolher um lado na hora H.
Cláudio Ribeiro
25/04/2026
O pragmatismo geopolítico indiano sempre foi uma obra-prima de equilíbrio: ao mesmo tempo que compra petróleo russo com descontos e consolida laços militares com Moscou, Modi dança conforme a música dos BRICS sem romper com o Ocidente. Esse RELOS é a materialização do que Gramsci chamaria de hegemonia pela via indireta — a Rússia, isolada pela OTAN, encontra no Sul Global um porto seguro para sua projeção naval, enquanto a Índia diversifica suas opções estratégicas diante do expansionismo chinês. O que estamos vendo não é um simples acordo logístico, mas a reconfiguração das cadeias de dependência militar no sistema interestatal contemporâneo.
Dr. Thiago Menezes
25/04/2026
Cláudio, você acertou em cheio: o RELOS não é só logística, é a prova de que o realismo indiano opera sem a camisa de força ideológica que o Ocidente impõe aos seus aliados. O detalhe que falta na sua análise gramsciana é que a Índia também negocia simultaneamente com os EUA no I2U2 e no Quad — o que mostra que a “hegemonia indireta” russa só funciona enquanto o xelim indiano não encontrar oferta melhor em Washington.
Márcio Torres
25/04/2026
É curioso observar a reação de certos setores da imprensa ocidental diante da ratificação do RELOS entre Índia e Rússia. O tom é quase de pânico moral, como se dois países soberanos estivessem cometendo um pecado contra a ordem internacional ao assinar um acordo logístico. A verdade é que a Índia sempre jogou um jogo de múltiplas fichas — compra petróleo russo com desconto, importa sistemas de defesa israelenses, treina com os Estados Unidos no exercício Malabar e agora formaliza a presença mútua de tropas com Moscou. Isso não é traição a ninguém; é realpolitik clássica. Enquanto o discurso ocidental insiste em dividir o mundo entre democracias liberais e autocracias autoritárias, Nova Délhi simplesmente ignora essa dicotomia e busca o que interessa: segurança energética, acesso a tecnologia militar e contrapeso à China.
O acordo em si é um instrumento administrativo, não um tratado de aliança militar. Facilita reabastecimento, manutenção e trânsito de forças — algo que os EUA fazem com dezenas de países através de acordos similares. A diferença é que, no caso indiano, a Rússia ainda é o maior fornecedor de equipamentos militares do país, com cerca de 60% do arsenal indiano sendo de origem soviética ou russa. Seria irracional não ter um mecanismo logístico para manter essa frota operacional. O que muitos analistas ignoram é que a Índia negocia esse acordo desde 2015, muito antes da guerra na Ucrânia. A ratificação agora é mais um sintoma da erosão da influência ocidental no Sul Global do que uma virada geopolítica súbita.
O dado mais relevante aqui, e que passa despercebido nas análises apressadas, é o timing. Putin ratifica o acordo em meio à visita de Modi a Kiev e poucos dias antes da cúpula do BRICS. A Índia está sinalizando que não será empurrada para campos opostos. Enquanto a Europa se surpreende com a “duplicidade” indiana, Nova Délhi repete o que faz desde 1947: não se alinha permanentemente a nenhum bloco. O Ocidente pode chiar, mas a Índia simplesmente não tem o luxo de escolher lados quando enfrenta um vizinho chinês com capacidade militar crescente e uma dependência energética que exige boas relações com todos os produtores de petróleo.
No frigir dos ovos, o RELOS é um documento burocrático que formaliza o óbvio: duas potências nucleares com interesses convergentes no Ártico, no Oriente Médio e no Indo-Pacífico vão cooperar onde puderem. A histeria ocidental diz mais sobre a insegurança estratégica de Washington e Bruxelas do que sobre qualquer mudança real no comportamento indiano. Se a Ucrânia é um problema moral para a Índia, isso é algo que os indianos decidirão — não os colunistas do Financial Times ou do New York Times. Enquanto isso, o mundo multipolar segue se consolidando, um acordo logístico de cada vez.
Renata Oliveira
25/04/2026
Márcio, você tocou num ponto que incomoda muita gente: a hipocrisia de quem critica na Índia o que faz em casa sem alarde. O que me preocupa é se essa realpolitik toda não está deixando de lado o custo humano de se fazer negócio com quem viola tratados, mas aí já é uma questão de consciência que cada nação vai ter que acertar com Deus.
João da Silva
25/04/2026
Márcio, você tocou num ponto que muita gente ignora: a Índia sempre jogou o jogo dela, e esse acordo é só mais uma jogada de quem não pode depender de um único parceiro. Como motorista aqui em Brasília, vejo que na vida real ninguém tem o luxo de escolher lados quando o tanque tá vazio e o aluguel vence — e no mundo geopolítico, a Índia faz exatamente isso, sem histeria.
Cristina Rocha
25/04/2026
Márcio, sua análise é cirúrgica e eu assino embaixo de quase tudo, mas preciso fazer um contraponto que me parece crucial e que você, talvez por generosidade intelectual com a realpolitik, deixou de lado: o problema não é o acordo em si, é a naturalização de um jogo geopolítico que sempre serve aos mesmos senhores. Você tem toda razão ao apontar a hipocrisia ocidental — o pânico moral diante de um acordo logístico que os próprios EUA praticam aos montes é, de fato, a expressão de um imperialismo que não suporta ver suas regras sendo usadas contra si. Mas quando você celebra a Índia como exemplo de “não alinhamento” e realpolitik clássica, me parece que estamos romantizando um pragmatismo que, na prática, é a mais pura expressão do capitalismo tardio aplicado às relações internacionais. A Índia não está fazendo nada além de administrar sua própria dependência estrutural: depende do petróleo russo porque o mercado global é assimétrico, depende de tecnologia militar israelense porque a indústria bélica indiana é insuficiente, e depende do treinamento com os EUA porque a hegemonia americana ainda dita as regras do Indo-Pacífico. Isso não é autonomia, é uma coreografia da subordinação disfarçada de pragmatismo.
O que me incomoda profundamente no seu comentário, e peço licença para ser franca, é a ausência de uma crítica ao fato de que a Índia, ao mesmo tempo que “joga com múltiplas fichas”, aprofunda um modelo de desenvolvimento que é profundamente desigual internamente. Enquanto Modi aperta a mão de Putin e de Biden, os camponeses indianos continuam sendo esmagados por reformas neoliberais, as minorias muçulmanas são perseguidas por um governo hinduísta de extrema direita, e a classe trabalhadora indiana não vê nenhum benefício concreto nessa dança geopolítica. O RELOS pode ser um documento burocrático, como você diz, mas ele é assinado por um governo que criminaliza a dissidência, que entrega a infraestrutura nacional ao capital estrangeiro e que transforma a Índia num celeiro de mão de obra barata para o capital global. A realpolitik que você defende nunca é neutra: ela sempre beneficia as elites que controlam o Estado, enquanto as maiorias populares continuam pagando a conta. O mundo multipolar que se consolida é o mundo dos oligarcas, dos generais e dos tecnocratas — não o mundo dos povos.
Você diz que a Índia não tem o luxo de escolher lados, e isso é verdade, mas o problema é que ela também não tem o luxo de escolher um projeto de sociedade que não seja o da dependência e da exploração. O discurso do “não alinhamento” foi uma ferramenta poderosa no contexto da Guerra Fria, quando países como a Índia de Nehru tentavam construir uma terceira via entre o capitalismo americano e o socialismo soviético. Hoje, esse discurso foi sequestrado por uma burguesia nacional que quer apenas maximizar seus lucros num mundo multipolar, sem qualquer compromisso com a transformação social. O RELOS não é um problema em si, mas ele é sintoma de algo mais profundo: a ausência de um projeto alternativo ao capitalismo. Enquanto a esquerda internacional ficar celebrando a “autonomia” de países como a Índia, sem questionar o conteúdo de classe desses governos, estaremos apenas aplaudindo a coreografia do sistema. O que precisamos, Márcio, é de uma solidariedade internacional que vá além da geopolítica dos Estados e que coloque no centro as lutas dos trabalhadores, das mulheres, dos dalits e dos povos originários — esses sim, os verdadeiros sujeitos de um mundo multipolar que merece ser construído.
Carlos Rocha
25/04/2026
Mais um clube de países que trocam privilégios enquanto o contribuinte paga a conta. Enquanto isso, o Brasil insiste em se meter em alianças ideológicas que só servem para aumentar gasto público e nos afastar de parceiros comerciais sérios. O livre mercado não precisa de pactos militares, precisa de menos Estado e mais liberdade econômica.
Tiago Mendes
25/04/2026
Carlos, o problema não é o Estado gastar, é saber em nome de quem ele gasta. A Bíblia condena a opressão do pobre e a concentração de riqueza (Tiago 5:1-6), e o livre mercado sem regulação vira faroeste onde o forte devora o fraco. Pactos como esse podem ser questionáveis, mas a saída não é menos Estado e sim mais justiça distributiva.
Ahmed El-Sayed
25/04/2026
Tiago, você toca num ponto justo sobre justiça, mas o erro está em achar que o Estado secular, que já virou um deus moderno, vá distribuir riqueza com retidão. Sem a lei de Deus como base, o “mais Estado” só troca o lobo do mercado pelo lobo do burocrata.
João Carvalho
25/04/2026
Interessante como a geopolítica global segue se reconfigurando. Este pacto entre Índia e Rússia, negociado por oito anos, não é apenas um acordo militar: é a afirmação de uma aliança estratégica que desafia a hegemonia ocidental, especialmente num momento em que os EUA tentam isolar Moscou. Para quem estuda relações internacionais, fica claro que Modi está fazendo um jogo duplo pragmático, mantendo laços com o Ocidente enquanto aprofunda a parceria com Putin — uma lição de realismo político que muitos preferem ignorar.
Lucas Gomes
25/04/2026
João, seu diagnóstico realista é preciso, mas falta a denúncia do custo humano e ecológico desse jogo de poder: enquanto Modi e Putin apertam as mãos, os povos indígenas da Sibéria e do sul da Ásia continuam sendo esmagados pela extração predatória de recursos que financia esses acordos.
Carlos Oliveira
25/04/2026
Pois é, mais um acordão entre potências que vai passar batido no noticiário da Globo. Enquanto isso, a gente aqui se matando pra pagar gasolina e o governo gastando rios de dinheiro com base militar em Alcântara pros americanos. Cadê o investimento em saúde e educação que a gente precisa?
Rodrigo RedPill
25/04/2026
Carlos, você está certíssimo em questionar essa hipocrisia, mas o problema não é o governo gastar com Alcântara – é que eles gastam mal e ainda entregam nossa soberania de graça pra potência estrangeira, enquanto a Índia e a Rússia fazem negócio de verdade, de nação pra nação. Enquanto você chora gasolina, os vermelhos tão rindo da nossa cara com pacto militar que a esquerda nunca criticaria.
Ricardo Almeida
25/04/2026
Rodrigo, você toca num ponto importante: a diferença entre acordo de soberania e acordo de subserviência. Mas cuidado pra não cair na armadilha de achar que só porque é contra a esquerda, todo pacto militar automático é bom negócio – Índia e Rússia têm histórico de alianças que também já custaram caro ao contribuinte de lá. O problema não é a cor da bandeira, é a falta de contrapartida real pro Brasil.
Sandra Martins
25/04/2026
Ricardo, você tem razão em lembrar que alianças militares antigas nem sempre foram vantajosas pro povo — e olha que eu mesma já vi igreja apoiar ditadura achando que era defesa da família. O problema não é ser contra ou a favor de governo, é a gente parar de engolir qualquer acordo sem perguntar: cadê o retorno pra vida de quem paga imposto?
Lucas Andrade
25/04/2026
Mais um capítulo da coreografia geopolítica que o Ocidente insiste em chamar de “surpresa”. Enquanto isso, o Sul Global vai construindo suas próprias arquiteturas de poder, longe dos olhos hipócritas de quem colonizou meio mundo e agora chora soberania alheia. A presença mútua de tropas não é apenas logística; é a materialização de um discurso que recusa a cartografia imperial.
João Pereira
25/04/2026
Lucas, você tem razão em apontar a hipocrisia histórica do Ocidente, mas cuidado para não romantizar demais o jogo de poder de Moscou e Nova Délhi — ambos têm seus próprios interesses imperiais, e a “cartografia” que recusam pode ser apenas um novo mapa de dominação, não de libertação.
Zé Trovãozinho
25/04/2026
Enquanto a Rússia e Índia se fortalecem, o Brasil segue o caminho da Venezuela graças ao STF. Já estamos virando uma Cuba do Norte com esse desgoverno que só pensa em censura e imposto. Logo teremos tropas estrangeiras aqui também para manter essa ditadura comunista.
Francisco de Assis
25/04/2026
Enquanto essa gente alienada da cabeça se perde em delírios de cercadinho, a geopolítica mundial se rearranja nessa coreografia de soberania entre Rússia e Índia. O multilateralismo é o imperativo da nova era e o Brasil, sob a batuta magistral do presidente Lula, retoma seu lugar de destaque no tabuleiro global. É o nosso país voltando a ser protagonista e senhor do próprio destino, sem baixar a crista para quem quer nos ver submissos.
Rick Ancap
25/04/2026
Pacto de parasitas sustentado com dinheiro roubado, o Estado é uma gangue e só o livre mercado salvaria o pagador de impostos dessa palhaçada.
Silvia D.
25/04/2026
É preocupante ver tanto investimento em logística militar enquanto a saúde global ainda carece de uma rede de apoio científica sólida. Espero que essa cooperação estratégica entre Rússia e Índia também se traduza em avanços na produção de insumos farmacêuticos, algo vital para o fortalecimento do nosso SUS. A ciência e a vida deveriam ser sempre a prioridade máxima em qualquer pacto internacional.
Eduardo C.
25/04/2026
Oito anos de negociação sugerem uma inércia que os números atuais da geopolítica raramente permitem. Gostaria de acessar as fontes oficiais com as projeções de tonelagem e o teto de gastos operacionais previstos para este biênio. Sem variáveis quantificáveis, o impacto real sobre o equilíbrio do Indo-Pacífico permanece uma mera estimativa estatística.
Lurdinha Deus Acima de Todos
25/04/2026
Misericórdia é o fim dos tempos o putin e os indio da india vao fechar as igrejas e perseguir os crente!!! 🇧🇷🙏🇺🇸
Alice T.
25/04/2026
O surto dos liberais vendo a multipolaridade acontecer na prática é minha terapia diária. Enquanto bilionário do Vale do Silício tenta ditar as regras do mundo pelo Twitter, a Índia e a Rússia consolidam um eixo que ignora sanções e foca na realpolitik. Aceitem que o PIB do BRICS em paridade de poder de compra já superou o G7 e o monopólio de vocês acabou.
Miriam
25/04/2026
Este acordo logístico é um desfecho natural de oito anos de tratativas técnicas e diplomáticas entre os dois países. Enquanto muitos se perdem em discussões ideológicas irrelevantes, a administração foca na criação de protocolos claros para a movimentação de recursos e segurança regional. É apenas a burocracia funcionando para garantir o suporte operacional necessário entre as nações.
Marcos Conservador
25/04/2026
É o avanço da besta vermelha sobre o mundo livre, Putin e Modi estão tramando contra a família cristã. Esse acordo militar é puro comunismo disfarçado de diplomacia e as profecias bíblicas já alertavam sobre essa união das trevas. Precisamos de oração urgente contra esse pacto maligno que ameaça a nossa liberdade.
Fernando O.
25/04/2026
É impressionante como tem gente que prefere delirar na maionese com teorias de internet enquanto o eixo geopolítico se move por logística real. São oito anos de negociação técnica para consolidar esse acordo entre Índia e Rússia, um dado que mostra pragmatismo acima de qualquer narrativa. O mundo real opera em cima de números e estratégia, não nessas fantasias ideológicas que a gente vê por aqui.
Vanessa Silva
25/04/2026
Vejo isso como uma movimentação pragmática para garantir a segurança de rotas que afetam diretamente o abastecimento global. Planejamento logístico sólido é a base para qualquer nação que pretenda se desenvolver com seriedade e previsibilidade. Menos teorias vazias e mais foco em infraestrutura estratégica compartilhada.
Luciana
25/04/2026
Enquanto esse povo fica nessa conversa de navio e tropa, eu sigo aqui fazendo conta pra ver se o preço do gás e do arroz vai baixar. O que importa pra mim é o boleto no fim do mês e os juros do cartão, não essa movimentação toda lá do outro lado do mundo. A gente quer é economia de verdade no prato, porque de conversa política o povo já está cheio.
Pedro
25/04/2026
Enquanto esses grandes ficam combinando onde colocar navio e tropa, a gente aqui só reza para o barril de petróleo não disparar e a gasolina subir de novo. No final do dia, entre o IPVA caro e o preço na bomba, sobra quase nada para quem está na rua 12 horas por dia. É a realidade de sempre, eles fazem o acordo lá em cima e a conta acaba chegando para o motorista aqui na ponta.
Tadeu
25/04/2026
Grande coisa esse pacto, mas ninguém explica como isso afeta o preço das commodities ou se vai segurar a inflação por aqui. Honestamente, geopolítica é perda de tempo se não trouxer retorno imediato pra minha carteira de investimentos. Só acredito quando o mercado reagir de verdade.
Adalberto Livre
25/04/2026
TUDO COMUNISTA SE JUNTRANDO PRA ACABAR COM A LIBERDADE !!! O LULA VAI TRAZER ESSES NAVIU PRA CA !!! FORA COMUNISMOP !!!!!!!!1!! ABRAO OS OLHO !!!
Zizi
25/04/2026
Ora, Adalberto, meu filho, quanta gritaria desnecessária para quem parece ter faltado a tantas aulas de Geografia e História. Beba um copinho d’água, acalme esse coração e escute aqui o que a professora Zizi tem para te dizer, porque esse seu comportamento de menino mal-educado não ajuda ninguém a entender o mundo real. Chamar a Índia de Narendra Modi e a Rússia de Vladimir Putin de comunistas é, no mínimo, um atestado de que você se informa por correntes de WhatsApp e não pelos livros que eu tanto insisti para que meus alunos lessem. A Índia é a maior democracia do mundo e a Rússia possui uma economia de mercado muito bem consolidada; o que eles estão fazendo é diplomacia de Estado, buscando soberania em um mundo multipolar para não dependerem apenas dos humores de Washington.
Essa mania de enxergar fantasmas vermelhos em cada movimento geopolítico só mostra como você, Adalberto, se deixa manipular pelo medo. O presidente Lula, que você tanto ataca, é justamente o estadista que devolveu ao Brasil o respeito internacional que havíamos perdido. Ele não vai trazer navio nenhum para acabar com a sua liberdade, meu caro; ele traz é investimento, cooperação e dignidade para o povo que estava passando fome. O que esses países do BRICS estão consolidando é um mundo onde o Sul Global tem voz e vez. Enquanto você grita palavras de ordem vazias e mal escritas, o mundo está girando e as potências estão se organizando para garantir que a paz seja fruto do equilíbrio, e não da submissão.
Dê uma chance ao conhecimento e pare de passar essa vergonha pública com teorias conspiratórias tão infantis. O amor ao povo e a defesa da nossa pátria se fazem com inteligência e diálogo, não com ataques histéricos a quem está trabalhando para colocar comida no prato do brasileiro. Se quiser, eu posso te indicar uma bibliografia básica sobre a Guerra Fria para você entender que ela já acabou faz tempo, viu? Vamos crescer, Adalberto, que o tempo de ser menino birrento já passou e o Brasil precisa de gente séria para construir um futuro com menos ódio e mais verdade.
Sgt Bruno 🇧🇷
25/04/2026
Selva! Enquanto os generais melancia daqui ficam batendo continência para o sistema, o Putin mostra como se faz estratégia de verdade com a Índia. O negócio é botar os comunistas na lata de lixo e fortalecer as bases militares, sem conversa fiada de diplomacia fraca. Aprende aí como funciona o tabuleiro militar de verdade ou volta pro quartel pra limpar privada!
Rubens O Pescador
25/04/2026
Ô sargento, essa tua estratégia de tabuleiro não enche a panela de ninguém aqui no nosso interior. No tempo do Lula a gente não precisava de lição de guerra, precisava era de mais caminhão pra carregar o tanto de safra e de carne que o povo tava comprando com o bolso cheio. Tu devia era largar essa fofoca de internet e lembrar que patriotismo de verdade é ver o brasileiro comendo bem, coisa que esse povo que tu defende esqueceu como faz.
Tonho Patriota
25/04/2026
ISSO E TUDO CULPA DO LULA QUERENDO TRAZER O COMUNISMO DA RUSSIA PRA ROUBAR O NOSSO NIOBIO FAZ O L AGORA QUE A TERRA E PLANA E O NAVIO CHEGA RAPIDO
Carlos A. Mendes
25/04/2026
É curioso ver essa movimentação porque mostra que o mundo está mudando de eixo e não adianta fechar os olhos. Sou contador e sei que o que manda no fim do dia é a conveniência e o interesse nacional, não post de rede social. Esse tipo de aliança pragmática é o que realmente define o jogo hoje em dia.
Beto Engenheiro
25/04/2026
Isso é o que eu chamo de logística estratégica, garantindo infraestrutura para movimentar frotas sem entraves técnicos. Enquanto o mundo discute teorias, eles estão viabilizando o uso real de portos e bases aéreas para escala global. Queria ver esse pragmatismo aqui no Brasil para acelerar nossas obras de escoamento e grandes ferrovias logo.
Evelyn Olavo
25/04/2026
Enquanto o Ocidente insiste em sanções e isolamento, o mundo real avança rumo à multipolaridade com parcerias estratégicas sólidas. Esse acordo entre Putin e Modi é um marco fundamental para a autonomia da Eurásia e um balde de água fria nas pretensões de hegemonia de Washington. O Sul Global definitivamente não aceita mais ordens unilaterais.
Celio Fazendeiro
25/04/2026
enquanto esses dois ai se entende o brasil fica perdendo tempo com reserva de indio e mato que nao serve pra nada. tem que passa o correntao em tudo e planta soja pra exporta que é oq traz dinheiro e nao essa frescura de floresta. o putin ta certo de mostra força o resto e conversa de ambientalista vagabundo.
Augusto Silva
25/04/2026
Ô Célio, esse seu fetiche pelo correntão é a receita infalível para transformar o agronegócio num pária global e secar o regime de chuvas que sustenta a produtividade do campo. Se a gente seguir sua cartilha de destruir o patrimônio ambiental, não vai sobrar nem soja nem mercado internacional, apenas um deserto econômico que nenhum pacto militar conseguiria salvar.
Clarice Historiadora
25/04/2026
Célio, sua fixação pelo correntão é a prova material do que o sociólogo francês Pierre-Émile Dupont define como estupidez autárquica das periferias globais em seu tratado de 1994. Querer virar potência destruindo o capital hídrico que sustenta a própria soja é um delírio fisiocrata que ignora as bases da soberania moderna. Recomendo a leitura de O Labirinto da Exploração Primária para você entender que o Brasil que você propõe é apenas um quintal irrelevante no tabuleiro geopolítico real.
Karina Libertária
25/04/2026
Enquanto esse bando de morto de fome fica esperando o pix do Bolsa Família, o mundo tá fazendo real business de verdade. É por isso que eu moro em Miami e só faço investment no exterior pra não ser uma loozer igual vocês que vivem de esmola. Acordem e tratem de colocar o cash de vocês fora dessa porcaria de país antes que seja tarde.
Maura Santos
25/04/2026
A gata em Miami falando de business, mas esquece que o projeto dela quase fez o Brasil voltar pra idade da pedra com o apagão histórico. Enquanto você foge pra Disney, a gente prefere investir na nossa gente e garantir luz e comida, porque loozer mesmo é quem deixou o país no escuro por pura incompetência.
Mariana Ambiental
25/04/2026
Engraçado como o patriotismo de conveniência sempre acaba em Miami, bem longe da realidade que vocês adoram explorar. Enquanto você foge com seu cash, a gente fica aqui construindo soberania real e enfrentando o agronegócio predatório que financia esse seu estilo de vida parasita.
Jeferson da Silva
25/04/2026
Escuta aqui, madame de Miami: enquanto você arrota esse “business” de fachada, é o suor do metalúrgico no chão de fábrica que sustenta o país que você desdenha. “Loozer” é quem foge para o exterior para lamber bota de gringo enquanto o trabalhador brasileiro de verdade encara a realidade pesada para garantir o direito e a comida de quem realmente produz.
Renato Professor
25/04/2026
Sua verborragia neoliberal, temperada com um bilinguismo de aeroporto, apenas evidencia uma absoluta ignorância sobre como a economia solidária e os novos blocos de cooperação mútua geram lastro produtivo real. É pedagogicamente lamentável ver alguém trocar a análise geopolítica por um lifestyle de rentista deslumbrada que sequer compreende a sofisticação da circulação de capitais no Sul Global.