O governo da República Democrática do Congo e o grupo rebelde M23 firmaram um novo acordo para proteger civis e facilitar a entrega de ajuda humanitária no leste do país.
As partes divulgaram o compromisso após cinco dias de negociações realizadas na cidade suíça de Montreux. Representantes do Catar, dos Estados Unidos, da Suíça, da Comissão da União Africana e do Togo participaram das conversas, com o Togo atuando como mediador.
Segundo o Al Jazeera, as partes se comprometeram a não realizar ações que prejudiquem a assistência humanitária. O comunicado conjunto prevê a liberação de prisioneiros em um prazo de dez dias como gesto de boa-fé.
As partes também acordaram criar um mecanismo de monitoramento para um cessar-fogo permanente. Esse mecanismo iniciará atividades de vigilância, verificação e relato sobre o cumprimento dos termos do acordo.
O documento estabelece que as forças não devem atacar civis e devem garantir atendimento médico aos feridos e doentes. O movimento M23, apoiado por Ruanda, retomou suas ofensivas em 2022 e controla extensas áreas no leste da RDC.
A região enfrenta mais de três décadas de instabilidade, com diversos grupos armados atuando no local. Apesar de um acordo de paz mediado em dezembro, os confrontos persistiram especialmente nas áreas montanhosas de Kivu do Sul.
A Human Rights Watch denunciou que tanto as forças governamentais quanto os rebeldes dificultavam a chegada de ajuda humanitária. A pesquisadora sênior da organização para a região dos Grandes Lagos, Clementine de Montjoye, alertou para a grave crise humanitária que afeta a população local.
A especialista destacou que os civis vivem sob constante ameaça de abusos por todos os lados do conflito. O novo entendimento busca reativar o processo de paz e reduzir as hostilidades que já deslocaram centenas de milhares de pessoas.
Diplomatas africanos veem com otimismo o envolvimento direto da União Africana nas negociações. O sucesso do acordo dependerá da adesão efetiva de todos os combatentes ao cessar-fogo.
Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.
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João Batista Alves
25/04/2026
É um alento ver que buscam a paz para proteger os inocentes, pois a família é o bem mais sagrado que temos. Peçamos a Deus que esse acordo não seja apenas palavras ao vento da modernidade, mas um compromisso real com a moral e a dignidade humana. Que a misericórdia divina alcance aquelas terras tão sofridas.
Francisco de Assis
25/04/2026
Meu caro João, enquanto essa gente alienada da cabeça se perde em discurso de moralidade, a paz real se faz com a diplomacia ativa e altiva que o Brasil voltou a exercer. É a nossa soberania sendo exemplo para o mundo, mostrando que o diálogo é a ferramenta dos fortes que verdadeiramente cuidam do povo.
Marta
25/04/2026
Meu caro João Batista, que prazer ler suas palavras tão cheias de fé, mas como uma velha professora de história que já gastou muito giz nesse quadro da vida, eu preciso lhe convidar a olhar para além do altar. A paz é, de fato, um bálsamo, mas na República Democrática do Congo ela é uma construção que exige enfrentar os meninos mal-educados do capital internacional. Aquela terra não sofre por falta de oração, João, mas por excesso de riqueza mal distribuída e por um passado colonial cruel que começou lá na Conferência de Berlim, em 1884, quando a Europa retalhou a África como se fosse um bolo de aniversário, sem convidar os donos da casa. O que vemos hoje com o M23 é o reflexo de décadas de exploração de minérios como o coltan e o cobalto, que alimentam o luxo do Norte Global enquanto o povo congolês amarga a miséria.
Esses liberais que adoram falar em livre mercado são os mesmos que fecham os olhos para o financiamento de milícias quando o lucro das mineradoras está em jogo. É por isso que eu sempre digo aos meus alunos: a moral sem a justiça social é apenas uma moldura bonita num quadro vazio. O sentimento de família que você cita só floresce de verdade quando há soberania e pão na mesa, algo que os governos progressistas, como o do nosso presidente Lula, sempre defenderam ao olhar para o continente africano com o respeito de quem reconhece uma dívida histórica e um laço de irmandade. Lula entende que a diplomacia do amor e da cooperação Sul-Sul é o único caminho para que esses acordos não sejam apenas papel pintado, mas dignidade real para as mães e crianças de Goma e de toda a região do Kivu.
Portanto, João, continuemos com nossas preces, mas não esqueçamos de dar a aula que o mundo precisa ouvir: a paz na RDC só será definitiva quando os meninos mal-educados que lucram com a guerra forem devidamente educados pela força da lei internacional e pela solidariedade entre os povos. Defender o povo africano é defender a nossa própria história e a nossa humanidade. Que a misericórdia venha acompanhada de reparação histórica e de políticas públicas sérias, porque, como eu sempre ensinei em sala de aula, a liberdade é uma construção coletiva que não aceita fake news nem a hipocrisia de quem prega a paz mas vende as armas. Um abraço carinhoso desta professora que ainda acredita muito na força do amor e da verdade.
Bia Carioca
25/04/2026
Concordo que a dignidade humana deve ser a prioridade, João, mas a paz real só se sustenta com soberania e direitos materiais garantidos para o povo. Essa luta por infraestrutura e proteção social é o que realmente garante o futuro das famílias contra o obscurantismo de quem só quer o atraso.